Ter memória é nunca esquecer

Dezenas de pessoas estiveram hoje presentes na abertura do Museu do Holocausto do Porto (Portugal) que, além de um equipamento cultural, pretende relembrar e informar sobre uma tragédia que “não se pretende que volte a acontecer”. Se Angola fosse, de facto, um país à procura de uma verdadeira reconciliação e um Estado de Direito, em Luanda teríamos um museu do holocausto de 27 de Maio de 1977. Mas não. O que temos é a veneração acéfala, mas oficial, ao genocida responsável pelos massacres (Agostinho Neto), considerado pelo MPLA como herói…

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MPLA ignora genocídio de 27 de Maio

A “Plataforma 27 de Maio” suspendeu a sua participação nos trabalhos da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), por não terem obtido resposta aos pedidos apresentados pelos representantes das vítimas. A decisão, tomada por unanimidade, na reunião extraordinária do dia 7 deste mês pela Associação 27 de Maio, Associação M-27 e o Grupo de Sobreviventes do 27 de Maio, que constituem a “Plataforma 27 de Maio”, foi hoje divulgada. Numa nota, o grupo refere que o Governo e o Movimento…

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Falta acabar 1992. É isso, não é?

A UNITA, principal partido da oposição que o MPLA ainda (não se sabe se por muito tempo) permite em Angola, classifica de “ataques xenófobos e racistas” o conteúdo do comunicado do Bureau Político do MPLA, partido no poder há 45 anos, sobre os confrontos mortais do passado 30 de Janeiro em Cafunfo, na província da Lunda Norte. A UNITA considera de baixaria os ataques à figura do seu presidente e lembra que, devido ao conflito armado, muitos dirigentes, incluindo personalidades do partido governante, viram-se forçados a obter duas ou mais…

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“Operação Laborinho”, êxito total!

Depois do enorme êxito da “Operação Cafunfo”, um mero exercício de treino tendo em vista não perder os ensinamentos da “Operação 27 de Maio”, urge recordar a também emblemática “Operação Laborinho” que, por exemplo, deteve entre 27 de Março e 25 de Maio de 2020 , 15.658 cidadãos, durante o estado de emergência devido à Covid-19. E o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, nem teve necessidade de referir os números de chocolates e balas (rebuçados como dizem os brasileiros). Eugénio Laborinho apresentou os números quando discursava na cerimónia que marcou…

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(Ainda) longe de 27 de Maio de 1977

O Bureau Político do MPLA, partido no poder há 45 anos e liderado pelo general João Lourenço (também Presidente da República e Titular do Poder Executivo), criticou hoje as vozes que “se levantaram precipitadamente”, entre elas a UNITA, maior partido da oposição que o próprio MPLA ainda permite que exista em Angola, para acusar as autoridades de terem cometido “um massacre contra supostos meros manifestantes”. A posição foi expressa numa declaração sobre os últimos acontecimentos ocorridos em Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda Norte, onde em 30 de Janeiro,…

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Presidente, procura-se!

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos angolano, Francisco Queiroz, admitiu hoje que houve violações dos direitos humanos de parte a parte, no incidente de Cafunfo, província da Lunda Norte, que provocou pelo menos seis mortos, cinco feridos e 16 detidos. Como ninguém se entende, com o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, a dizer uma coisa diferente (assim como o Comandante da Polícia, Paulo de Almeida), aguarda-se que, se puder, João Lourenço diga de sua justiça. Francisco Queiroz falava no final de um encontro mantido com a sociedade civil…

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Se João Lourenço (ainda) for presidente…

O Comandante-geral da Polícia (do MPLA), Paulo de Almeida, defendeu o uso de “meios desproporcionais” para responder efectivamente contra ameaças ao Estado. Para Paulo de Almeida, a resposta da polícia foi em legítima defesa. Por Orlando Castro O comandante-geral da Polícia Nacional afirma (como aliás fez o seu primeiro presidente, Agostinho Neto, ao manda massacrar milhares de angolanos em 27 de Maio de 1977), que na defesa da soberania de um Estado não pode haver proporcionalidade, como defendem os juristas. “Isso é muito bom na teoria jurídica, nós aprendemos isso…

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Conluio com os assassinos de Estado

A homenagem prestada pelas elites políticas e militares angolanas a um dos maiores expoentes do terrorismo de Estado em Angola, falecido recentemente, é um acto chocante, deplorável e sórdido. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) Confesso que escrevo este texto atravessado por sentimentos de grande indignação. Nem mesmo quando me pedem para ser menos antipático com o regime político do MPLA e me tentam convencer de que as novas cúpulas responsáveis pelo destino de Angola são mais sérias e nada as iguala aos sinistros dirigentes e parasitas do passado, honestamente…

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Na linha do 270577

Ontem (como o Folha 8 noticiou), mais uma vez, com cobertura das autoridades, a começar pelo Presidente da República, o MPLA mostrou que, tal como em 27 de Maio de 1977, até prova em contrário todos os que discordam dele são culpados e que, na sua “democracia” e no seu “Estado de Direito”, primeiro mata-se e depois interroga-se. Uma vergonha! Mais uma! Face aos acontecimentos ocorridos no dia 30 de Janeiro de 2021, na Vila de Cafunfo, Município do Cuango, Província da Lunda-Norte, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da…

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Glorificar Neto é como glorificar Hitler

No dia 13 de Maio de 2014 o Jornal de Angola (do MPLA) acusava Jonas Savimbi de ter reduzido “Angola a pó”, dizendo que “homenagear em Angola um herói do apartheid é de uma violência inusitada. É um atentado de morte à reconciliação nacional. É igual a glorificar Hitler ou negar o Holocausto”. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é hoje assinalado. Quanto a Agostinho Neto, continua (ainda) a ser o herói nacional do… MPLA. Por Orlando Castro João Gomes Cravinho, ministro português da Defesa, é um…

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