Uma campanha denominada por “auscultação” foi realizada pelo Ministério da Administração do Território, e teve o seu jovem ministro Adão de Almeida como “chefe das operações no terreno”, e nessa qualidade calcorreou as 18 províncias. Por Sedrick de Carvalho Do nome “auscultação” apenas teve isso mesmo – o nome -, pois foi mais uma campanha de imposição autoritária da visão do MPLA que encarna-se em Executivo chefiado pelo também presidente do partido, João Lourenço. No dia 22 de Março do ano em curso, nas vestes de presidente do país, João…
Leia maisCategoria: Opinião
Fugir ou paralisar? Como reage João Lourenço
Na Fundação Champalimaud (de Portugal) concluiu-se aqui há atrasado que existe um par de neurónios que hão-de determinar a melhor estratégia quando há uma ameaça e que pode depender da nossa aleatória posição no momento e um milissegundo que seja pode condicionar uma ou outra decisão quando colocado um animal perante o perigo. Por Brandão de Pinho Todavia, pelo que entendi dessa experiência com a mosca-da-fruta, afinal são três as estratégias defensivas perante o medo ou um problema: lutar, fugir ou paralisar e parto do princípio que paralisar será uma…
Leia maisOs criminosos da elite no degredo
As cadeias subsistem num binómio intrigante. Por um lado armazena a escória da sociedade, e para lá o sistema judicial envia em toneladas a escumalha humana, como carne animal. As regras do sistema judicial são elaboradas pela elite política, às vezes pelo próprio sistema, mediante os seus acórdãos, e por isso com reduzida hipótese de subjugar os pares, e isto facilmente se percebe ao olharmos as estatísticas dos presos em qualquer cadeia. Por Sedrick de Carvalho A segunda fase é exactamente a da prisão de membros da elite. Tidos como…
Leia maisAscensão e queda de um país
Mesmo os governos mais sólidos, assim como os corpos mais saudáveis, têm células responsáveis pela sua destruição e metabolitos oxidantes que nem uma dieta exclusiva de frutos vermelhos poderia eliminar totalmente, quando muito adiar a morte. No fundo, grossus modus, cada ano que corpo e governo vão vivendo corresponde a menos um que têm para viver. Por Brandão de Pinho No caso da Administração de Angola como um todo, a reacção por parte das minorias criativas, chamemos assim à corte que o Rei Eduardo I criou, a dada altura, mesmo…
Leia maisIrritante… irritante: FOME
Vou convidar o meu caro leitor a reflectir apenas no seguinte ponto que é absolutamente vergonhoso e irritante e que quase dá vontade de remeter as culpas em factores exteriores: Porque é que há fome em África? Por Brandão de Pinho Permita-me amigo leitor um pequeno preâmbulo. Nasci num país antigo, bafiento e com caruncho perdido num ideal infantil de superioridade mas cheio de mofo, menos de um mês depois do 25 de Abril que teve aspectos bons e coisas más, a pior das quais foi o oportunismo que propiciou…
Leia maisPorco com lábios pintados continua a ser um… porco
Uma das principais funções do jornal da Angola do MPLA é a de papel higiénico da escatologia imposta pelo MPLA durante demasiadas décadas. A entrevista a Irene Neto, tentando humanizar Agostinho Neto, é uma dessas actividades escatológicas. Por Domingos Kambunji Antes de desenvolvermos este tema, queremos relembrar a todos os angolanos de que da lista de mais de centena e meia de angolanos que morreram recentemente de fome no Bié não faz parte nenhum familiar de Agostinho Neto ou da sua filha Irene Neto. Agora vamos directamente ao assunto que…
Leia maisA obsessão pela prisão
Como ponto de partida adianto que este artigo constitui o início de uma campanha pela abolição da cadeia enquanto instituição carcerária à qual me dedicarei nos próximos anos, com estudos e amostras concretas dos benefícios da extinção. Apresentarei alternativas existentes e funcionais, bem como propostas inéditas. Sei que poderei não ver concretizado esse propósito, mas é um pequeno passo. Por Sedrick de Carvalho Em 2014, fazia o quarto ano do curso de Direito, apresentei a alguns professores o tema que queria desenvolver em tese de licenciatura, e dois disseram-me que…
Leia maisNarcisismo matumbo
Nos últimos meses temos assistido à reciclagem das hipérboles laudatórias com que os órgãos oficiais de informação beatificavam José Eduardo dos Santos, adaptando-as na tentativa de caírem nas boas graças do novo dono da Re(i)pública da Angola do MPLA, João Lourenço. Por Domingos Kambunji O jornal da Angola do MPLA, parasita do Orçamento Geral do Estado e, por essa via, do bolso dos angolanos, é um forte exemplo disso. Multiplica-se em iniciativas no sentido de “harmonizar os interesses jornalísticos” para promover um só partido. É por isso que não deixa…
Leia maisO desfasamento do Sobrinho Madaleno
A classe jornalística conhece algumas façanhas da família Madaleno, e por isso as declarações do principal rosto desta família não deveriam surpreender tanto os jornalistas como temos visto. Por Sedrick de Carvalho Os Madaleno não são visados pelos órgãos de comunicação obviamente porque o controlo político que há sobre a esmagadora maioria dos órgãos, desde os estatais aos privados, nunca permitiu, e também, embora pouco perceptível, pela chamada “solidariedade profissional”, pois a família é dona de vários jornais. Mas o Folha 8 e o Maka Angola sempre denunciaram as falcatruas…
Leia mais(…) Extremos, demagogia e perturbações de carácter
De acordo com as mais modernas posições o conceito de “Etnia” faz mais sentido por factores culturais, religiosos, linguísticos e outros do que por subtilezas genéticas porque, tirando Judeus, Ciganos, Muçulmanos Radicais a tendência será a miscigenação e globalização pois já não há comunidades isoladas que ao longo dos anos foram desenvolvendo características físicas específicas quer por consanguinidade quer por mutações genéticas que foram úteis no meio em que viviam… mas que actualmente já não são. Por Brandão de Pinho Nesse aspecto, a Mãe natureza é implacável: Não serve, descarta-se;…
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