Era uma vez um “haver” que exonera o “compromíssio”

Estávamos em Julho de 2019. Representantes de associações cubanas, em Angola, defenderam, em Luanda, a necessidade dos governos dos dois países reforçarem a cooperação no domínio da educação, por ser a chave para o desenvolvimento económico e social. Ninguém melhor do que os cubanos para, por exemplo, ensinar os angolanos e falar e a escrever em… português. Veja-se o exemplo do Presidente do MPLA ou da ex-ministra da Educação, Ana Paula Elias. Em declarações à Angop, o presidente da Associação da Comunidade Cubana Residente em Angola (ACRA), Carlos Moncada Valdez,…

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“Os genuínos e os brancos assimilados do MPLA”

O texto de opinião do nosso Director-Adjunto, “A preto e… preto”, ontem aqui publicado, tem registado vários comentários, nem todos publicáveis, por parte dos nossos leitores. É claro que o vice-cônsul de Angola em Lisboa, Manuel Mário Silva, só comenta o texto nos areópagos do Consulado e da Embaixada mas, como faz parte do ADN do MPLA, prefere ser assassinado pelos elogios do que salvo pela crítica. Está no seu direito. Também o Cônsul Geral, Narciso do Espírito Santo Júnior (no cargo desde 9 de Junho de 2016), adopta a…

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Chineses apostam na língua portuguesa

Uma das mais prestigiadas universidades da China vai passar a ter a língua portuguesa como disciplina opcional, já no próximo ano lectivo, ilustrando a crescente importância dos países lusófonos para o comércio e diplomacia chineses. Enquanto isso, os países lusófonos tudo fazem, sem o assumir, para chutar o português para fora de jogo. A partir de Setembro, a Universidade Qinghua vai oferecer o português como disciplina opcional aos alunos de todos os cursos de licenciatura, disse à agência Lusa fonte da instituição. Localizada no norte de Pequim, a Qinghua é…

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Lobby antiportuguês usa
os pés para contar até 12

Como o Folha 8 ontem noticiou, peritos portugueses da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) vão apoiar o Governo angolano na definição do padrão de qualidade dos cursos do ensino superior público e privado em Angola. O assunto foi tema de um seminário sobre Avaliação de Cursos no Ensino Superior, promovido em Luanda pelo Ministério do Ensino Superior Ciência Tecnologia e Inovação. Em declarações à imprensa, a titular da pasta, Maria do Rosário Sambo, disse que a interacção com os peritos portugueses visa colher a experiência de…

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Pessoa

Às vezes dou comigo a pensar como seria o Pessoa contemporâneo num óbvio e mero exercício intelectual pois as pessoas – salvo raras excepções – são-no e tornam-se no que são e agem como vão agindo não por imperativos deterministas, outrossim, essencialmente, por circunstancialismos, ainda que pincelados aqui ou ali por factores deterministas e inatos. Por Brandão de Pinho Suponho que o amigo leitor tenha visto na SIC (televisão portuguesa) o caso de uma professora portuguesa que criou um universo fantasioso, num misto de fantástico com fanatismo e farto de…

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A bala, depois de disparada, nunca mais volta para trás

Apesar (ou talvez por isso mesmo) de todos os apelos e de todos os métodos utilizados, com apelos ao ódio, ao racismo, à estratégia de olho por olho, dente por dente, apenas dez angolanos integraram o grupo que hoje em Luanda pediu “um protesto ao Estado português” por parte de Angola por causa dos incidentes entre polícia e moradores do bairro da Jamaica, no Seixal, alegando que “foram vítimas alguns angolanos”. Os subscritores desta “declaração de tomada de posição”, apresentada hoje publicamente em Luanda, dizem-se “indignados” com os acontecimentos do…

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Cor da pele não pode ser a carta-branca dos acéfalos

O cônsul-geral de Angola em Lisboa pediu à comunidade angolana que respeite as leis portuguesas e, particularmente aos jovens, para evitarem “arruaças”, apelo que acontece após os recentes distúrbios no bairro da Jamaica. Por sua vez, Dirce Noronha (foto), presidente da Associação de Moradores do Bairro da Jamaica, disse à Renascença que os confrontos do último fim-de-semana naquele bairro “nada têm a ver com o racismo”, apenas “houve uso excessivo de poder por parte dos policiais”. “T emos uma relação com Portugal a que não podemos fugir e, como angolanos…

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Branco mau, preto bom?
Preto mau, branco bom?

«Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar», disse Nelson Mandela. Por Orlando Castro Apesar dos “progressos na luta contra o racismo” dos últimos 50 anos, “a discriminação racial ainda representa um perigo claro para pessoas e comunidades” em todo o mundo, dizia o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A intervenção da Polícia de Segurança Pública, este domingo, no bairro da…

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A importância de se chamar Lourenço…

Esta semana quero demonstrar aos meus irmãos angolanos o privilégio imenso que é serem falantes da mais bela língua alguma vez criada pela humanidade, que é a mais falada no Hemisfério Sul. Dentro de alguns anos a última flor do Lácio será um dos 3 idiomas mais falados na condição de primeira língua. Por Brandão de Pinho Em sua homenagem, vou inundar este texto com as mais belas figuras de estilo que as musas do Vouga se me – sensíveis que são – sussurrarem, sibilantemente, som sobre som, numa orgia…

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A melhoria das “ralações”

Nós nunca tivemos problemas de “ralações” bilaterais, com os portugueses, os angolanos ou com outros “eses” e “anos”, para termos necessidade de apaziguar e mudar comportamentos e atitudes. Também temos a certeza de que os angolanos e os portugueses de bom senso não tiveram problemas de “ralações” depois de reconhecida a dependência de Angola do MPLA, sem reconhecerem os cambalachos. Por Domingos Kambunji O que sabemos é que, muito recentemente, os que pensam ser donos das mentalidades, manipuladores de opiniões, em Angola e em Portugal, envolveram-se em grandes makas, especialmente…

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