É hora da verdade

A verdade quando, conscientemente, aniquilada, confere à mentira um pedestal institucional e aos seus autores um carácter narcisista. O Presidente da República de Moçambique, faltou com a verdade quando, na qualidade de presidente da SADC, considerou ter havido uma vitória militar do exército angolano/FAPLA/MPLA, na batalha do Kuito Kwanavale, considerando por via disso o dia 23 de Março como de libertação da África Austral. Por William Tonet PRIMEIRA MENTIRA: Se fosse de libertação da África Austral, Moçambique teria parado a guerra em 23 de Março d 1988, mas a Frelimo/governo…

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A verdade dói mas liberta-nos da mentira

Ninguém pode mentir a um povo por todo o tempo. É hora dos políticos no poder serem ponderados, humildes e sinceros, em relação a história do país e não de tentarem impor aos demais as suas estórias, muitas da carochinha, como sendo marcos da história nacionalista. Por William Tonet Senão vejamos, o slogan: INÍCIO DA LUTA ARMADA PELO MPLA. É bom esclarecer, que num dia como o de hoje: 04.02.61, não teve início a luta armada, mas a segunda insurreição, nas cidades, para criar impacto mediático, depois da Baixa de…

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Tudo menos a verdade

Recordam-se os nossos leitores de que a Redacção do Folha 8 foi, em Março de 2012, invadida por cerca de 15 homens da DNIC – Direcção Nacional de Investigação Criminal sob mandato da Procuradoria-Geral da República, tendo sido confiscados todos os computadores e os jornalistas confrontados com ameaças e actos de brutalidade? Por Orlando Castro Na altura, tal como antes, tal como depois, tal como hoje teme-se que a vida do nosso director, William Tonet, corra perigo. A mudança do detentor unipessoal da razão da força não alterou a estratégia…

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Preservar a memória

O Presidente da República, João Lourenço, fez uma intervenção na Sessão Extraordinária da Reunião Global da UNESCO sobre a Educação. Porque as palavras voam mas os escritos são eternos, porque os escritos são um dos (bons) pilares da memória, importa preservá-los. Registemos, para memória futura, a intervenção do Presidente. «A gradeço a oportunidade de participar na reunião global de Educação, sector da área social que constitui um desafio prioritário para o Executivo angolano. Estamos todos conscientes das consequências que a pandemia da Covid-19 tem vindo a trazer aos países do…

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Ter memória é um
direito e um dever

A representante de Angola junto das Nações Unidas e outras organizações internacionais, Margarida Izata, assegurou em Genebra (Suíça), que Angola está alinhada com o pensamento do Relator Especial e a Declaração feita pelo Grupo Africano que destacam a importância do «Dever de Memória». Por alguma razão o Folha 8 tem como máxima “Jornalismo com memória desde 1995”… Por Orlando Castro A intervenção da embaixadora Margarida Izata centrou-se na temática “Reparação, Verdade e Justiça”, amplamente discutida durante a 45° Sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que decorre no Palácio…

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Os “desaparecidos” de Angola

O dia 30 de agosto foi escolhido pela ONU como a data destinada a recordar as vítimas de um dos mais cruéis crimes contra a Humanidade: o desaparecimento forçado de pessoas. Por Luís Leiria (*) Quando nos falam em “desaparecidos”, vêm-nos logo à memória os tristes casos das ditaduras argentina, chilena, uruguaia ou brasileira dos anos 1960-1970. Mas não foi só nestes países da América Latina que se usou essa prática como arma política para destruir e espalhar o terror aos opositores de regimes tirânicos. Neste dia 30 de agosto…

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Um olhar, olhando, sem ódio

É recorrente, ao final de cada texto, ser alvo do legítimo escrutínio de gregos e troianos (e até de outros), sobre a valência e oportunidade do mesmo, no actual contexto de crise económica, financeira, de Covid-19 e social. Oiço, cada observação, aceitando de forma pacífica e prazerosa este farfalho cúmplice da democracia, calcinada, convictamente, em mim. Por William Tonet O unanimismo é pernicioso, nas sociedades plurais, mas ainda assim, deve ser escutado, mesmo que se assemelhe às águas putrefactas, de qualquer irresponsável pântano de esquina, responsável pela “produção” de mosquitos,…

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Assassinem-me, covardes!

Eu sou uma gota, no oceano, não uma pedra no vosso sapato. Eu amo Angola, bato-me com todas as forças, para a implantação de um projecto de sociedade, onde todos os angolanos e não só os angolanos do MPLA se revejam. Outros amam, apenas o poder e o dinheiro de Angola para fins inconfessos. Se dizer a verdade é um crime, então, assassinem-me, em 2020, uma vez estarem arrependidos, de não o terem feito em 1977! Por William Tonet Qual é a razão do Bureau Político do MPLA, partido que…

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Mentiras, histórias & mentirosos

Eu tenho memória! Os mentirosos, não! As vítimas do 27 de Maio de 1977, tal como as do nazismo de 1945, têm memória! Um regime que encobre crimes de Estado, por 43 anos, finge não ter memória, apenas para branquear os crimes hediondos: cerca de 80.000 (oitenta mil) vítimas, barbaramente assassinadas, pela polícia política de Agostinho Neto: DISA, de Maio de 1977 a 1979, por motivações ideológicas, no seio do MPLA. Por William Tonet O ministro da Justiça, Francisco Queiroz , não tem memória, pior, mostrou, no dia 28 de…

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27 de Maio, nunca mais

Ascensão de Neto ao poder as causas longínquas do fraccionismo. (…) Segundo fontes seguras, em meados do ano de 1962, dois antigos militantes do Partido Comunista português (PCP)[1], o angolano Agostinho Neto e o guineense Vasco Cabral, saem clandestinamente de Portugal com o apoio do partido, a bordo dum iate que os leva até à costa do Marrocos (Dalila Cabrita & Álvaro Mateus, Purga em Angola, ASA, página 28). Segundo uma outra fonte, a bordo do barco de recreio que os transportou, conduzido por Nogueira, um oficial da marinha portuguesa…

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