MPLA também assassinou a cidadania dos angolanos

O unanimismo – escola literária do princípio do século XX, que se propunha traduzir de maneira global a diversidade dos sentimentos e impressões de vastos grupos humanos (Jules Romains, na França e Dos Passos, nos Estados Unidos, estão entre os seus representantes). Por William Tonet O nosso unanimismo, imposto e impregnado na primeira Lei Constitucional de viés partidário, coloca a bicefalia como imagem de marca normativa, ao ritualizar e transformar em prática corriqueira o Presidente da República ser, obrigatoriamente, o presidente do MPLA, e isso pelo simples motivo de nunca…

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Da bicefalia à acefalia

Nesta hora de Abril de 2018, o que mais bate na media angolana na área da política nacional, é a bicefalia do governo, implantada, segundo vozes, daqui e de acolá, por força da conjuntura. Ora, o que está em causa nesta altura do “campeonato” no xadrez político não é nada que tenha a ver com bicefalia. Por William Tonet Por quê?… Porque não existe, pois enquanto vice-presidente do MPLA, JLO dirige mais de 80% das reuniões do secretariado do partido e está ao corrente de todas as suas decisões, enquanto…

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Paz das armas não
é paz dos corações

PAZ. O que és? Do latim “Pax” tem dois sentidos: um positivo e outro negativo. O primeiro é um estado de tranquilidade e bem-estar social, já o segundo é a ausência de guerra ou violência bélica generalizada ou regular. Por William Tonet Este é o estado em que melhor se enquadra a situação angolana, levando à existência de muitas perguntas sobre a grandeza hercúlea de três letras sexualizadas, numa que deve(ria) ser solene e perene, quando evocada como marco importante na vida de povos e de um país. A eficácia…

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Adeus kota Jaka. Até breve. Estaremos juntos no além

Morreu o meu amigo, Almerindo Jaka Jamba. Subitamente. Não acabou o último poema, tão pouco o último parágrafo do seu livro. O destino, não permitiu, tal como fazer-me acreditar, que o ontem, em que estivemos juntos, discutindo o farfalho da Filosofia grega com a Filosofia Bantu angolana, jamais a repetiremos. Por William Tonet Nós não éramos só amigos. Era uma honra, ser aceite, nessa condição; AMIGO, por um homem, qual “oceano” de humildade e saber filosófico, ímpar, se me lhe reconhecia. São cada vez mais raros, entre nós, os “dinossauros…

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Monstruosa vergonha

A vergonha, o despreparo e o infantilismo jurídico, infelizmente não deixam de ser uma constante quase identitária de uma república feita à medida do MPLA, nas entranhas do poder judiciário angolano. Faça chuva ou faça sol, na aurora que não é nova, mas a continuidade da anterior e que, pela aragem, parece tender a ser bem… pior. Por William Tonet Nos últimos dias, os autóctones e a comunidade internacional foram surpreendidos com o amadorismo e a politização boçal de processos, em fase de instrução preparatória, por parte de um procurador-adjunto…

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Cobardia na defesa
da falsa bicefalia

O MPLA partido que, exclusivamente, desde 1975 detém o controlo absoluto de todos os órgãos de soberania e arredores, continua a ter intelectuais, muitos que se julgava, eminentes, a pensar e agir como se fosse, este partido, o órgão mais importante e mesmo acima do Estado. Por William Tonet Quer dizer, sob a capa de bicefalia, emerge a nostalgia de caber ao MPLA e ao seu líder, não importa qual, agora é a vez de João Lourenço, a condução e visão exclusiva, sobre Angola e os angolanos. Daí uma “matilha…

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País de corruptos facilmente sucumbe

Os povos autóctones esperavam, ingenuamente, por uma passagem pacífica de testemunho, no conclave do MPLA e, que, na outra margem do rio grande, não fosse permitida a continuidade da vergonha na cara. Ninguém sairá da cepa torta, com a manutenção e continuidade de práticas delituosas, por mais travestidas que estejam. Por William Tonet Limpemos a vergonha da cara e assumamos a paternidade colectiva do território Angola ser pertença da maioria e não de uma minoria perniciosa. A omissão dos cidadãos, o silêncio sepulcral e covarde, ao longo dos 42 anos…

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(Só) unido o Povo vencerá

Angola vive momentos de indiscritível podridão, no sistema de justiça e judiciário, tal como o Brasil, lá como cá, a classe política está atolada em escândalos de crimes de corrupção e peculato. Quando o regime não gosta ou teme alguém, julga e para condenar não precisa de provas, bastando a sua vontade, ou recorrer eufemisticamente ao anacrónico instituto da “Teoria do domínio do facto”. Por William Tonet Lá, como cá, são muitas as semelhanças, tal como um texto em que me solidarizo e no qual autor se coloca na pista…

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Peculato, corrupção e Lei
para branquear… roubos

Angola vive momentos de tensão face a uma estranha e maliciosa revolução de conceitos, liderada, na maioria das vezes, pela tribo política no poder, pelo capital económico e pelas altas patentes militares, para sufocar e domar a mente da sociedade, perpetuar e branquear a roubalheira. Por William Tonet E qual o maior objectivo? Confundir, propositadamente, corrupção com peculato, para através da lei, maquinada pelo Titular do Poder Executivo, designada de Repatriamento de Capitais, branquear com a máxima e total impunidade, ilícitos monstruosos praticados, exclusivamente, por uma mesmo tribo ideológica, que…

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Padre Jorge Congo entre quixotismo e pragmatismo

Na fogueira da vida, o sentido é definido por duas forças caracterizadoras: o fumo (sprint), significando o imediatismo, que se esvai no espaço e, a cinza (fundista), retida no chão é portadora da prudência e letalidade, capaz de curar e sujar. Por William Tonet A história do enclave de Cabinda confunde-se com a das reivindicativas elites políticas e intelectuais: mbindas e iombes, umas moderadas, outras radicais, face ao sonho de autonomia ou independência, a conceder ou reconhecer, por parte do governo central. Na falta de diálogo, entre as partes beligerantes,…

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