A consultora Bloomberg Intelligence (uma espécie de marimbondo que de vez em quando teima em azucrinar o superior qualidade governativa da equipa de João Lourenço/MPLA) alertou hoje que novas desvalorizações do kwanza, no seguimento do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), podem fazer com que Angola caia para o quinto lugar das maiores economias da África subsaariana, sendo ultrapassada pelo Quénia e Etiópia. [dropcap]M[/dropcap]al sabe a consultora que, nesta altura, estará já a ser escolhida uma comissão técnica e multissectorial para encontrar matéria de facto que justifique que o…
Leia maisEtiqueta: Economia
Aval do FMI enche barriga? Enche, claro. A dos outros
O Governo angolano considerou hoje que a aprovação de um financiamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,18 mil milhões de euros) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), aprovado na sexta-feira, permite “aumentar a credibilidade económica externa” de Angola. [dropcap]N[/dropcap]um comunicado hoje divulgado pelo Ministério das Finanças, em que se anuncia oficialmente o empréstimo do FMI, o ministro Archer Mangueira expressa satisfação pela aprovação do Programa de Financiamento Ampliado (EFF), confirmando “o apoio às reformas em curso” para criar um ambiente macroeconómico favorável à retoma do crescimento inclusivo”. “Não obstante a…
Leia maisMinerais alimentam bem os gostos dos donos do pote
O Governo angolano rescindiu dois contratos para exploração de depósitos secundários de diamantes na província da Lunda Norte, no leste do país. Em causa estão dois despachos de 4 de Dezembro, assinados pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo, alegando, entre outros motivos e ao abrigo do Código Mineiro, a inviabilidade técnico-económica dos projectos e o incumprimento de obrigações legais. [dropcap]O[/dropcap]s despachos com a rescisão dos contratos envolvem em concreto as operações de depósitos secundários de diamantes de Cassanguide e de Chimbongo, surgindo numa altura…
Leia maisRicos é mesmo com o MPLA. Pobres é mesmo com o Povo
A União Europeia (UE), consciente de que Angola é um país pobre (20 milhões de pobres) mas que bate o recorde de ricos por metro quadrado, vai financiar com 810.000 euros projectos de quatro organizações angolanas da sociedade civil que visam “reforçar a protecção e respeito” dos direitos humanos no país, segundo contratos de subvenção assinados hoje em Luanda. Por outras palavras, projectos que visam fazer o que deveria ser o Estado/MPLA a fazer. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com a delegação da UE em Luanda, a SOS Habitat – Acção Solidária, a…
Leia maisAs razões de o Presidente
só acertar quando… erra
Quem assiste aos pronunciamentos do Presidente da República, João Lourenço, na maioria das vezes, não tem como não se emocionar, pensando estar na presença de um ex-militante de base, vindo do Longonjo ou do exterior do país. As boas intenções estão lá, no papel, tal como a aversão ao consulado do antecessor, José Eduardo dos Santos, dando a percepção de, terem andado o tempo todo aprisionados, nas fedorentas masmorras do regime. Não! Todos estavam aqui… [dropcap]M[/dropcap]as, verdade seja dita, era preciso estancar a bandalheira dos órgãos e agentes do Estado,…
Leia maisElogios a João Lourenço e (muitos) reptos à sociedade
Rafael Marques recebido hoje pelo Presidente angolano João Lourenço, após o incidente de terça-feira, quando foi impedido de entrar no Palácio juntamente com outros membros da sociedade civil, elogiou “a frontalidade” do Presidente angolano João Lourenço ao discutir com a sociedade civil (ou com uma parte dela) temas como os direitos humanos ou a corrupção. [dropcap] “F[/dropcap] alámos obviamente de corrupção. Penso que é importante o contributo da sociedade no sentido da moralização, não só das instituições públicas, mas dos próprios cidadãos, de modo a que a corrupção deixe de…
Leia maisÓdio a Eduardo dos Santos está a matar a democracia
O país teima em não baixar de tensão, dominado pelo conflito interno no seio do MPLA, baseado na lógica da sucessão de castas, em que a nova tudo faz para destruir a anterior. Eram todos camaradas. Eram todos uma família. Estavam mais unidos do que nunca… Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap]final os da casta anterior são um quadrilha de criminosos marimbondos, tendo José Eduardo dos Santos à cabeça, também, dos traidores à Pátria e dos corruptos, cujo covil, só ele tem a chave, mas que vão morrer no fogo. O tom…
Leia maisGoverno só navega à vista
(do petróleo, obviamente!)
O Governo angolano projectou o preço do barril de petróleo em 68 dólares como base do OGE 2019 por estar abaixo do estimado (70 dólares) por várias organizações financeiras internacionais, explica o secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo. [dropcap]Q[/dropcap]uestionado pela Lusa sobre se o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, actualmente em discussão (aprovação) na especialidade no Parlamento, pode obrigar a uma correcção nos números, Paulino Jerónimo indicou que o Governo de Luanda está a tomar um conjunto de medidas para a diversificação económica, de forma a que…
Leia maisMarimbondo EIU diz que
as contas estão furadas
A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que as reformas em curso em Angola são positivas para a economia, mas alertou que enquanto não surtirem efeito, o país vai continuar vulnerável às variações nos preços do petróleo. Ou seja, marimbondos, traidores e “esvaziadores” de cofres continuam a ajudar João Lourenço a coleccionar desculpas. [dropcap] “A[/dropcap] pesar de os anúncios de reformas parecerem positivos, tal com o é positivo o empenho de João Lourenço em combater a corrupção, continua por se ver quão séria é a agenda de reformas”, escrevem os…
Leia maisSinais de (des)investimento de Angola em Portugal
Depois de vários anos a crescer e a ganhar grande visibilidade, o investimento angolano em Portugal dá agora sinais de recuo. Na semana passada o presidente da Sonangol, a petrolífera estatal angolana, anunciou um plano de venda de activos que não pertencem à sua principal actividade, o que inclui participações em várias empresas e bancos. E se em Angola isso pode afectar as fatias que detém na Mota Engil Angola (20%) ou no Banco Caixa Geral Angola (25%, cabendo 51% à Caixa Geral de Depósitos), em Portugal a Sonangol está…
Leia mais