Lei KO aos corruptos

O Presidente da República, certamente com anuência explícita do Presidente do MPLA e o beneplácito institucional do Titular do Poder Executivo, todos os dias (para além de anunciar obras e projectos com dinheiro que Angola não tem) nos garante que vai acabar com a corrupção, com a cleptocracia, com a bajulação, com o compadrio, com o esclavagismo. [dropcap]P[/dropcap]ara isso tem em preparação a “Lei KO aos corruptos”, um diploma que vem reforçar os mecanismos de combate à cultura da corrupção, por forma a garantir o prestígio do Estado e das…

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Um discurso paupérrimo,
tal como os angolanos!

O discurso do Presidente da República na 73ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque (EUA), merece ser lido e comentado. É isso que agora fazemos. João Lourenço sabe que a verdade dói mas que só ela cura. Por isso lê o Folha 8. Mas é também por isso que diz que não lê. Compreendemos. [dropcap] “R[/dropcap]ealizamos esta 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas num momento especial em que homenageamos duas grandes figuras da política mundial, por sinal dois africanos, Nelson Mandela e Kofi Annan”. João Lourenço fez bem.…

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“Depois de mim virá quem de mim bom fará”. Será mesmo?

João Lourenço vai ascender no sábado a presidente do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, acabando com praticamente um ano de “bicefalia” na liderança do país, reforçando a margem para aprofundar reformas económicas e políticas. Muitos acreditam que irá, agora, fazer o que ainda não fez: governar o país. Pelo menos fica sem essa desculpa chamada José Eduardo dos Santos. [dropcap]A[/dropcap]ctual chefe de Estado, vencedor das eleições fraudulentas e opacas de Agosto de 2017 que deram a vitória ao MPLA e ao seu cabeça-de-lista, João Lourenço estará como…

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… E a orgia (da hipocrisia) segue dentro de dois anos

O Presidente angolano, João Lourenço, pediu hoje em Cabo Verde “atenção e alguma urgência” para a concretização da mobilidade dos cidadãos lusófonos, enquanto o chefe de Estado moçambicano reclamou a total circulação de pessoas, bens e capitais. [dropcap] “T[/dropcap]enho consciência da complexidade de alguns temas, um em particular, a mobilidade dos cidadãos”, afirmou João Lourenço, no encerramento da XII conferência de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Santa Maria, ilha do Sal. O Presidente angolano defendeu que os países lusófonos devem…

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Repatriamento de capitais
– Lei é oração à impunidade

O MPLA valeu-se da sua qualificada maioria para, em golpe de força, fazer passar a Lei sobre o Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, deitando por terra o projecto de Lei do Regime Extraordinário de Regularização Patrimonial (RERP) avançado pela UNITA. Desde logo tornou-se claro que a introdução do projecto do RERP gerou intenso prurido para o MPLA que imediatamente manobrou para anular os efeitos de uma eventual aprovação deste projecto. Por Maurílio Luiele (*) [dropcap]A[/dropcap] aprovação da proposta e do projecto em sede da generalidade ocorrida…

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“Tolerância zero” apenas
e só quando o MPLA puder

O governador da Província do Huambo, João Baptista Kussumua, declarou recentemente “tolerância zero” aos actos de desordem e desobediência administrativa, visando a melhoria da imagem do planalto central e, por via disso, elevar o bem-estar da população. Presume-se que o exemplo seja descendente. Presume-se. [dropcap]S[/dropcap]egundo João Baptista Kussumua, que falava no acto comemorativo ao 57º aniversário do Início da Luta de Libertação Nacional, assinalado domingo (4 de Fevereiro), é necessário que cada cidadão dê o seu contributo para o êxito da implementação da “tolerância zero”. Continuamos a presumir que o…

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Mais uns tantos juízes
ou juízes bajuladores?

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Francisco Queiroz, disse hoje que vão ser admitidos este ano 60 novos juízes e que está ainda em estudo a possibilidade para a admissão também de novos oficiais de Justiça. Os putativos candidatos vão por isso estar mais calmos e alinhar nos elogios ao Executivo de João Lourenço. O habitual, portanto. [dropcap]F[/dropcap]rancisco Queiroz respondia hoje às preocupações colocadas por deputados no encontro com os órgãos da Administração da Justiça e outras instituições do sector, no âmbito da discussão na especialidade…

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Orçamento geral do MPLA:
Mais do mesmo ou bem pior

A Assembleia Nacional de Angola aprovou hoje, na generalidade e como esperado, a proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, com despesas e receitas de 9,658 biliões de kwanzas (48.300 milhões de euros), com abstenção da oposição. [dropcap]A[/dropcap] proposta de Lei do OGE 2018 foi aprovada com 144 votos a favor, do MPLA, nenhum contra e 56 abstenções, da UNITA, da CASA-CE, do PRS e da FNLA. Nas respostas, às questões levantadas pelos deputados durante os debates, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes…

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É só tiros de pólvora seca

O governador da província de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, admitiu hoje que o rápido crescimento populacional da cidade “concorreu para o aumento de problemas de difícil resolução”, referindo entre outras áreas a saúde, saneamento básico e recolha de lixo. Eis mais um perito do MPLA (que só esta no poder há… 42 anos) a descobrir a pólvora… seca. [dropcap]O[/dropcap] dirigente do MPLA, que falava hoje na cerimónia de cumprimentos de fim de ano, recordou que durante a sua gestão, de quase 90 dias, teve de realizar visitas para conhecer…

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Para quem é, farelo basta!

O Presidente angolano, João Lourenço, disse quinta-feira o país ainda está a viver os efeitos da crise, que só não foram mais graves “porque em tempo oportuno foram tomadas medidas pertinentes para reduzir o seu impacto”. José Eduardo dos Santos não diria melhor. [dropcap]N[/dropcap]a sua mensagem de Ano Novo, João Lourenço disse que são necessários dar “com alguma coragem e determinação novos passos em frente, vencendo os constrangimentos ainda existentes e encarando com realismo novos desafios”, para a efectiva diversificação da economia angolana. José Eduardo dos Santos não diria melhor.…

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