Luaty Beirão, um dos activistas condenados na farsa angolana por supostos e nunca provados “actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores” protesta contra a transferência “à força” para o hospital-prisão de São Paulo, em Luanda. Não come e não fala com ninguém. Esquece-se que estar calado também é um crime. Aliás, para o regime de sua majestade o rei de Angola, qualquer coisa feita por gente que pensa de maneira diferente é crime. O activista Luaty Beirão terá iniciado hoje uma nova greve de fome, que estará a cumprir…
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Cereais caem a pique
Angola deverá produzir este ano menos de metade das quatro milhões de toneladas de cereais que necessita para consumo directo e industrial, indicou hoje o director-geral do Instituto Nacional de Cereais de Angola (INCER). Benjamim Castelo referiu que, devido à crise provocada pela quebra da cotação do petróleo e pelas alterações climáticas, a produção anual de cereais este ano se cifre em apenas 1,8 milhões de toneladas, admitindo que o défice de cereais em Angola está a “agravar-se”, com a falta de meios de produção e a dificuldade de importações…
Leia maisAngola está na bancarrota
O Governo mente, sobre as reservas cambiais. Melhor, o novo menino, “primaface” bajulador politico, catapultado, em tempo de crise, ao cargo de governador do Banco Nacional de Angola, Walter Filipe, que obrigou a uma reza, na primeira reunião interpares, mostra o grau de (ir)responsabilidade de quem o nomeou. Por William Tonet Um governo sério, que pretende reverter um quadro caótico não pode, seguramente, menosprezar a competência técnica, mas quando isso acontece, elegendo a incompetência, por opções partidocratas, absolutamente, nada mais se pode esperar da incapacidade em contornar a desastrosa situação.…
Leia maisRei ordena, escravos obedecem
Sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, ordena aos escravos – tal como tem feito ao longo dos 37 anos que leva de poder – para que tenham fé num “futuro melhor”, apesar das dificuldades económicas e financeiras que o país. De barriga vazia, como sempre, os escravos baixam a cabeça em sinal de respeito ao monarca. Por Orlando Castro José Eduardo dos Santos, para além de rei é igualmente Titular do Poder Executivo, entende – até agora com razão – que os seus súbditos para além…
Leia maisMiséria, fome, corrupção
A fome, segundo Angelina Jolie: “O mundo precisa de atitudes, não de opiniões. Opinião nenhuma mata a fome ou cura doenças.” Há um plano diabólico para exterminar a população angolana e no seu lugar colocar chineses, portugueses e outros estrangeiros. Só assim se explica a intensa mortandade que paira sobre os angolanos. Como exemplo, Rafael Marques de Morais disse que em cinco horas contou na morgue de um hospital em Luanda, não se conseguiu saber qual, 235 cadáveres. Os apetites e os vícios coloniais dos partidos políticos portugueses, o seu…
Leia maisA paz não se celebra. Pratica-se
O Governo do MPLA assumiu hoje (está no poder há 40 anos) o compromisso em “garantir os direitos humanos e as liberdades fundamentais”, ao recordar os 14 anos sobre o fim da guerra civil, mas quando as condenações (por supostos crimes não provados) de activistas têm sido criticadas internacionalmente. A posição surge na mensagem oficial do Governo, liderado por José Eduardo dos Santos, a propósito do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, que se assinala hoje em Angola para recordar o fim do conflito armado, “uma das maiores conquistas…
Leia maisOlho por olho, dente por dente
Como estadista de elevada craveira, segundo os seus sipaios, José Eduardo dos Santos vai paulatinamente reforçando aquela que foi a emblemática política colonial imortalizada no poema Monangambé de António Jacinto: fuba podre, peixe podre, panos ruins, cinquenta angolares e porrada se refilares. Por Orlando Castro E, pelo sim e pelo não, avisa que o regime não permitirá o direito à indignação aos que pensam que podem incendiar as ruas, trazer tumultos, rebeliões ou atentar contra o “querido líder”. Antigamente os angolanos comiam e calavam. Hoje só calam porque comida… nem…
Leia maisAjudemos o pobre governo comendo farelo e mandioca
O Governo angolano estima que a importação de produtos alimentares da cesta básica tenha caído cerca de 3% em 2015, mas ainda acima dos 3,5 mil milhões de euros, praticamente o dobro face 2013. Os números constam de um documento de suporte à estratégia do Governo para ultrapassar a crise financeira provocada pela quebra nas receitas do petróleo, e que visa reduzir a dependência das receitas com as exportações de crude com a auto-suficiência alimentar. De acordo com o documento, a importação de produtos alimentares básicos por Angola aumentou cerca…
Leia maisDesnutridas? Um milhão
Quase um milhão de crianças na África Oriental e Austral sofre de “desnutrição aguda grave” depois de dois anos de seca, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF. As crianças das regiões leste e sul do continente enfrentam uma situação de falta de alimentos e de água, agravada pelo aumento dos preços, que força as famílias a saltarem refeições e a venderem os bens que têm para adquirir alimentos. A “desnutrição aguda grave” é definida como fome extrema e é a principal causa de morte das…
Leia maisPorco também come bifes?
A oposição angolana, com toda a legitimidade e razão, responsabiliza a má governação do MPLA (no poder desde 1975, relembre-se) pela crise económica. Do outro lado, o regime manda os seus sipaios dizer que é tudo passageiro e que, talvez com mais 30 anos no poder, o MPLA consiga fazer o que não foi capaz nos últimos 40. Por Orlando Castro Nos últimos dias, e com clara tendência de agravamento, os preços dos produtos e serviços em Angola não param de subir o que deixa uma grande maioria da população…
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