O Mendes, o David, contra o português, o Golias

Tenho verificado nos últimos meses que em Angola cada vez mais se pronuncia o “a” sobretudo na condição de artigo definido feminino, como “Á” e que não raras vezes é grafado como: “à”, “á” ou “há” e até “ah” no lamaçal das redes sociais, que parecendo que não, podem ser uma plataforma bem mais interessante do que o que possa parecer. No fundo algo como um tubo de ensaio e barómetro sócio-cultural. Por Brandão de Pinho Todavia se a oralidade é uma coisa, a escrita é algo de muito diferente…

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Kapangas da educação

Nós temos a certeza de que se o Pacheco Francisco, num país civilizado, fosse entrevistado para exercer o cargo de Secretário de Estado do Ensino Pré-Escolar e Geral sairia REPROVADO! Mas como estamos em Angola, como estamos num país formatado há 43 anos pelo MPLA… Por Domingos Kambunji O Presidente, que anda muito ocupado com as visitas e as férias no estrangeiro, não tem tempo para prestar atenção aos disparates que diz esta aberração intelectual? Como é que este patrulheiro pode estar ao serviço da Educação da nossa juventude? O…

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O espelho (e os telhados)
do deputado David Mendes

Na quarta-feira, durante o debate que antecedeu a aprovação sobre a Lei de Repatriamento de Capitais, o advogado e fundador da associação Mãos Livres, David Mendes, deputado independente eleito nas listas da UNITA, resolveu fazer um bombástico e selectivo ataque aos portugueses. Não foi a alguns portugueses, não foi a alguns empresários portugueses, foi aos portugueses (“Estou farto dos portugueses em Angola”). Por Orlando Castro As declarações de David Mendes devem ser bem analisadas, porque desde logo não é um pé-descalço. É advogado e deputado. As suas declarações são iguais…

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Sinos tocam ao contrário

O ano está a acabar e, no horizonte, ao invés da esperança, paira o cepticismo, principalmente, para a maioria autóctone. A fome, qual inimiga estomacal, teimará, pelo andar da carruagem, em não trilhar, em 2019, a rota da diminuição, ao ancorar os 20 milhões de pobres, no gráfico discriminatório governamental. Por William Tonet Por seu turno, a equipa económica do executivo, escancarando as portas ao FMI, estimula o crescimento galopante da inflação, contribuindo para a desaceleração da economia, o aumento do desemprego e o caos social. A realidade nua e…

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Ngundo ufua, ngundo ke monho

Os activistas dos direitos humanos detidos em Cabinda desde 7 de Dezembro foram libertados esta segunda-feira, 10 de Dezembro, por não se ter encontrado elementos suficientes do crime de sedição de que eram supostamente acusados pelas autoridades de Cabinda. O Procurador considerou que a manifestação era lícita, já que os arguidos tinham seguido todos os trâmites legais. Por José Marcos Mavungo (*) Do ponto de vista da legalidade, os activistas, que tanto quiseram que a manifestação contra o índice elevado de desemprego em Cabinda tivesse lugar, cumpriram o seu dever…

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Mais um passo rumo ao contestado gradualismo

O Conselho de Ministros aprovou o pacote de proposta sobre legislação autárquica e vai, em seguida, submeter à discussão e aprovação no Parlamento. O pacote é composto por seis propostas de leis, estas que vão reger a vida autárquica. Dentre as propostas, todas elas importantes, duas sobressaem, nomeadamente a proposta de lei sobre institucionalização das autarquias locais e a proposta de lei orgânica sobre a organização e funcionamento das autarquias locais. Por Sedrick de Carvalho A primeira – sobre a institucionalização das autarquias locais – “estabelece os princípios e regras…

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Afinal quanto tempo tem, Presidente João Lourenço?

O Tempo voa de facto. E as opiniões acompanham esta rapidez voraz dos nossos tempos. Não há tempo para nada. Cada vez há mais frustração por não conseguirmos fazer as nossas tarefas de que natureza forem atempadamente. Todavia, todo um rol imenso de coisas que dantes demoravam um ror de tempo, agora fazem-se num ápice. Mas mesmo assim não há tempo. Por Brandão de Pinho Mas por que carga de água me haveria de estar a queixar? Sei muito bem o que a implacável sociedade pensa dos pieguinhas. Só quem…

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Gafanhotos sem patas são surdos (eis a tese do MPLA)

As notícias chegam tarde, sempre muito tarde, ao jornal da Angola do MPLA. As análises éticas e cientificas desaguam sempre para os leitores depois de já terem barbas as análises efectuadas por outros jornalistas a sério, aqueles que têm independência económica e intelectual para opinar sem dependerem dos que pensam ser os donos das mentalidades e das vontades dos cidadãos do país. Estes mudam de ideologia de acordo com as suas conveniências e as contas bancárias pessoais. Por Domingos Kambunji Já é demasiado velha a anedota acerca do “cientista” que…

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A razão do Presidente e a superior razão do Estado

A política é um berço condutor de ideologias, ideias, conceitos, princípios e homens, alguns íntegros, outros nem tanto, na busca de um projecto individual ou colectivo que possa beneficiar toda a sociedade. Nesta caminhada, os agentes políticos tendem a unir-se em organizações, ou partidos políticos, para a prossecução dos objectivos a que se propõem, normalmente a tomada do poder do Estado. Por William Tonet Não existe uma fórmula exacta, para a chegada ao poder, pese existirem, na maioria dos Estados, fascistas ou democráticos (ou em transição), regras e normas jurídicas,…

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“Activista antigovernamental”

João Melo nunca foi nem será “activista antigovernamental” e, por isso, causa bastante nojo, até mesmo em alguns círculos do Poder. João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA fuzilou a criança Rufino António, por este revelar muita aflição no dia em que a prepotência das forças militares do MPLA derrubaram a cubata pobre onde vivia com os pais. Por Domingos Kambunji João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA raptou e matou os jovens adultos Alves Kamulingue e Isaías…

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