Da amnésia do MPLA à memória do Folha 8

Empossado como terceiro (nenhum foi nominalmente eleito) Presidente da República de Angola a 26 de Setembro de 2017, João Lourenço prometeu logo em Novembro combater o ADN do seu partido, o MPLA. Isto é, a corrupção. Resultados procuram-se. Alguns, poucos, mostraram-se cépticos e afirmaram que era impossível haver em Angola jacarés vegetarianos. Foi o nosso caso. A cada dia que passa mais razão o Folha 8 tem. “Sei que existem inúmeros obstáculos no caminho que pretendemos percorrer, mas temos de reagir e mobilizar todas as energias para que esse cumprimento…

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Preservar a memória

O Presidente da República, João Lourenço, fez uma intervenção na Sessão Extraordinária da Reunião Global da UNESCO sobre a Educação. Porque as palavras voam mas os escritos são eternos, porque os escritos são um dos (bons) pilares da memória, importa preservá-los. Registemos, para memória futura, a intervenção do Presidente. «A gradeço a oportunidade de participar na reunião global de Educação, sector da área social que constitui um desafio prioritário para o Executivo angolano. Estamos todos conscientes das consequências que a pandemia da Covid-19 tem vindo a trazer aos países do…

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Ter memória é um
direito e um dever

A representante de Angola junto das Nações Unidas e outras organizações internacionais, Margarida Izata, assegurou em Genebra (Suíça), que Angola está alinhada com o pensamento do Relator Especial e a Declaração feita pelo Grupo Africano que destacam a importância do «Dever de Memória». Por alguma razão o Folha 8 tem como máxima “Jornalismo com memória desde 1995”… Por Orlando Castro A intervenção da embaixadora Margarida Izata centrou-se na temática “Reparação, Verdade e Justiça”, amplamente discutida durante a 45° Sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que decorre no Palácio…

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27 de Maio, nunca mais

Ascensão de Neto ao poder as causas longínquas do fraccionismo. (…) Segundo fontes seguras, em meados do ano de 1962, dois antigos militantes do Partido Comunista português (PCP)[1], o angolano Agostinho Neto e o guineense Vasco Cabral, saem clandestinamente de Portugal com o apoio do partido, a bordo dum iate que os leva até à costa do Marrocos (Dalila Cabrita & Álvaro Mateus, Purga em Angola, ASA, página 28). Segundo uma outra fonte, a bordo do barco de recreio que os transportou, conduzido por Nogueira, um oficial da marinha portuguesa…

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Maio genocídio. Maio Sempre!

Em memória das vítimas do 27 de Maio de 1977, aquelas sem a sublime voz de indignação, mas com história, dignidade e exemplos de verticalidade, nacionalismo e patriotismo, recuso-me consciente e determinadamente a engrossar, mesmo no aplauso, a comissão criada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, para analisar os conflitos armados. Por William Tonet Primeiro, em se tratando da vida humana, a verdade impõe rigor, respeito e imparcialidade, ao que parece, ausente da partidocracia mental do proponente. O 27 de Maio de 1977, não foi um conflito armado!…

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Memória selectiva, falta de ética e quem pode… manda!

Archer Mangueira, ex-ministro das Finanças angolano disse, em tribunal, que foi afastado da operação de transferência dos 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola (BNA) para o estrangeiro e que não viu nenhum decreto presidencial a autorizá-la. Será a memória selectiva uma forma ética de sacudir as responsabilidades? Archer Mangueira, que à altura dos factos era ministro das Finanças, respondeu como declarante na nona sessão de julgamento, que arrancou em 9 de Dezembro de 2019, em que são arguidos o antigo governador do BNA, Valter Filipe, o ex-presidente…

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Se até o Presidente não tem memória, é o fim da picada!

Pois bem. Em vez de escrevermos aos párocos do Bairro Operário, vamos directamente a “Deus”, evitando intermediários. Assim, permita-me V. Exa. Senhor Presidente da República, do MPLA e Titular do Poder Executivo, general João Lourenço, que lhe relembre sinteticamente quem é, para além de Angolano, Jornalista e fundador do Folha 8, William Tonet. Por Orlando Castro Em 1965, no Congo-Brazzaville, na base do Movimento, por orientação de Agostinho Neto, o ex-vice-presidente do MPLA, Matias Miguéis, foi enterrado vivo, tendo ficado a cabeça de fora durante dois dias para receber todo…

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Conseguem os homens do MPLA mudar as verdades?

Mudam-se os tempos… mudam-se as vontades e os interesses. E se calhar até as verdades. O apoio de Marcolino Moco a João Lourenço e as louvaminhas a José Eduardo dos Santos foram, para muitos, um mortífero murro no estômago. Isso mesmo escrevemos aqui no dia 10 de Agosto de 2017. No dia seguinte, publicámos a reacção de Marcolino Moco, que agora reproduzimos, deixando aos leitores a oportunidade de a analisarem. Já lã vão quase dois anos. «N uma dessas manhãs, concentrado sobre as teclas do meu lap top, para escrever…

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(Se o MPLA deixar) 2019 consagrado a Savimbi

A UNITA, maior força da oposição angolana, declarou 2019 como “ano da consagração da memória” do líder histórico e fundador Jonas Savimbi, morto em combate em 2002, considerado pelo regime do MPLA como um criminoso ou até, segundo os mais ortodoxos, como terrorista, e cujos restos mortais continuam “sequestrados” pelo Governo, indica hoje um comunicado o partido do “Galo Negro”. Segundo o documento, a decisão foi tomada na primeira reunião deste ano do Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA, liderada pelo presidente do partido, Isaías Samakuva. “A fim de…

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A genética estupidez e o conformismo fanático

Alguém disse que “o nosso jornalismo não é profissional e vou deixar de acompanhar”. Ainda bem porque nós escrevemos apenas para alguém que tenha capacidade de raciocinar. Não fazemos parte do grupo dos profissionais da ordenha das verbas do Estado, os que servem apenas para disfarçar ou aplaudir disparates, ambiguidades, contradições e falácias. Por Domingos Kambunji Estes são capazes de defender tudo e o seu oposto, afirmando serem muito coerentes. O única característica que se consegue observar é serem coerentes na incoerência e na desonestidade intelectual. Senão vejamos: sentados na…

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