O suor não escorre em rosto inanimado, mas naquele onde as contracções dos músculos e veias, sentem e gemem a definida desossificação do esforço. Da nascente, caminha em lianas serpentinas destilando cloreto de sódio e ureia em solução, segregada pelas glândulas sudoríparas, quer na face ou no estado-maior da pele; as axilas, produzindo uma mensagem de efeito refrescante. Por William Tonet O combate à corrupção tem de ter norte. Obrigatoriamente, efeito refrescante. Direcção, imperiosamente, imparcial. Objecto concreto e definido, na acção diária do agente e órgãos públicos. Num país com…
Leia maisCategoria: Aqui Falo Eu
Editorial por William Tonet
MPLA muda e adopta a extrema-direita
A preocupação campeia. As nuvens estão tensas. O sol não brilha. A lua não ilumina. A comida no campo, murcha (ou nem nasce). Na panela escasseia. O povo chora de fome e deixou de acreditar na tribo política. Angola caminha sem bússola e tudo aponta, ir de derrota em derrota, até a derrota final. Por William Tonet Quais as razões que levaram o MPLA de João Lourenço a adoptar a extrema-direita e o neoliberalismo, como ideologia? Porque abandonou a esquerda, apelando ao colonialismo económico? Os angolanos, a maioria, voltará (ou…
Leia maisElucubrações dos detractores e o regresso de Montesquieu e Kelsen
Os detractores, quais paladinos da lábia-bajulatória, acusam-me de agir com um manto de maledicência contra o Titular do Poder Executivo. Ledo engano. Uma gota, não faz um oceano. Logo, não sendo ingénuo, tenho noção sobre a minha pequenez neste burilado processo, onde vigora o “lambebotismo”. Por William Tonet Fui um dos mais fervorosos combatentes contra a má gestão do regime do MPLA, capitaneado durante 38 anos por José Eduardo dos Santos e, talvez por isso, os novos bajuladores do templo, esperavam que eu, tendo sido despojado de todos os títulos…
Leia maisPorra! Parem estes assassinos!
Morreu mais uma. Paz à sua alma. Mais uma mulher. Uma mãe zungueira. Inocente. Morreu nas mãos de um energúmeno assassino, vestido com as cores do Estado (que Estado, afinal?), postando um colete azul, identificado mais com a morte do que com a pedagogia, mais com ódio do que com o civismo. Por William Tonet O crime pelo qual mereceu tão cruel, covarde e selvática sentença foi o de trabalhar honestamente, rasgando as ruas de uma cidade (sem oportunidades empregantícias públicas e privadas), vendendo hortícolas, para alimentar sete filhos, um…
Leia maisÀ beira da explosão social
O país dorme e acorda, cada dia, com o cidadão, principalmente os 20 milhões de pobres, mais sobressaltado, face à dramática situação económico-social e política. O pobre, o desempregado, o desmobilizado, os trabalhadores de salário mínimo, viram promulgado, pasme-se, nesta fase critica, um decreto de proibição de consumo, até, da carne mais barata: o frango! Por William Tonet De quem é a culpa? Quem é o culpado? O Titular do Poder Executivo? Infelizmente a actual Constituição e o próprio sistema de governo endossa a paternidade e responsabilidade do descalabro da…
Leia maisTransição é truque para o Poder do MPLA ser eterno!
No percurso de combate à má-gestão, ao desvio de fundos públicos, ao despesismo, ao esbanjamento e a corrupção, mantive, desde o tempo de partido único, erecta a coluna vertebral, como homem de causas sociais, próximas da ideologia de esquerda cidadã. Por William Tonet Nunca me escondi por debaixo das saias do militantismo barroco, do “mesmismo”, do “social-facilitismo”, da cega ambição pelo poder ou da contestação covarde, no interior das casas de banho dos quintais. Falei alto. Dei a cara. Assumi, a voz, publicamente, em cadeia nacional de TV, num programa…
Leia maisÉ uma vergonha e um crime morrer à fome no Huambo!
O momento em que escrevo estas linhas, carrego um misto de tristeza e indignação, ao tomar conhecimento que morrem de fome, autóctones angolanos na Serra do Moco, no Huambo. Porra! Essa verdade revolta. Por ser inadmissível… Por William Tonet Aquelas gentes, a nossa gente, campesina, sacha (capina) a terra, faz germinar os vários lombis, para com o pirão de milho, ter uma refeição. Se morre, falta o complemento, proteínas que o Estado poderia curar de fornecer, não em gesto de caridade e tantas vezes de vil propaganda, mas na criação…
Leia maisUrge corrigir erros fatais que (já) duram há 44 anos!
O país acordou, no dia 24 de Julho, confirmando estar a viver um dos mais intrigantes capítulos de indefinição política, com mais uma rotação ministerial, perdão, remodelação, na lógica da amarra partidocrata, que roda, roda e fica, a roda, numa cega e surda inamovibilidade, faz 43 anos, destruindo conquistas e construindo arranha-céus de “nadas”… Por William Tonet A transformação “ab initio” (11.11.1975) do país num laboratório de “linha vermelha”, onde a eleição unanimista de quadros para a gestão e chefia dos órgãos do Estado, como se este fosse, tenha de…
Leia maisBurrocracia económica é crime contra angolanos!
O angolano acorda a cada dia que passa mais triste. Triste por o sol da manhã, não brilhar, nem na janela, dos que a têm… Triste por não saber contar as estrelas (que lhe disseram ser do Povo) à volta dos cometas. E, nesta maré, emerge a desolação, por nem o poder da Lua Minguante se poder conjugar, hoje. Por William Tonet O desespero invade o âmago do autóctone, quando ainda ontem, a maioria, além da maioria bajulante, acreditava numa transição presidencial capaz de capitalizar o melhor e o pior…
Leia maisNa rua (sem saída) da amargura desde 1975
O país anda às pantanas. Não é birra. É constatação. As portas das fábricas fecham, todos dias, até em Luanda, sede do Palácio Presidencial e, no resto do país, nem se imaginam as teias onde garbosamente as aranhas, desfilam por entre a ferrugem das maquinarias, antes imponentes, senhoras do desenvolvimento. Por William Tonet As empresas de serviços e não só, impotentes por lhes faltar tesão de resistência a ausência de pragmatismo económico do executivo, que se turva entre a constitucionalidade abjecta que exalta o ego individual, em detrimento de uma…
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