Justificar, responsabilizar ou mesmo fundamentar a “conveniência de serviço”, mesmo de quem tenha premeditada e dolosamente, delapidado o erário público, não é necessário, enfatizou João Lourenço, por, justificou, ser uma prática de há 42 anos. Neste regabofe, a culpa continuará a morrer solteira, para gáudio dos corruptos, que detém o controlo exclusivo das finanças do país. Por William Tonet Tanto assim é que ninguém ousou perguntar, 24 horas depois da exoneração de uma exonerada de uma empresa pública, a proveniência de 100 milhões de dólares, investidos numa fábrica de cerveja.…
Leia maisCategoria: Aqui Falo Eu
Editorial por William Tonet
Já não há, por cá, líderes
O político, as mordomias,
o poder e a… corrupção
A tribo política angolana continua a decepcionar a todos quantos, periodicamente, são chamados a depositar o seu voto, em período eleitoral, para suposta renovação ou melhoria da gestão da coisa pública em prol do bem comum. Por William Tonet Os políticos quais “traidores do templo”, pela abjecta e umbilical apetência económica, andam em sentido contrário ao sofrimento popular. Não têm riqueza de ideias, mas uma montanha de pobreza intelectual na gestão da crise, com uma equipa económica desprovida de soluções audazes, pragmáticas e realistas. O programa económico apresentado, pelo ministro…
Leia maisVergonhosa opção
contra os… pobres
O Titular do Poder Executivo prometeu, durante a campanha eleitoral, mais de 500 mil postos de trabalho, durante o seu mandato, visando baixar o nível elevado de desemprego. No dia 24 de Junho de 2017, João Lourenço disse o seguinte na província do Uíge: “É nossa maior preocupação e grande prioridade do MPLA baixar os índices de desemprego. Queremos ver uma sociedade com os mais baixos níveis de desemprego para que grande parte dos cidadãos em idade laboral tenha emprego”. Por William Tonet O então candidato do MPLA e actual…
Leia maisRevolução de conceitos
O mundo está a viver, nos últimos tempos, uma verdadeira “Revolução de Conceitos”, que invadiu as fronteiras de Angola e já não pode ser descurada, principalmente, quando o significado de uma expressão de ontem, pode não ser linear e substantivamente igual à de hoje, ainda que a mesma bifurque num idêntico objecto ou conceito. Por William Tonet A denominação “revolução”, deriva do latim: “revolutio, ónis: acto de revolver”, ganhando corpo nos primórdios do século XV e significando mudança violenta ou rápida de um poder por outro. O filósofo Aristóteles deu-lhe…
Leia maisQuando o (a)normal vira novidade
1. A imprensa independente angolana nunca foi tão importante para a incipiente democracia como agora, principalmente, quando as bolsas da oposição, encabeçados pelos líderes, adormecem ante a cavalgada do novo inquilino da Cidade Alta. Por William Tonet João Lourenço com algumas medidas ousadas (paliativas – exonerações), um discurso de aparente rigor, hasteando a bandeira da luta contra a corrupção, mais se parece um outsider do regime (qual lobo com pele de cordeiro), prometendo combater os ladrões, mas logo depois, amnistiando-os se, de livre e espontânea vontade, devolverem umas migalhas a…
Leia maisPobres (20 milhões), Natal, crise, sistema, angolanos
“Mano como é o Natal”? “Nada. Está mal! O salário ainda não acabou de cair. Está fraco. É só viver mesmo assim, na graça de Deus, porque bacalhau e o resto é só p’ra eles, mesmo”… Assim terminou o bate papo, entre amigos. Por William Tonet A maioria dos autóctones angolanos viveram as piores festas do 25 de Dezembro, popularmente conhecidas como de Natal, neste 2017 e passarão de igual forma o final de ano, quando no ar pairava um sentimento de esperança e muita expectativa, face à eleição do…
Leia maisO circo, a mesmice e a oposição
1. O país e os cidadãos autóctones, porque carecia, 42 anos depois de lhes ter sido vendido, um sistema ideológico socialista fracassado, cujo “mérito” foi ter fundido ideologia proletária com capitalismo voraz, de uma verdadeira MUDANÇA. Por William Tonet Mudança verdadeira, capaz de devolver a esperança aos angolanos de poderem refundar Angola, edificando instituições e órgãos novos, onde o mérito, a competência profissional e académica, a moral e a ética fossem a regra de ouro e não à contínua e crónica opção partidocrata. Por isso, a nova aurora ainda não…
Leia maisCumpra a Constituição,
não banalize a Justiça!
A bandalheira, a desordem e a violação das normas constitucionais e legais continuam a ser a regra, não só na política, como no sistema judicial e judiciário angolano, numa clara demonstração de apenas ter mudado a vontade de nada mudar, na lógica do “showbiz”. Por William Tonet Quando a Constituição e as leis de um Estado, numa transição, qualquer que seja, não são respeitadas pelo novo Presidente da República, visto como a esperança da mudança, a sensação geral é de o quadro continuar no mesmo lamaçal da podridão partidocrata que…
Leia maisCombater a corrupção
é um dever patriótico!
O país, nos últimos tempos, não por mera coincidência, inexistente na política, tem na pauta e discurso político oficial, o combate a corrupção. Nos últimos 42 anos, este instituto (corrupção) foi sendo promovido, nos corredores do poder, como ferramenta importante, para transformar “proletários em proprietários vorazes”, numa draconiana lógica, de acumulação primitiva do capital. Por William Tonet Esta tese, para desgraça da maioria dos vinte milhões de autóctones angolanos pobres, é um hino ao espírito doloso de delapidação, melhor, roubalheira, dos cofres do erário público, por parte de alguns dirigentes…
Leia maisO ADN da corrupção institucional
O novo sistema governativo, parece despido de soluções políticas e jurídicas, ao assentar caboucos numa confusa estratégia de marketing, para atacar o essencial, de que Angola e os angolanos carecem. Por William Tonet O essencial, neste momento, seria resgatar ou implantar a ética e a moral na tribo política, comprometida com o carimbo da corrupção transversal a todos que desfilam na passadeira do poder. Está no ADN regimental, ao ponto de ter contaminado, até juízes e juristas que deveriam ser um exemplo de impolutos. A corrupção, entretanto não é uma…
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