João Melo nunca foi nem será “activista antigovernamental” e, por isso, causa bastante nojo, até mesmo em alguns círculos do Poder. João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA fuzilou a criança Rufino António, por este revelar muita aflição no dia em que a prepotência das forças militares do MPLA derrubaram a cubata pobre onde vivia com os pais.

Por Domingos Kambunji

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA raptou e matou os jovens adultos Alves Kamulingue e Isaías Cassule, que lutavam por maior dignidade e respeito pela qualidade de vida a que julgavam ter direito.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando a polícia numa esquadra do governo da Re(i)pública do MPLA espancou brutalmente uma mulher, a Laurinda Gouveia, por esta lutar pela defesa de valores democráticos no nosso país.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA fuzilou o jovem adulto Ganga por estar a fazer campanha eleitoral por um partido da oposição.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA encenou uma palhaçada de julgamento para condenar a penas de cadeia os Revus, por estes lutarem por valores democráticos e combaterem a ditadura e a corrupção na Re(i)pública da Angola do MPLA.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA reprimia a organização de manifestações em defesa dos valores democráticos. Ele, aliás, até defendeu a organização de contra-manifestações para reprimir esses elementos pertencentes a uma “organização de malfeitores”…

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA protegeu o enriquecimento fraudulento dos Santos e seus generais através de métodos que, posteriormente, conduziram à detenção e acusação do Zenú dos Santos.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o Danilo dos Santos gastou 500 mil euros na compra de um relógio e havia milhares de pessoas a morrer em Angola devido à fome e à falta de medicamentos e vacinas para combater epidemias.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando a Isabel dos Ovos de Ouro comprou um iate no valor de dezenas de milhões de dólares e havia/há em Angola crianças analfabetas por o sistema nacional de educação não cobrir as necessidades mínimas de muitas das nossas crianças.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública do MPLA enveredou pelo caminho da fraude eleitoral para ganhar eleições.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o Wiliam Tonet foi processado judicialmente mais de uma centena de vezes por tentar exercer a liberdade de informação.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o Rafael Marques foi condenado judicialmente por dizer a verdade, desmascarando a corrupção e a prepotência dos marimbondos do MPLA.

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando o governo da Re(i)pública da Angola do MPLA impôs o assassino Agostinho Neto, o José Estaline de Angola, como herói nacional.

João Melo não foi/é “activista antigovernamental” quando a “pulhícia” do MPLA para pagar a vida das pessoas que fuzila ofereceu/oferece “completamente grátis” um caixão, sacos de fuba, óleo alimentar…

João Melo não foi “activista antigovernamental” quando no primeiro trimestre do corrente ano foi informado da morte de 164 pessoas no Bié devido à fome.

João Melo gostaria de ser mas não é e, por isso, sempre foi e será monangambé no MPLA. O seu percurso partidário obriga-o a defender tudo e o seu contrário.

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