Cortina de fumo e siga a orgia

A proposta de revisão da Constituição, apresentada por João Lourenço, para além de ser uma forma de desviar a atenção de outros graves problemas (por exemplo do fracasso económico e social da governação do MPLA, bem como da emblemática luta contra a corrupção) é uma cortina de fumo para distrair os incautos internos e sossegar a comunidade internacional. Desta vez, outras se seguirão, João Lourenço ou disse ou mandou dizer que a proposta acautela as questões de nacionalizações e confiscos, categorias já previstas na lei, impondo como limites para a…

Leia mais

27 de Maio será sempre
que o MPLA quiser…

A analista política Sizaltina Cutaia considerou hoje que o processo de não legalização do PRA-JA Servir Angola, projecto político de Abel Chivukuvuku, “levanta várias suspeições” pondo em causa o sistema (que deveria ser) de justiça. “L evanta várias suspeições, que não abonam em nada a compreensão (dos cidadãos) e o próprio sistema de justiça”, afirmou à Lusa Sizaltina Cutaia questionada sobre a legalização do PRA-JA O Partido de Renascimento Angolano — Juntos por Angola Servir Angola (PRA-JA Servir Angola) liderado por Abel Chivukuvuku (ex dirigente da CASA-CE e da UNITA)…

Leia mais

(In)felizmente o Governo
só faz (e mal) o… possível

O Governo angolano considerou que o Orçamento Geral do Estado (OGE) 2020, hoje aprovado no Parlamento, “é o possível diante das circunstâncias económicas e financeiras” do país, garantindo resolver os problemas dos cidadãos “na medida do possível”. Fazer o possível é o que fazem os nossos 20 milhões de pobres todos os dias. Do Governo esperava-se que tentasse o transformar o impossível e em possível. Mas não. Para isso era preciso saber que não há comparação entre o que se perde por não tentar e o que se perde por…

Leia mais

Eleições autárquicas só
e quando o MPLA quiser!

A Assembleia Nacional angolana agendou para o dia 19 de Dezembro a votação final da proposta de lei orgânica sobre as eleições autárquicas, que define as regras para a eleição dos órgãos executivos e deliberativos das autarquias. E quando serão essas eleições? Serão, obviamente, quando o MPLA tiver a certeza que vai… ganhar. Simples. A referida proposta de lei faz parte de um pacote de propostas legislativas relativo às primeiras eleições autárquicas que Angola vai realizar (segundo parece) em 2020, tendo já sido aprovados dois diplomas legais – a lei…

Leia mais

Oposição tem memória?

Estávamos no início de 2012. A UNITA, através de Adalberto da Costa Júnior, afirmou ao Folha 8 não haver nenhum pacto secreto com o MPLA. Nessa altura ficámos com a ideia de que apenas se registara um fenómeno africano: a mangueira deu loengos. As dúvidas estavam patentes no processo de devolução do património da UNITA, confiscado pelo governo durante o conflito armado e que constam, entre outras cláusulas, da rendição do Galo Negro, também chamada de Acordos de paz entre as partes. O calibre dos negociadores de um pacote de…

Leia mais

Também é preciso caçar marimbondos da oposição

O MPLA aprovou a estratégia para as primeiras eleições autárquicas angolanas, em 2020, no qual definiu o perfil dos candidatos que se apresentem à votação. A ideia é mesmo erradicar os marimbondos da Oposição que, apesar de muito fraquinha, de vez em quando ainda… pica. No quadro deste “pacote”, o Comité Central recomendou às estruturas do partido que tenham em atenção os Estatutos do MPLA e regulamentos vigentes, “acautelando a organização, a disciplina, a transparência, o rigor, a objectividade e a previsibilidade em todo o processo de modo a salvaguardar…

Leia mais

Os deputados de Cabinda continuam surdos e mudos

Esta semana, os deputados cabindas nos partidos da oposição angolana, comummente chamados de deputados do círculo de Cabinda, ainda brilharam novamente por suas eminentes eloquentes intervenções no parlamento angolano, sob os olhos sonhadores de uma população cabindesa, cheia de esperança e que nunca perde a oportunidade de aplaudi-los sempre que falam ou denunciam a situação de miséria em Cabinda, que não data de ontem. Por Osvaldo Franque Buela (*) Mas para além destas brilhantes intervenções que todos nós amamos, e que fundamentalmente falam ou denunciam apenas situações já conhecidas de…

Leia mais

O que seria deles (e de nós)
sem este messiânico MPLA?

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, refuta que haja partidarização em Angola, na escolha dos quadros que dirigem o país. Tem toda a razão. Como é que alguém pode falar de partidarização se, há 43 anos, todos sabem que o MPLA é Angola e que Angola é o MPLA? “N ão acho que haja, assim, tanta partidarização, porque o partido que vence as eleições está no direito de escolher quadros da sua confiança. E em qualquer país do Mundo é assim que acontece. Não é que haja partidarização. Não”, sustentou…

Leia mais

Oposição paleolítica

É muito mais fácil fazer uma análise à oposição quando se tem em conta o factor tempo. Quanto mais tarda e vai decorrendo, tanto melhor, e, mais fácil será fazê-la de forma criteriosa e imparcial dentro das limitações humanas. Em Angola cometeram-se, cometem-se e infelizmente cometer-se-ão equívocos e desacertos, sobretudo político-partidários, que constituem um ataque cerrado à sua débil democracia e é por isso – e se há ciência que parecendo supérflua tem uma importância desmedida – que a História é tão essencial. Por Brandão de Pinho João Lourenço é…

Leia mais

Combate aos crimes de corrupção exige nova lei

Os mais eufóricos rejubilam. Não importa como? Basta-lhes as grades fecharem os “gajos” do poder e do (muito) dinheiro. Condenável? Nem sempre! Mas a sensação do está fixe é perigosa, sempre que a lei penal estiver, partidocraticamente, cafricada. É legal? Inconstitucional! Mas é meritório, urgente e oportuno o combate à corrupção, sempre que a justiça não fique, nem sub-repticiamente, debaixo da bota do detentor do poder político absoluto. Por William Tonet O refrão político mais badalado nos últimos tempos, para o bem e para o mal é, qual andarilho, destrambelhado,…

Leia mais