A incerteza política e a instabilidade durante as transições estão entre os principais riscos para as empresas na África Austral em 2018, afirma a consultora Control Risk, especialista em risco global, na sua previsão política anual e de riscos de segurança RiskMap. George Nicholls, parceiro sénior da Control Risks na África Austral, comenta: “Em 2018 iremos continuar a assistir a incertezas em toda a liderança política nos mercados da África Austral. As transições no Zimbabué e em Angola em 2017, as eleições em Moçambique em 2018 e o sectarismo no…
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Sérios riscos empresariais
No bordel só existem virgens?
A Lei da Probidade Pública constituiu, segundo seu articulado e os devaneios propagandísticos do regime, mais um passo (talvez definitivo, diziam alguns) para a boa governação, tendo em conta o reforço dos mecanismos de combate à cultura da corrupção. Resultado? Angola continua a ser um dos países mais corruptos do mundo. Por Orlando Castro Recorde-se que a Assembleia Nacional aprovou, no dia 5 de Março de 2010, a Lei da Probidade Administrativa que visava (de acordo com a versão oficial) moralizar a actuação dos agentes públicos angolanos. Disseram na altura…
Leia maisBoas Festas Presidente(s)
A importância de ser na família onde deve ser criado e desenvolvido o respeito pelos valores e serem preparadas as crianças para os desafios do futuro foi destacada, em Luanda, pela primeira-dama de Angola, Ana Dias Lourenço. Tem toda a razão. Mesmo sabendo-se que Angola lidera o “ranking” mundial da mortalidade infantil, mesmo sabendo-se que temos 20 milhões de pobres. A primeira-dama, conta a Angop, falava para 700 crianças de 22 centros, entre lares de acolhimento e de igrejas da província de Luanda, que participaram numa festa de Natal denominada…
Leia maisNada mudou. Detidos 29 activistas em… Cabinda
Vinte e nove activistas foram detidos, hoje, em Cabinda, quando se mobilizavam para iniciar uma manifestação contra a violação dos direitos humanos, assassinato de civis, corrupção e degradação social. Não, embora pareça, o Presidente de Angola não é José Eduardo dos Santos. É João Lourenço. A diferença parece ser só essa… Ao contrário do que pensava José Eduardo dos Santos e agora pensa João Lourenço, o Povo de Cabinda, embora habituado a sofrer cargas policiais, prisões, agressões, e violações dos seus mais básicos direitos, continua a recusar-se a estar de…
Leia maisVou, fui, mas… estou a vir!
José Eduardo dos Santos deu um ar da sua graça ao defender no final da semana passada que o seu partido, o MPLA, no exercício do poder político desde 1975, tem o dever de “liderar o combate à corrupção e ao nepotismo no país, males susceptíveis de manchar a imagem do Estado e do Governo angolano”. Isto disse ele numa demonstração de vitalidade política e adiantamento à oposição digna do seu comprovado maquiavelismo. De facto, em linguagem “jesiana”, o que ele arengou é um ataque ao anestesiamento dos opositores face…
Leia mais“Podemos-JÁ” quer dar voz
aos independentes da CASA
A política está ao rubro depois das eleições gerais de Agosto com a intenção de novos e velhos actores trazerem à ribalta novas formações político-partidárias. Nos bastidores e numa passada larga, no seio da coligação CASA-CE está a emergir um novo ente jurídico partidário, visando enquadrar todos quantos não se revêm nos seus partidos constitutivos. O Podemos-JÁ (Juntos por Angola) será a nova formação política, caso consiga reunir as assinaturas suficientes, para a sua legalização, junto do Tribunal Constitucional, que aglutinará os denominados independentes. O novo partido político visa colmatar…
Leia maisCumpra a Constituição,
não banalize a Justiça!
A bandalheira, a desordem e a violação das normas constitucionais e legais continuam a ser a regra, não só na política, como no sistema judicial e judiciário angolano, numa clara demonstração de apenas ter mudado a vontade de nada mudar, na lógica do “showbiz”. Por William Tonet Quando a Constituição e as leis de um Estado, numa transição, qualquer que seja, não são respeitadas pelo novo Presidente da República, visto como a esperança da mudança, a sensação geral é de o quadro continuar no mesmo lamaçal da podridão partidocrata que…
Leia mais(Quase) todos aplaudem os “sound bites” de Lourenço!
Instalado no Palácio Presidencial, João Lourenço, deveria em primeira instância, recuperar todo o dinheiro da mega fraude luso-angolana que foi a falência do Banco Espírito Santo em Portugal e do seu associado em Angola, o BESA (BES Angola). Ao longo de anos, o BES concedeu empréstimos sem garantias a personalidades ligadas ao MPLA, entre os quais o próprio João Lourenço. Por Orlando Castro João Lourenço, como escreveu ontem, no jornal português Público, o académico Eugénio Costa Almeida, lançou com todas as parangonas supostamente patrióticas “o repto aos capitais nacionais expatriados…
Leia maisO nosso querido réu Manuel Vicente
Um presidente em Angola não é semelhante a um presidente em Portugal. O presidente angolano é uma figura suprema, mas não como o presidente da China. É superior. Pode não estar formalmente classificado como a mais importante personalidade do país nos últimos 50 anos nem ter o seu nome escrito na Constituição como o pai da nação, mas é isso mesmo. Por Sedrick de Carvalho O presidente tem sempre um adjunto directo, e este é o vice-presidente do país, ou seja, o segundo chefe supremo. Em Angola, o número de…
Leia maisArmas não faltam. Faltam é mais guerras…
Relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) mostra que o principal beneficiário do aumento do comércio de armas em todo o mundo é a indústria bélica nos EUA e Europa Ocidental. Estes beneficiam e os que morrem são outros, provavelmente – de acordo com norte-americanos e europeus – gente menor, pessoas inferiores. Pela primeira vez, nos últimos cinco anos, o comércio global de armas e serviços militares voltou a aumentar em 2016. Segundo o relatório sobre a indústria internacional de armamentos divulgado pelo Sipri, o aumento…
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