Um dos grandes problemas de Angola, o maior porventura, mais pernicioso do que a gasosa e a corrupção endémica, é a cultura instalada da bajulação. Os bajuladores – mestres da adulação e subserviência – também denominados na gíria de lambe-botas, lambe-cus, graxistas, manteigueiros, cães-de-fila ou puxa-sacos, estão em toda parte: na política, no jornalismo, no desporto, nas empresas e, possivelmente, também no lugar onde o meu caro leitor trabalha ou estuda. Por Brandão de Pinho [dropcap]C[/dropcap]riaturas de carreiras longas, e às vezes, bem sucedidas. Muitas vezes são quem mais se…
Leia maisCategoria: Opinião
Rainha de África, princesa de Portugal
O povo – presumivelmente o másculo – andou entretido com a disputa até ao ultimo minuto do Girabola entre o D’agosto e o Petro (agora sem a liquidez financeira da Sonangol de outros tempos), com a taça de Angola de futebol e o campeonato africano de clubes de basquetebol. Tudo açambarcado pelos militares. Sinais dos novos tempos e do seu poder? Por Brandão de Pinho [dropcap]S[/dropcap]endo assim e tendo tudo isso já terminado, poderia haver um interregno para esse mesmo povo prestar atenção ao que vem acontecendo em Angola de…
Leia maisA ambulância
Mão amiga fez-me chegar esta imagem de Angola, e com ela vinham alguns comentários de incredulidade sobre eventuais deficiências ou falhas que pudessem levar à situação retratada. Bom, eu pessoalmente não vejo nada de grave. Julgo que os comentários de quem me enviou a foto, se devem à sua juventude e inexperiência, por muito bem-intencionada que essa pessoa tenha sido. Por Carlos Pinho (*) [dropcap]M[/dropcap]as trata-se de uma pessoa jovem e bem formada, que inicia agora a sua vida profissional, daí o seu espanto. Eu, que sou burro velho, e…
Leia maisA questão LGBT em Angola
Li algures, há poucos dias, e alhures, num jornal angolano, uma entrevista do representante de uma associação LGBT angolana – a Íris – muito sóbria e corajosa, corroborando a dificuldade em ser-se gay em Angola, por comparação com Portugal, por exemplo, mas não se escudando no discurso fácil da vitimização e da auto-comiseração em grandiloquentes lamurias. Por Brandão de Pinho [dropcap]T[/dropcap]eve sempre uma postura adequada, realista e não deplorava o panorama angolano face à questão LGBT, tendo em conta, segundo ele, que em África (por vários motivos desde tradicionais a…
Leia maisTurismo em Angola? Um
dia… talvez. Está “visto”
Isto ultimamente tem sido cá um corrupio na imprensa angolana. Primeiro foi a facilitação dos vistos, depois inúmeras notícias a falar da necessidade de se implementar uma melhor indústria hoteleira em Angola. Agora são as pancadinhas na bola de Sua Excelência o Senhor Presidente da República num campo de golf, lá para as bandas de Luanda. Por Carlos Pinho (*) [dropcap]P[/dropcap]orém o turismo em Angola não avança com pancadinhas na bola. Aliás, nem mesmo com umas pancadas valentes nas cabeças pensantes de muitos artistas que pululam pelo país afora. A…
Leia maisAna de Souza ou Ngola Ndize
Este início de semana foi tão fértil em assuntos para abordar e tão importantes para a nossa jovem democracia – que se quer cívica, participativa, plural e livre – que mais vale deixar a escribas mais prendados e de pena mais ligeira a sua abordagem. Por tal irei debruçar-me apenas e tão somente nos contornos associados à tentativa de roubo do busto da Rainha Nzinga Mbande no Cuanza Norte e curiosamente situado no largo homónimo da província. Por Brandão de Pinho [dropcap]I[/dropcap]magino a complexa logística e requisitos técnicos para levar…
Leia maisFome, sede, marimbondices
Estive durante toda esta manhã revoltado, confesso. Hoje estive à conversa com um luso-angolano, mulato das castas privilegiadas – e por mais que me esforçasse, não consegui controlar a minha fúria nem moderar o meu colérico comportamento interior, ante as aleivosias que lhe saíam da boca – e a viver num bom condomínio fechado em Luanda e cheio de dólares e euros e que faz a sua vida entre Angola e Portugal, por sinal num bom local igualmente. Por Brandão de Pinho [dropcap]P[/dropcap]ara além de ignorante sobre as coisas de…
Leia maisVingança servir-se-á fria?
Não tenho dúvidas nenhumas que se as eleições presidenciais de Angola dependessem dos votos dos portugueses ou até dos restantes habitantes do planeta Terra incluindo os africanos, JLo ganharia com percentagens estalinistas tal a forma eficiente como a máquina propagandista emepeliana trabalha. Por Brandão de Pinho [dropcap]T[/dropcap]odavia para já e até ver – mesmo que porventura nem todos possam poder exercer o direito de voto nas autárquicas – só os angolanos inscritos nos cadernos eleitorais poderão participar no escrutínio para eleger o próximo presidente da República de Angola. Muitas vezes…
Leia maisA “doentelogia” aritmética
Coitado, o Victor ainda está traumatizado depois de ter participado num debate contra o William Tonet (fundador e director do Folha 8, jornal que desde 1995 dá voz a quem a não tem), no programa radiofónico “Angola Fala Só” da Voz da América. Por Domingos Kambunji [dropcap]H[/dropcap]á pessoas que perguntam: Porque será que o governo da Re(i)pública da Angola do MPLA gasta tanto dinheiro com o salário deste bajulador oficial do jornal da Angola do MPLA só para ele publicar banalidades e muitos disparates? O Victor Silva diz que andam…
Leia maisImagens que valem mil palavras
Em Angola ainda não há muito tempo em termos de liberdade de imprensa e de expressão, a situação era bastante diferente da actualmente vivida neste tirocínio de Lourenço. Mas o curioso é que a liberdade de imprensa não só pode ser castrada por motivos políticos (como era o caso de Angola), mas também, por motivações económicos, por pressões de patrocinadores e anunciantes, pressões sociais ou até pela subalternização ao politicamente correcto. Por Brandão de Pinho [dropcap]H[/dropcap]á alguns dias o New York Times (NYT) – um alvo costumeiro de acusações de…
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