A justiça é um dos instrumentos do governo de Teodoro Obiang Nguema, da Guiné Equatorial, para afastar os dirigentes de partidos da oposição, que são substituídos por líderes “amigos” do regime nomeados pelos tribunais. Salvador Ebang Ela e Jerónimo Ndong Mesi eram líderes partidários na oposição na Guiné Equatorial. Salvador era presidente da Convergência Social Democrata e Popular (CSDP) e Jerónimo secretário-geral da União Popular (UP). Foram afastados, mas não por adversários internos ou por congressos partidários. Deixaram de ser líderes partidários por ordem do tribunal, que nomeou novos dirigentes…
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As lições de Obiang, velho
Liberdade de Imprensa?
Se e quando JLo quiser
O Sindicato de Jornalistas de Angola (SJA) apelou hoje ao boicote da próxima sessão plenária da Assembleia Nacional, uma acção que diz “visar unicamente proteger a dignidade profissional” da classe. Em causa está a expulsão, por agentes da ordem pública, de alguns jornalistas na última sessão, numa “clara violação aos da liberdade de imprensa”, refere o sindicato. “E m face disso, o Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA) apela à solidariedade dos responsáveis dos órgãos de comunicação social, no sentido de boicotarmos a próxima sessão do Parlamento”, refere uma carta dirigidas…
Leia maisDirigente do MPLA eleito
novo Provedor de Justiça
A Assembleia Nacional de Angola aprovou hoje a eleição de Carlos Ferreira Pinto e Antónia Florbela Rocha para os cargos de Provedor e provedor de justiça-adjunto, respectivamente com votos contra da CASA-CE, PRS e FNLA e a abstenção da UNITA. Carlos Ferreira Pinto e Antónia Florbela Rocha foram eleitos com 130 votos a favor do MPLA, 15 votos contra da CASA-CE, do PRS e da FNLA e 47 abstenções da UNITA. A eleição dos novos Provedor e provedor-adjunto, que substituem no cargo Paulo Tjipilica, eleito em 2005, e Maria Almeida…
Leia maisNada mudou. Detidos 29 activistas em… Cabinda
Vinte e nove activistas foram detidos, hoje, em Cabinda, quando se mobilizavam para iniciar uma manifestação contra a violação dos direitos humanos, assassinato de civis, corrupção e degradação social. Não, embora pareça, o Presidente de Angola não é José Eduardo dos Santos. É João Lourenço. A diferença parece ser só essa… Ao contrário do que pensava José Eduardo dos Santos e agora pensa João Lourenço, o Povo de Cabinda, embora habituado a sofrer cargas policiais, prisões, agressões, e violações dos seus mais básicos direitos, continua a recusar-se a estar de…
Leia maisO nosso querido réu Manuel Vicente
Um presidente em Angola não é semelhante a um presidente em Portugal. O presidente angolano é uma figura suprema, mas não como o presidente da China. É superior. Pode não estar formalmente classificado como a mais importante personalidade do país nos últimos 50 anos nem ter o seu nome escrito na Constituição como o pai da nação, mas é isso mesmo. Por Sedrick de Carvalho O presidente tem sempre um adjunto directo, e este é o vice-presidente do país, ou seja, o segundo chefe supremo. Em Angola, o número de…
Leia maisNeto, Eduardo dos Santos
e (é claro!) João Lourenço
VEJA A OPINIÃO DE WILLIAM TONET. João Lourenço continua a facturar forte na simpatia dos angolanos. Está a mudar, com rapidez embora nem sempre com qualidade, os acólitos de José Eduardo dos Santos pelos seus próprios acólitos, alguns que até há pouco tempo estavam do lado de Eduardo dos Santos. Tudo normal. Como muito bem diz o Povo, as moscas estão a mudar… mas o “ambiente” em que elas vivem ainda é o mesmo. Alguns perguntam onde estava, por onde andava, João Lourenço nos últimos anos da política governativa…
Leia maisPlacebo chamado exoneração
A consultora BMI Research considera que a onda de exonerações em Angola, levadas a cabo por João Lourenço, significa apenas uma dança das cadeiras e não sinaliza a implementação das reformas que estes analistas consideram ser necessárias para o crescimento económico. Nada que o Folha 8 já não tenha escrito. “A s perspectivas de crescimento continuam magras para além de 2018, já que vemos poucos sinais de que o novo Governo de Angola vá implementar o tipo de reformas necessárias para atrair investimento para a economia”, escrevem os analistas desta…
Leia maisDos pobres dos países ricos aos ricos dos países pobres
O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, defendeu hoje que a União Europeia deve conceber “um verdadeiro ‘Plano Marshall’ para África”, considerando que o plano de investimento actual não é suficiente. Das duas uma: Ou é uma forma sofisticada de neocolonialismo, ou uma estratégia para pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres. Intervindo numa conferência de (suposto) alto nível sobre “uma nova parceira com África”, organizada pelo Parlamento Europeu em vésperas da V Cimeira UE-África, a ter lugar em Abidjan a 29 e 30…
Leia maisGeneral(íssimo) e emérito
rei de 20 milhões de pobres
João Lourenço torna-se terça-feira no primeiro Presidente angolano a chegar ao cargo sem ter combatido na guerra colonial, mas o general, de 63 anos, até construiu uma parte do seu percurso no MPLA de arma na mão. Apesar de não ter chegado a combater directamente o regime português – acabara de completar 20 anos quando se dá a revolução dos cravos em Portugal -, viveu a oposição ao colonialismo ainda criança ao ver o pai detido na cadeia São Paulo, em Luanda, entre 1958 e 1960, acusado de actividade política…
Leia maisHumanos? Sim, somos.
Direitos? Nem vê-los…
A situação dos direitos humanos em Angola continua a registar “avanços insignificantes”, com a “denegação do exercício das liberdades fundamentais”, concluíram hoje e mais uma vez elementos da sociedade civil angolana. Por Veríssimo Kambiote (*) Essas ideias foram hoje partilhadas na abertura das terceiras Jornadas da Cidadania, organizadas para assinalar os 20 anos da organização não-governamental Mosaiko, instituição que trabalha para a promoção dos direitos humanos em Angola, violados sistemática e selvaticamente há 42 anos. O tema de estreia destas jornadas, que decorrem até sexta-feira, subordinadas ao lema “Cidadania e…
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