Ter memória é nunca esquecer

Dezenas de pessoas estiveram hoje presentes na abertura do Museu do Holocausto do Porto (Portugal) que, além de um equipamento cultural, pretende relembrar e informar sobre uma tragédia que “não se pretende que volte a acontecer”. Se Angola fosse, de facto, um país à procura de uma verdadeira reconciliação e um Estado de Direito, em Luanda teríamos um museu do holocausto de 27 de Maio de 1977. Mas não. O que temos é a veneração acéfala, mas oficial, ao genocida responsável pelos massacres (Agostinho Neto), considerado pelo MPLA como herói…

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Quando o Mel(r)o zurra

O texto que se segue tem dois autores. A parte a cor castanha é (+ ou -) da autoria de João Melo, o ex-tudo (inclusive ministro do MPLA/João Lourenço), que explicitamente ostraciza Marcelino da Mata (fácil depois de ele ter morrido) e endeusa (implicitamente) o seu herói dos heróis, Agostinho Neto. O que está escrito a azul é da minha responsabilidade. Por Orlando Castro «Escrevo este artigo por todas as razões, uma delas de foro particular: pertenço a uma família de africanos que esteve envolvida desde sempre, quer pelo lado…

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Aponta onde fica a ponta

No dia 24 de Junho de 2020, o MPLA repudiou, com veemência, o jornal “Folha 8”, pela publicação de um texto (apenas na sua página do Facebook) em que – segundo o partido dirigido por João Lourenço – associou o então Presidente de Angola, António Agostinho Neto, às figuras consideradas defensoras da escravatura. O pequeno texto que o Folha 8 publicou diz: “Vários países estão a retirar dos espaços públicos as estátuas de assassinos, ditadores e defensores da escravatura. Em Angola está a demorar muito para que isso aconteça”. Das…

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Kiferro nunca aceitou ser da DISA

O país, ao longo do seu curto, mas tortuoso período de existência tem visto partir, injustamente, valorosos filhos, muitas vezes, por pensarem diferente, como ocorreu com Kiferro, primeiro ostracizado, por grande parte dos jovens da sua geração, tudo por não ter aceite integrar, até os últimos dias da sua vida, a tenebrosa DISA, a polícia de Estado secreta de António Agostinho Neto. Por Fernando Vumby (*) Como ex-preso político da PIDE/DGS, no ex-campo prisional de São Nicolau dizia: “Não lutei por Angola, na clandestinidade, para me transformar em ‘bufo’ dos…

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Glorificar Neto é como glorificar Hitler

No dia 13 de Maio de 2014 o Jornal de Angola (do MPLA) acusava Jonas Savimbi de ter reduzido “Angola a pó”, dizendo que “homenagear em Angola um herói do apartheid é de uma violência inusitada. É um atentado de morte à reconciliação nacional. É igual a glorificar Hitler ou negar o Holocausto”. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é hoje assinalado. Quanto a Agostinho Neto, continua (ainda) a ser o herói nacional do… MPLA. Por Orlando Castro João Gomes Cravinho, ministro português da Defesa, é um…

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Se o Holocausto “pode acontecer outra vez”…

O Papa Francisco assinalou hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto alertando para o risco de voltar a acontecer. Fazendo nossas as palavras do Papa, o Folha 8 relembra os massacres de 27 de Maio de 1977, alertando igualmente para o risco de voltarem a acontecer. “Tenham atenção, vejam como começou esta estrada de morte, de extermínio, de brutalidade”, disse Francisco, no final da audiência geral, na biblioteca do Palácio Apostólico, realizada com transmissão online e sem fiéis devido à pandemia. O argentino chefe da Igreja Católica…

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Está visto que não adianta chorar

Ontem, 14 de Janeiro, o Novo Jornal apresentou aquilo que a meu ver é um texto magnífico, escrito por Mário Afonso d’Almeida “Kassessa”, e intitulado “As minhas elucubrações: Tinha de ser assim?”. Por Carlos Pinho (*) Caro Mário Afonso d’Almeida “Kassessa”, acredito piamente que o senhor tenha escrito aquele texto do fundo do seu coração. Repito ainda, eu acredito piamente que o senhor acredita piamente naquilo que escreveu. Aliás, quem sou eu, um simples desconhecido, que apesar de ter nascido em Angola, trago para os genuínos o anátema da minha…

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Martin Luther King, Mandela, Gandhi? Não. Apenas Neto

Martin Luther King nasceu em 15 de Janeiro de 1929 e foi assassinado em 4 de Abril de 1968. A necessidade de maior divulgação da vida e obra de Agostinho Neto, para merecer o devido reconhecimento da juventude, foi defendida em 2018, em Luanda, pelo chefe da Educação Patriótica do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Baltazar Diogo. O MPLA tem toda a razão. Importa não esquecer, pelo contrário, o papel de Neto nos massacres de 27 de Maio de 1977. O oficial falava durante uma visita ao…

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“O padrinho de casamento assassino”

O relato é sobre um dos meus melhores amigos; Orlando Simão, também conhecido por Mr. Mbuku, com o farol apontado na mais tenebrosa data, conhecida e vivida depois da era colonial, que superou a reacção dos fascistas portugueses nas sublevações dos indígenas na Baixa de Kassanje e 4 de Fevereiro de 1961, o genocídio do 27 de Maio de 1977. Por Fernando Vumby (*) Um tipo que não se tornou assassino, mas nasceu assassino, com instinto canibal, no interior do Kwanza Sul: Henrique dos Santos Onambwe, que matou a rodos,…

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Só os criminosos idolatram os genocidas

A Plataforma 27 de Maio defende que o presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de mais alto representante da nação e do partido do poder há 45 anos, MPLA, deve pedir desculpas públicas às milhares de vítimas dos massacres ordenados por Agostinho Neto em “27 de Maio de 1977”. Por Orlando Castro (*) A proposta foi apresentada na reunião da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), altura em que foi feito um balanço de 2020, e contribui, segundo João Saraiva de Carvalho, ele próprio órfão…

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