José Eduardo dos Santos não admite, tanto em Angola como em Cabinda, que alguém pense de forma diferente. São cada vez menos (mais vale poucos e bons…) os que resistem à Oferta (mais ou menos) Pública de Aquisição (OPA) levada a cabo pelo regime colonial angolano. Portugal não é excepção. Por Orlando Castro [dropcap]B[/dropcap]ons exemplos, mas pouco eficazes, são a Amnistia Internacional e a Human Rigths Watch que, por regra comprovada no terreno, alertam os governos ditos civilizados (esses sim já rendidos à OPA) que as autoridades coloniais angolanas continuam…
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Liberdade na guilhotina
Ponto prévio: Na senda do que vimos defendendo, sobre a necessidade de um Pacto do Regime, capaz de garantir uma transição pacífica, é mister rememorar, não serem boas as rupturas violentas, pois estas geram excessos imprevisíveis, para os povos e países. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap]ngola já teve rupturas violentas, com resultados desoladores, primeiro no seio dos ex-movimentos de libertação (FNLA, MPLA, UNITA) onde a justiça tinha como procuradores os bajuladores, cabendo o papel de juiz ao líder, que discricionariamente, mandava prender ou assassinar, todos quantos temesse ou pensassem com a…
Leia maisAmigos de sempre e…
(é claro!) para sempre
O embaixador (extraordinário e plenipotenciário) de Angola naquela que é, para o regime do MPLA, a sua maior referência em matéria de direitos humanos, democracia e pluralismo político, a Coreia do Norte, Garcia Bires, afirmou nesta sexta-feira, em Pequim, que é intenção do estado angolano manter e alargar a cooperação entre Angola e a Coreia do Norte nos mais diversos domínios. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] diplomata angolano fez esta declaração no termo de um encontro com o vice-ministro das Relações Exteriores da República Popular e Democrática da Coreia do Norte,…
Leia maisNo Moxico, professores aprovados mas excluídos
Mais de três mil cidadãos aprovados no concurso público do ministério da Educação, realizado em 2014, queixam-se de injustiça por parte do governo provincial do Moxico por colocar nos seus lugares pessoas que não concorreram aos postos de trabalho no passado. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]E[/dropcap]m 2014 foram realizados concursos públicos em vários sectores da função pública, e o sector da educação foi um dos que mais vagas tinha. Os aprovados nestes concursos começariam a trabalhar em 2015, passados seis meses desde os exames de admissão. No dia 15 de…
Leia maisRevolta precisa-se!
ANGOLA é um dos países mais corruptos do mundo? É. É um dos países com piores práticas democráticas? É. É um país com enormes assimetrias sociais? É. É um país com o maior índice de mortalidade infantil do mundo? É. É um país eternamente condenado a tudo isto? NÃO!
Leia maisRepressão chegou, viu e… ficou (será para sempre?)
Os direitos humanos em Angola foram afectados em 2016 pela “contínua repressão governamental” e pela “pior crise económica” vivida desde o fim da guerra civil. A denúncia parte da organização Human Rights Watch (HRW), que divulgou esta quinta-feira o seu relatório relativo a 2016. [dropcap]O[/dropcap] documento também deixa alertas sobre violações de direitos humanos na Guiné Equatorial, em Moçambique e no Brasil. O documento refere que a crise provocada pela quebra da cotação internacional de petróleo pôs fim a uma década de forte crescimento do país, o segundo maior produtor…
Leia maisA verdade dói, mas só ela cura!
A comunicação que José Marcos Mavungo apresentou ontem aos eurodeputados, em Bruxelas, teve como tema “Governação e dos Direitos Humanos em Angola.” Foi uma brilhante dissertação que todos os angolanos devem ler. No âmbito do serviço público que o Folha 8 presta, apresentamos aqui esse texto. Corremos, mais uma vez, o risco de sermos acusados de pôr em risco a segurança do Estado. Mesmo assim, queremos imaginar que Angola é o que não é: um Estado de Direito democrático. [dropcap] “P[/dropcap] ermitam-me desde já saudar e agradecer à eurodeputada da…
Leia maisA economia como factor de revolta iminente
A agência de notação financeira Moody’s estima que Angola vá enfrentar este ano maior instabilidade social, apesar do abrandamento da austeridade graças ao aumento da produção de petróleo, e prevê um crescimento económico de 3%. Eis mais umas razões para o regime reforçar a repressão… democrática. [dropcap]N[/dropcap]um relatório sobre os “ratings” (classificação de risco) dos países da África subsaariana, a Moody’s diz que “os países mais expostos ao risco de instabilidade social incluem Angola, Camarões, República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda”, recorrendo a indicadores como o tempo de permanência…
Leia maisCólera? É claro que… sim!
O Ministério da Saúde de Angola vai enviar médicos e medicamentos para travar a propagação do surto de cólera, que já afectou 106 pessoas e matou seis, na província do Zaire. Confirma-se a notícia avançada pelo Folha 8 no dia 19 de Dezembro do ano passado. [dropcap]E[/dropcap]ste surto de cólera afecta as ilhas Kirusso, Mbubu, Nvindi, Kimpula e Libi, no Soyo, devido às deficientes condições de higiene, água e saneamento básico, uma situação conhecida há muito tempo mas cuja resolução tem sido – tal como noutras localidades do país –…
Leia maisCólera, Zika… Mota-Engil
As autoridades de saúde angolanas registaram nas últimas semanas pelo menos dois casos de infecção com o vírus Zika, passando o país a estar em vigilância epidemiológica. Por outro lado, um surto de cólera no município do Soyo, província do Zaire, provocou desde Dezembro 92 casos suspeitos e cinco mortos. E assim vai o reino. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com fonte da Direcção Nacional de Saúde Pública, o primeiro caso de infecção com o Zika registou-se com um cidadão francês, que apresentou os primeiros sintomas no final de 2016. “O Governo francês…
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