Ganhar a todo o custo na secretaria

Quando não se é honesto, não se sabe o que é jogo limpo. Quando não se é honesto, acha-se que se tem o direito a ganhar a todo o custo. Quando não se é honesto, inventam-se mil e um subterfúgios para fazer batota. Quando não se é honesto, tenta-se ganhar na secretaria, nem que para tal se tenha de comprar o secretário. Por Carlos Pinho (*) Quando não se é honesto, presume-se que se tem o direito divino e inquestionável à liderança. Quando não se é honesto, compram-se os adversários…

Leia mais

E dura, e dura e dura…

Ultimamente, não sei se pela influência do calor estival, aqui no Hemisfério Norte, claro incentivador de uma modorra interminável, a verdade é que sempre que pego na caneta para escrever umas linhas sobre Angola, vai-se me a vontade. Por Carlos Pinho (*) Começa a não haver pachorra para a incompetência, preguiça e desonestidade contumazes dos dirigentes do país. Sejam quais forem os níveis directivos de que estejamos a falar. Por isso, e a contragosto, porque sou uma animal de Verão, ou não tivesse nascido em Angola, o fresquinho das poucas…

Leia mais

O colapso do Sistema de Justiça em Cabinda

Em 2006, o regime angolano decidiu (sem o dizer publicamente) que os cabindas já não podiam exercer funções jurisdicionais no seu território. Nesta senda, foram transferidos os três juízes que estavam colocados no Tribunal Provincial de Cabinda: dois por serem de Cabinda, e não poderem continuar a exercer as suas funções naquela província; e a terceira, juíza natural de Luanda e filha legítima do regime, porque há muito reclamava a sua transferência, com o fundamento de que lhe eram confiados os processos mais polémicos e controversos. Por Franck Raskal Em…

Leia mais

A experiência de quem cobre Direitos Humanos

Contar histórias de uma perspectiva dos direitos humanos é um desafio para o jornalismo no Brasil. Ainda que a Constituição Federal e os tratados internacionais garantam tratamento igualitário para todas as pessoas, ainda são constantes as violações principalmente contra mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, indígenas e imigrantes. Por Jeferson Batista (*) Para além de noticiar casos de violência e de descumprimento de leis, o jornalismo em direitos humanos precisa assumir o papel de contextualizar e esclarecer sua audiência sobre o tema, principalmente em uma era marcada pela desinformação. A seguir, algumas…

Leia mais

A “vandalização” da imagem do Presidente

Aconteceu na cidade de Cabinda algo insólito no dia 13 de Setembro: uma senhora entendeu expressar o seu protesto público contra a governação do Presidente João Lourenço rasgando a imagem gigantesca do seu rosto afixada no centro da cidade. Dizia a senhora no vídeo que está a circular: “eu dei-te o poder, mas agora acabou!…” Por Raul Tati O acto foi assistido por um grupo de cidadãos que não só não a impediu de fazer aquilo como apoiou o acto a 100%. Se prestarmos atenção ao vídeo vemos que há…

Leia mais

A ignorância é uma arma

Como se não lhes bastasse o controlo hegemónico das salas de aula, programas como o Fórum TSF, Antena Aberta ou Opinião Pública permitem ver como a brigada fundamentalista toma de assalto o pluralismo. Por Gabriel Mithá Ribeiro (*) O ser humano é indissociável da condição pensante quer enquanto indivíduo, quer enquanto colectivo. Significa que as sociedades apenas existem enquanto tal se produzirem um pensamento colectivo (ou social) autónomo não apenas em relação ao pensamento individual (ou intelectual), mas também em relação ao pensamento de outras sociedades. Serge Moscovici – psicólogo…

Leia mais

Basta. Stop MPLA!

João Lourenço está muito próximo do modelo do líder norte-coreano de Kim Jong-un, e muito longe do modelo Deng Xiao Ping que tinha prometido encarnar na sua governação. Foram quatro anos de desastre total. Cabinda que o diga. Por Osvaldo Franque Buela (*) Bastou-lhe quatro anos para quebrar todos os recordes de má governação, muito longe, a anos-luz do modelo de governo de Deng Xiao Ping, que teve uma onda de solidariedade e muita admiração por parte de alguns analistas políticos e todos os angolanos que acreditaram nas mudanças. Apenas…

Leia mais

Crescimento e desenvolvimento urbano da cidade de Luanda

Luanda foi fundada em 1575 com a chegada de Paulo Dias de Novais. O povoamento iniciou-se em torno da fortaleza erguida numa elevação junto à baía de Luanda. A nomeação de “Loanda” foi dada em meados do século XVII. Até então a cidade era designada por São Paulo de Assumpção cujo núcleo nasceu com a construção do hospital e da Igreja na hoje ainda chamada Cidade Alta. Por Andrea Carina de Almeida Bettencourt (*) A cidade desenvolve-se em dois níveis muito marcantes: A Cidade Alta, onde se localizam o centro…

Leia mais

Propaganda política saprófita

Ainda não há muito tempo o Departamento de Informação e Propaganda do MPLA ficou muito nervoso porque classificamos como nojenta a atitude de Luísa Damião, que aproveitou o fuzilamento de uma zungueira, pela polícia do MPLA, para usar a situação deixando-se fotografar com familiares, dizendo que estava a dar carinho e solidariedade, como mãe e mulher do MPLA, aos familiares da vítima mortal. Por José Filipe Rodrigues (*) O que nos incomodou mais nesse parasitismo oportunista necrófilo foi o facto de Luísa Damião não ter a dignidade e um processamento…

Leia mais

Entre a abjecção e a náusea – quando até as vítimas se tornam cúmplices da farsa

A chaga do 27 de Maio com o seu estendal de crimes bárbaros não se cura, já o afirmei em certa ocasião e volto a dizê-lo, com processos de gestão de conflitos conduzidos cima para baixo, como lamentavelmente se verificou em Angola. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) Nós sabemos quem são eles e com quem estamos a lidar. Falo dos apparatchiks que nos enganam todos os dias com as suas técnicas de manipulação da informação no intuito de desfocar a realidade e oferecer das coisas uma visão idílica e…

Leia mais