QUANDO O DINHEIRO ALIMENTA A FOME

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, anunciou hoje que vai alocar 10 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos para impulsionar a produção alimentar, através de programas específicos desenhados para cada país. Em matéria de países (mais ou menos) lusófonos estão incluídos Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau e Moçambique. um comunicado divulgado durante a Cimeira Alimentar Africana, que decorre até sexta-feira em Dacar, lê-se que “o Grupo BAD está a comprometer 10 mil milhões de dólares [9,1 mil milhões de euros] nos próximos cinco…

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É FARTAR VILANAGEM!

João Lourenço, Presidente da República de Angola e recandidato pelo MPLA, para além de Titular do Poder Executivo, aprovou, em vésperas de o executivo entrar em gestão corrente, 230 milhões de euros de créditos não orçamentados, dos quais mais de metade para investimentos em Benguela, Luanda e Namibe. Merece bem o Prémio Nobel da vilanagem política. Os créditos adicionais suplementares estão contemplados em decretos presidenciais publicados no Diário da República de 23 de Julho. Em causa está o pagamento de despesas relacionadas com os projectos do governo provincial do Namibe,…

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DAR PEIXE OU ENSINAR A PESCAR?

“A União Europeia investe 20 mil milhões de euros de subvenções no continente” africano, disse a presidente da Comissão Europeia, que promete apresentar a estratégia ‘Global Gateway’ durante a visita ao Senegal. A dúvida, segundo os africanos (não segundo os governos dos países africanos) está em saber se a solução é enviar toneladas de peixe ou… ensinar a pescar. A Europa é o “parceiro mais fiável e leal de África”, defendeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, numa entrevista à agência AFP divulgada esta terça-feira, véspera de…

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NÃO ACORDEM OS CREDORES!

A consultora Oxford Economics Africa considerou hoje que Angola não deverá ver o seu ‘rating’ melhorar novamente este ano devido às grandes necessidades de financiamento e aos riscos que isso comporta. Também hoje se ficou a saber que a privatização da companhia aérea TAAG não deverá acontecer antes de 2023 ou 2024. “Mais melhorias no nível de crédito são improváveis este ano, dadas que as necessidades financeiras e os riscos desse financiamento continuam relativamente elevadas”, escrevem os analistas da Oxford Economics Africa num comentário à melhoria do ‘rating’ por parte…

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Tudo serve para pedir mais e mais fiado

A Agência Nacional contra as Minas disse que Angola necessita de 200 milhões de dólares (170,8 milhões de euros) para se ver livre de áreas minadas conhecidas até 2028. Um país falido nada consegue fazer sem estender a mão à ajuda estrangeira. Só tem dinheiro para os nababos dos seus dirigentes… A informação foi avançada durante o workshop sobre a Gestão de Risco Residual (desminagem) pelo responsável pela área de intercâmbio comercial da agência, Adriano Gonçalves, segundo o qual Angola ainda é considerado um dos países mais afectados por minas…

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Excursões para levantar dinheiro

Vários cidadãos angolanos manifestaram-se agastados com o cenário de enormes filas nas caixas automáticas, em Luanda, situação que se verifica todos os meses, por altura do pagamento dos salários à função pública. A EMIS – Empresa Interbancária de Serviços, que gere a rede Multicaixa, diz que se trata de uma questão de logística da responsabilidade dos bancos. As pessoas ouvidas pela agência Lusa apelaram às autoridades para que resolvam a situação, que consideram “um sofrimento” para o povo angolano e “uma falta de respeito” para com os clientes dos bancos.…

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Da História dos PALOP ao Angosat

O chefe da diplomacia angolana, Téte António, disse hoje, em Luanda, que o contributo que Angola (um milhão de euros) vai dar para elaborar a História sobre a Luta de Libertação dos Países Africanos de Língua Oficial portuguesa (PALOP) vai ser distribuído por três anos. Enquanto isso, o Angosat-2 deverá entrar em órbita em 2022, a tempo de (se houver eleições) anunciar a vitória do MPLA mesmo antes da votação. Téte António, que falava à margem da 4.ª sessão plenária ordinária de Conselho de Ministros, esclarecia as dúvidas e críticas…

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Há minas e… minas

Angola registou este ano 55 acidentes com minas e explosivos não-detonados, segundo o assessor da comissão nacional de desminagem, acrescentando que o país possui ainda 613 áreas afectadas por minas. Será mesmo do interesse do Estado/MPLA acabar com este flagelo? É que as minas podem (continuar a) ser uma mina. Adriano Gonçalves informou que, segundo o registo provisório até à data, a maior parte dos acidentes deu-se com artefactos explosivos não-detonados (bomblets — munições, ‘rockets’, entre outros, lançados por via aérea ou terrestre, através de artilharia, que se espalham pelo…

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Dinheiro é a solução?

O banco africano Ecobank anunciou hoje a contribuição de 3 milhões de dólares para a OMS e governos africanos, criando também uma plataforma com a União Africana para ajudar as pequenas e médias empresas no continente. Vamos lá continuar a pedir ajuda aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países (ditos) pobres. “O Ecobank contribuiu com 3 milhões de dólares para a luta contra a Covid-19 em África; em linha com o seu empenho no continente, fez várias contribuições para os esforços dos governos, da Organização Mundial…

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E que tal vender a CPLP?

O novo director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Armindo Brito Fernandes, defendeu hoje, na sua tomada de posse, o empenho de todos os estados-membros para que se resolva a situação financeira da organização. “V amos trabalhar com todos os estados-membros sobre essa situação, todos têm atravessado uma conjuntura muito difícil, mas acho que havendo empenho poderemos ultrapassar as nossas dificuldades”, afirmou Armindo Brito Fernandes, na cerimónia de tomada de posse. Para tal, considerou o diplomata são-tomense, “é necessário que o Secretariado-Executivo disponha de meios e condições para…

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