Símbolos nacionais (do MPLA, claro!)

O Parlamento angolano vai contar com três símbolos próprios representativos do poder legislativo, nomeadamente o martelo, a bandeira e insígnia, estes dois desenhados pelo artista plástico angolano, Álvaro Macieira, que venceu o concurso para o efeito. O vencedor do concurso para o desenho da bandeira e insígnia da Assembleia Nacional (Parlamento) foi anunciado num comunicado divulgado (como é habitual e imperativo) no órgão oficial do MPLA, o Jornal de Angola. A “institucionalização desses símbolos“, segundo uma nota divulgada no sítio do Parlamento, “tem como objectivo promover e projectar a Assembleia…

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Ser político é…

Segundo recentes estatísticas, em cada 10 dirigentes do MPLA, 11 sentem-se superiores aos outros. Como se faz para reconhecer um político do MPLA numa livraria? Ele é o que pede o mapa-mundo de Luanda. Qual é a semelhança entre um político humilde, sério, honesto e o Super-Homem? Nenhum dos dois existe… Por Norberto Hossi Política é (ou deveria ser) a ciência da governança de um Estado ou Nação e também – continuamos a teorizar – uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma…

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João Lourenço não só é rei como tem o rei na barriga!

João Lourenço, Presidente da República de Angola, igualmente Presidente do MPLA (o único partido a governar o país desde 1975) e Titular do Poder Executivo, nega deter poderes constitucionais excessivos, sublinhando que a revisão da Carta Magna não é um acto obrigatório, havendo órgãos com competência para avançar com o processo. Pois é. Provavelmente tem poderes a menos… Entrevistado conjuntamente pelo semanário Novo Jornal e pela Televisão Pública de Angola (TPA), que emitiu a entrevista na noite de sexta-feira, João Lourenço admitiu que a revisão da Constituição pode acontecer a…

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Todos diferentes? Não.
Todos (bem) iguaizinhos

Já temos as listas! E agora que as temos, podemos ver o quão idênticas elas são. Uns dizem-se ser de esquerda, alguns do centro, outros de centro-esquerda, e ainda outros de centro-direita. Quando perguntamos aos militantes, ainda que do topo, qual o espectro político do seu partido, a maioria nem sabe dizer. E não o sabem porque, na verdade, são partidos sem definição. Por Sedrick de Carvalho Então, podemos partir para outra pergunta: o que acham da forma como o actual presidente da República, José Eduardo dos Santos, introduz os…

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A confusão do regime

Em política, os aproveitamentos e oportunismos são, via de regra, sempre perigosos, razão pela qual mais do que fazer vingar a regra do vale tudo é importante ponderar também as suas implicações. Mas o regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, está-se nas tintas para isso. Por Óscar Cabinda Trata-se de actos que em vez de repararem um mal ou proporcionar alguma vantagem acabam por produzir efeitos nefastos para o jogo democrático (isto nas democracias), além de revelarem pobreza e fraqueza dos seus proponentes. Estar…

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Ditadura soma e segue

Embora exista por parte do regime de Angola a tentação, diríamos quase congénita, de preferir ser assassinado pelo elogio do que salvo pela crítica, importa registar mais uma vez (e tantas quanto dor necessário) que o Folha 8 privilegia exclusivamente o poder das ideias e não as ideias de Poder. A diversidade de opiniões é (ou deveria ser) a seiva que alimenta qualquer sã democracia, qualquer pujante Estado de Direito. Em cima da mesa, em termos não só políticos mas sobretudo sociais, está a questão da amnistia. Esclareçamos, se possível…

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Daqui não saio, daqui ninguém (é claro!) me tira

A candidatura de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, à sua própria sucessão como presidente do MPLA foi – num inequívoco exemplo de democracia interna – a única formalizada no partido até ao final do dia de quinta-feira, prazo limite para apresentação de listas. Ainformação foi avançada por fonte da subcomissão de candidaturas do MPLA, seguindo-se a confirmação formal da mesma, em cerimónia pública, encomiástica e canina, nos próximos dias. A eleição para presidente do partido decorrerá no VII congresso ordinário do MPLA, agendado para 17…

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O mal perderá. Liberdade, liberdade

Nos últimos tempos o panorama político e jurídico tem sido invadido pela forma imoral e inconstitucional como o Presidente Eduardo transformou a República em monarquia, atribuindo as riquezas do país aos filhos e o MPLA numa quinta “domesticada”, onde até os mais influentes dirigentes, à luz do dia, parecem “capados” e cegos na obediência. Por William Tonet AJustiça tem sido uma vergonha e os seus titulares; ministros e juízes, na maioria, têm sido dominados e conduzidos mais pela ideologia do que pelo Direito. Num país normal, como pode um ministério…

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Viva a seita e o reino

Sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, reconheça-se, continua a querer transformar a Angola dele num país desenvolvido e de referência em África e no Mundo. Está no poder desde 1979, mas isso é muito pouco. E para que não existam veleidades, começou já por pôr em ordem e na ordem na sua própria seita, o MPLA. Por Orlando Castro Como no seio da seita começaram a aparecer, embora de forma ténue e muito tímida, pessoas a pensar que tinham direito de opinião, o rei deu ordens…

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Bobos da corte felizes com o papel que o rei lhes deu

As nomeações políticas incorporam sempre uma dose de confiança e, desde que estejam em conformidade com a componente legal (a moral e a ética são devaneios exclusivos das democracias e dos estados de direito), devem ser encaradas mais pelos objectivos por detrás das mesmas e menos pelas implicações, sempre discutíveis. Por Victor Ribeiro Queiroz de Carvalho É fundamental que o foco, das análises e comentários em torno de determinadas nomeações monárquicas e familiares, esteja virado sobre o interesse da realeza, sobre o que se espera e o que o tempo…

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