COINCIDÊNCIAS NÃO ME CONVENCEM

O Presidente da República, João Lourenço, expressou pesar pela morte do General Abreu Muhengo Ukwachitembo ‘Kamorteiro’, lembrando que o seu nome fica “para sempre indelevelmente ligado ao fim definitivo do conflito militar em Angola”. Gostava de acreditar na sinceridade do “pesar”, mas não acredito. Por Orlando Castro general “Kamorteiro” que desempenhava actualmente o cargo de Chefe do Estado Maior General Adjunto das Forças Armadas Angolanas, e tudo indicava seria o próximo Chefe do Estado Maior General, foi um dos signatários dos Acordos de Paz para Angola, a 4 de Abril…

Leia mais

MORREU O GENERAL “KAMORTEIRO”

O general Abreu Muhengo “Kamorteiro”, que assinou em 2002 os acordos de paz entre o governo e a UNITA morreu hoje, anunciou a Televisão Pública de Angola (TPA) que cita “fonte oficial”. general, actual chefe de Estado Maior adjunto para a Área Operacional de Desenvolvimento das Forças Armadas Angolanas, estava internado no Hospital Militar Central. O dirigente militar, cujo nome de guerra significa em língua umbundu pequeno morteiro, foi especialista de artilharia terrestre na extinta FALA, braço militar da UNITA e um dos co-signatários dos acordos de paz para Angola,…

Leia mais

PAZ. ENTRE 163, MOÇAMBIQUE ESTÁ EM 122 E ANGOLA EM 78

Moçambique teve uma das maiores quedas no Índice Global de Paz, para a 122.ª posição em 163 países, devido ao terrorismo no país, enquanto Angola escalou 14 lugares, para 78.º, de acordo com o relatório agora publicado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP). Ambos têm na governação os mesmos partidos desde a independência. FRELIMO e MPLA. Moçambique caiu 11 lugares, a segunda queda mais alta no indicador de protecção e segurança, atrás apenas da Ucrânia, devido ao conflito no país com grupos terroristas, refere a análise do Instituto de…

Leia mais

MPLA PROMETE, HÁ 46 ANOS, MAIS DO MESMO

O comité central do MPLA, partido no poder em Angola há 46 anos, aprovou hoje o programa de governo 2022-2027 e o manifesto eleitoral, nos quais reitera “os grandes compromissos para com as aspirações do povo”, nomeadamente consolidação da paz e democracia. Mas afinal quem está, para além do próprio MPLA, a ameaçar a paz e a democracia? De acordo com o comunicado final da II reunião extraordinária do comité central do MPLA, orientada pelo líder do partido, João Lourenço, mas com a omnipresença do Presidente da República, do Titular…

Leia mais

O PRIMEIRO ACORDO DE PAZ EM ANGOLA

A imprensa nacional do regime do MPLA, bem como a imprensa internacional (nomeadamente a portuguesa) submissa ao regime do MPLA, a própria Direcção do MPLA, continuam a ter memória curta e, por isso, esquecem aquele que foi o primeiro Acordo de Paz, assinado entre as tropas da UNITA e do Governo, a 19 de Maio de 1991, e pelo jornalista William Tonet que mediou as negociações. Foi no Alto Kauango e antecedeu o Acordo de Bicesse. Por Orlando Castro O Acordo do Alto Kauango foi um acordo importante entre angolanos.…

Leia mais

UMA FLEC FALA DE PAZ, OUTRA FAZ A GUERRA

A Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) reivindica a morte de 16 pessoas, nomeadamente 12 soldados das Forças Armadas Angolanas (FAA) e quatro civis durante “violentos combates” na manhã de hoje. Segundo esta FLEC (há várias), os confrontos, entre soldados das FAA e das FAC, ocorreram na manhã desta segunda-feira, nas aldeias de Kisungo e Tando Masele, na região do Maiombe, município do Belize, norte de Angola. Num “comunicado de guerra”, a FLEC diz que os seus soldados recuperaram armamentos deixados pelos…

Leia mais

APELO ÀS AUTORIDADES RELIGIOSAS PARA A PAZ EM CABINDA

Em carta subscrita pelo seu presidente, António Marcos Soqui, a Frente Revolucionária de Cabinda pede à CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) a intervenção das autoridades religiosas na construção da paz e resolução do conflito político de Cabinda. Eis, na íntegra e “ipsis verbis”, o documento enviado à CEAST, com cópia à Igreja Metodista, CICA ˗ Conselho de Igrejas Cristãs em Angola, Igreja Kimbanguista e Igreja Tocoista: «Nós a Frente Revolucionária de Cabinda, sendo uma organização firme, coesa na defesa das aspirações do povo de Cabinda, vimos por…

Leia mais

PEIXE PODRE, FUBA PODRE E… PORRADA

O MPLA, partido no poder em Angola há 46 anos (desde a independência), apelou hoje “ao envolvimento abnegado” de todos os cidadãos no processo de reforço da cidadania e construção de uma sociedade cava vez mais desenvolvida, democrática e inclusiva. Repete-se a receita, mas os cozinheiros são os mesmos, o peixe podre, a fuba podre, os panos ruins continuam a ser os mesmos. Nem a porrada, quando refilamos, é diferente… Num comunicado, por ocasião dos 20 anos de paz (ausência de tiros) que Angola comemora hoje, o Bureau Político do…

Leia mais

DESCULPAR O (IN)DESCULPÁVEL. DEUS AGRADECE O DIABO TAMBÉM

Evolução política “satisfatória” mas “muito aquém do expectável” em 20 anos de paz em Angola, diz Eugénio Costa Almeida. O Investigador luso-angolano garante que a resolução dos “problemas sociais continua a estar um pouco aquém” do desejado. “Naturalmente que houve evoluções políticas satisfatórias, mas que ainda assim estão muito aquém daquilo que era e seria expectável, até porque muitas das questões políticas que estão presentes hoje em dia não são dissociadas de problemas sociais”, destaca Eugénio Costa Almeida, investigador do Centro de Estudos Internacionais (CEI-IUL), do ISCTE-IUL e do Centro…

Leia mais

46 ANOS DE ESCRAVIDÃO, 20 A VIVER SEM… COMER

Organizações de defesa dos direitos humanos defendem que Angola (há 46 anos governada pelo mesmo partido, o MPLA) registou alguns progressos desde que alcançou a paz, há 20 anos, mas alertam que há “muito caminho para andar”, porque a pobreza “é avassaladora” e a violência policial “inaceitável”. Alguns. É verdade. 20 milhões de pobres são o melhor exemplo… O Governo do MPLA e a UNITA assinaram em 4 de Abril de 2002 um acordo de paz que pôs fim a 27 anos de guerra. Vinte anos depois, o director-executivo da…

Leia mais