O ministro Ângelo Veiga, nas vestes de Titular do Poder Executivo, para a pasta do Interior, mostrou ao país, um total desconhecimento, das normas jurídicas e, mais grave, ser mais importante o cumprimento do autoritarismo, da ditadura, que o respeito pela Constituição e a Lei. Estes instrumentos podem ser pisoteados, quando em causa estiver o resgate da escravatura colonial, neocolonialmente implantada. Por William Tonet A “Operação Resgate”, lançada no dia 30.10 oficialmente pelo auxiliar ministro do Interior, Ângelo Veiga está ilegalmente a decorrer sem gradualismo em todo o país, ocupando…
Leia maisCategoria: Aqui Falo Eu
Editorial por William Tonet
Regresso da fuba podre e
Educação está nas mãos
de quadrilhas criminosas
O sector de Educação, importante – provavelmente a mais importante no contexto do subdesenvolvimento em que nos encontramos – ferramenta para o desenvolvimento articulado e assertivo de qualquer país, não pode ser visto como parente pobre, por um governo digno desse nome. Por William Tonet Ademais, se Angola tivesse, desde o início, no leme, verdadeiros dirigentes comprometidos com a soberania dos povos, alavancariam a obrigatoriedade de cada criança, independentemente da sua condição social, receber à nascença, da parte do poder público, um kit, contendo, para além da cédula de nascimento,…
Leia maisEuforia e indignação
Na era de transição, principalmente, nos países subdesenvolvidos, onde os órgãos de poder de Estado são frágeis e a competência do cidadão nem sempre é o critério para a promoção, sempre acontece um estranho correr de águas. Os rios, que o são, viram, por vezes, pântanos onde a mesma água, permite banhar-se por duas vezes, em pouco tempo. Por William Tonet E, na secagem do corpo, os homens sem coluna vertebral se agigantam, “camaleonicamente”, para a manutenção do mesmo lugar, no sol de ontem. Eles não têm qualquer pudor em…
Leia maisCombate aos crimes de corrupção exige nova lei
Os mais eufóricos rejubilam. Não importa como? Basta-lhes as grades fecharem os “gajos” do poder e do (muito) dinheiro. Condenável? Nem sempre! Mas a sensação do está fixe é perigosa, sempre que a lei penal estiver, partidocraticamente, cafricada. É legal? Inconstitucional! Mas é meritório, urgente e oportuno o combate à corrupção, sempre que a justiça não fique, nem sub-repticiamente, debaixo da bota do detentor do poder político absoluto. Por William Tonet O refrão político mais badalado nos últimos tempos, para o bem e para o mal é, qual andarilho, destrambelhado,…
Leia maisCombate à corrupção
ou show para mais 43
O cidadão quer justiça? Não quer? É indiferente a ela? Prefere a injustiça? O Ministério Público pode continuar impune a violar e atentar contra direitos fundamentais de cidadãos, como a liberdade, calcando o livre arbítrio sobre a Constituição, jogada na sarjeta, para legitimar os actos de prisão coerciva e a intemporalidade da sua manutenção? Por William Tonet O momento actual é delicado, conturbado, difícil de ser gerido se, mentalmente, a maioria cidadã e as elites intelectuais forem precipitadas, emotivas e incompetentes na análise fria, que se impõe, ante as duas…
Leia maisCombate à corrupção com
a mesma coluna vertebral
Eu não mudei. Não mudarei. Nunca das convicções, do sonho de, um dia, ver edificado um país novo, cidadão, igual, de justiça, verdadeiramente republicano, onde a ideologia de um partido, se subjugue aos órgãos de um sério Estado de Direito e Democrático. São princípios que entendo como nobres e que, calculo, devem fazer parte de todos quantos, cada um no seu meio, pretendem estar – ou passar – pela vida com o lema de que quem não vive para servir não serve para viver. Por William Tonet A utopia é…
Leia maisCom esses caboucos não haverá uma nova aurora
O MPLA depois de 8 de Setembro 2018, ao nomear (não confundir com eleger) João Manuel Gonçalves Lourenço, para seu 6.º presidente (Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto (todos indicados ou nomeados), Daniel Júlio Chipenda (eleito democraticamente, no congresso de Lusaka, sabotado por Neto), José Eduardo dos Santos e João Lourenço (nomeados) cumpriu, mais uma vez, o objecto do seu programa de governação de autocracia, para Angola, expresso no primeiro texto constitucional, aprovado exclusivamente pelo Comité Central e, pasme-se, publicado pelo presidente do MPLA, quando deveria ser pelo…
Leia maisObrigado Presidente. Adeus Amigo Ben
O Ben voltou. Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”. Vinte anos depois. General (à época do fatídico) chefe de Estado-Maior General Adjunto das FAA (hipoteticamente exército nacional e não do MPLA), logo distante, da guerrilha. Evacuado, por doença, para a África do Sul aí viria a falecer. Por William Tonet Sendo cidadão de pleno direito, a família pensou em trazer o corpo, como acontece com qualquer cidadão, mas, inesperadamente, o regime, vetou a pretensão. Com este gesto, levou, também, à morte a mulher Vide. Aprisionar um corpo inerte, numa câmara fria,…
Leia mais“Merdáceo” jurídico
na máxima expressão
A política jurídica está um caos. A partidarização, seu berço identitário de vinculação, já não disfarça as amarras ideológicas. A dependência funcional ao Chefe de Estado/presidente do MPLA verga, para tristeza do colectivo, o juízo dos juízes e demais agentes judiciais, na hora em que a imparcialidade, isenção e escravidão ao espírito da lei deve imperar. Por William Tonet É o “merdáceo” jurídico na máxima expressão, qual alavanca de um poder político que, textualizando democracia, na Constituição da República, abraça, na prática diária, o absolutismo, o despotismo, a discriminação e…
Leia maisOxalá que substituir comida por armas dê certo
O cenário da tribo política dominante, pese a transição, na liderança, não dá sinais de ter um plano coerente de reforma da angolanidade e do poder do Estado, para saída da podridão partidocrata, que desde 1975, atolou o país. Por William Tonet À época (1975), aqueles que consideramos nacionalistas, patriotas e revolucionários socialistas, excluíram, completamente, a cidadania social, substituindo-a, pela cidadania partidocrata do MPLA, apresentada como a melhor, por ser de cariz socialista. Com chavões de esquerda, proletarizaram as mentes da maioria dos cidadãos, numa pretensa igualdade, induzindo-os a odiar…
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