Se a hipocrisia do FMI fosse comida… não havia fome no mundo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou o desbloqueio de 487,5 milhões de dólares (401,3 milhões de euros) para Angola, quando o país continua igual ao que sempre foi, com excepção da pandemia de Covid-19, ou seja a registar fracas receitas na indústria petrolífera e sem conseguir fazer o que o MPLA promete há 45 anos: diversificar a economia. O FMI “concluiu a quarta revisão do programa económico de Angola, apoiado por um acordo alargado ao abrigo do Mecanismo de Financiamento Alargado”, o que “permite um desembolso imediato de (…) 487,5…

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Esburacar o… buraco

A analista da Capital Economics, Virág Fórizs, que segue a economia angolana considera que apesar das tentativas do Governo (o mesmo desde há 45 anos) para reduzir a dependência económica do sector petrolífero “é difícil ver como Angola vai conseguir sair do buraco”. A questão é que o MPLA em vez de tentar sair… aposta tudo em tornar o buraco ainda mais fundo. “O s preços baixos do petróleo vão não apenas impedir os cofres do Governo de se encherem, o fluxo de investimentos estrangeiros pode também secar, já houve…

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Cheira a estado de guerra

O director da consultora EXX Africa disse hoje à Lusa que as reformas em Angola poderão ser adiadas devido à crise económica e aos protestos violentos das últimas semanas, o que afecta as relações com o Fundo Monetário Internacional. Juntando a isso a pandemia de Covid-19, eis que o MPLA fica com luz verde para inventar a necessidade de declarar o estado de guerra. Vejamos o que diz o Artigo 58.º da Constituição de Angola (Limitação ou suspensão dos direitos, liberdades e garantias): 1. O exercício dos direitos, liberdades e…

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… E seja o que os credores quiserem

O Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém a previsão de crescimento negativo para Angola em 4% e estima que no próximo ano a economia já registará um crescimento, expandindo-se 3,2%, sustentada na subida dos preços do petróleo. Quanto às economias da África subsaariana, onde se inclui Angola, não deverão recuperar os níveis de crescimento registados antes da pandemia até 2023 ou 2024. “E m Angola, a crise juntou-se às vulnerabilidades já existentes; o Produto Interno Bruto real deverá contrair-se pelo quinto ano consecutivo, caindo 4% em 2020, reflexo da descida da…

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Na (med)ida do (im)possível

A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves, disse num encontro do FMI que as principais prioridades a curto prazo são impedir um colapso do sistema de saúde e garantir a sustentabilidade da dívida. E assim se vai, uns cantando e rindo, outros morrendo quando estavam quase a saber viver sem comer. “A primeira prioridade é sobreviver, preservar a vida tanto quanto possível e assegurar que o sistema de saúde não colapsa, e depois manter a sustentabilidade da dívida, que são os nossos principais pilares da estratégia a curto prazo”,…

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Chegaremos lá… nem
que seja de bicicleta

O Governo angolano estima uma contracção do Produto Interno Bruto de 2,8% em 2020, prevendo um crescimento de 1% no próximo ano, numa previsão “conservadora” face às incertezas da conjuntura actual. Vamos chegar ao paraíso. À boleia ou de… bicicleta. Os dados foram divulgados hoje no “briefing” bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento (MEP) pelo secretário de Estado do Planeamento, Milton Reis, e foram apresentados na durante um encontro com técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma missão do FMI encontra-se em Angola até ao dia 12 de Outubro…

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Cangulo com motor ou
Rolls Royce sem motor?

Angola representa mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de toda a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e deve ser o “motor” para a integração da economia regional, afirma o ministro da Economia angolano, Sérgio Santos, acrescentando que, para o crescimento da produção nacional, os “mercados naturais são os mercados regionais”. Sérgio Santos, ministro da Economia e Planeamento, defendeu que o país tem “um importante papel a jogar” e “uma grande oportunidade” para integrar as 11 economias da região. O ministro falava em Luanda, durante uma…

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Em vez de ser aos poucos, morramos de uma só vez

O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, disse hoje, em Luanda, que está concluído o trabalho técnico para a retirada de subsídios aos combustíveis, cabendo agora a decisão final ao governo. O aumentou do preço dos combustíveis vai ajudar à implosão da vida dos angolanos. Os subsídios custam à petrolífera do Estado cerca de 1,6 milhões de euros anuais e sua estrondosa actualização é uma questão na ordem do dia há alguns anos. “Todo o trabalho técnico está feito e agora cabe a concertação…

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Peçam mais fiado, diz o FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que os riscos económicos em Angola “aumentaram de forma dramática”, mas considerou que o empenho das autoridades deverá garantir que o programa de ajustamento continue no rumo certo. “O s riscos subiram dramaticamente, mas a resposta política forte das autoridades e a perseverança na implementação das reformas vai ajudar o programa a manter o rumo”, lê-se na terceira avaliação detalhada ao programa de ajustamento financeiro de Angola. “A determinação do Governo em atacar a crise de frente a o apoio financeiro internacional significativo,…

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O fiado sempre alivia

A reestruturação da dívida alivia a pressão sobre as contas angolanas, mas “é preciso pagar este empréstimo” e não se sabe exactamente em que condições, disse o economista Carlos Rosado de Carvalho, mostrando-se preocupado com a (monstruosa) divida à China. Como está “escrito” no ADN no partido que nos (des)governa há 45anos (o MPLA), o importante é pedir fiado para encher do bom e do melhor as “Lojas dos Dirigentes”, deixando a dívida para ser paga pelos autóctones, habituados que estão a frequentar as vazias “Lojas do Povo”. A ministra…

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