“Bombeiros” do FMI não entram nos musseques

A consultora EXX Africa considera que a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola servirá, a curto prazo, para “apagar fogos”, mas o impacto mais profundo será na trajectória das políticas e na atracção de investimento. Tudo isto coincide, importa dizê-lo (até porque modéstia a mais é vitupério), com o que o Folha 8 tem escrito. Apenas varia a ordem que o Governo e nós damos aos “fogos”. [dropcap] “A[/dropcap] s verbas devem ser reservadas para apagar fogos, na forma de derrapagens orçamentais e défices na balança de…

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Com os mesmos dados, cada um diz o que dá jeito

A consultora IHS Markit considerou hoje que Angola poderá crescer 1,9% este ano, sustentada no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e no “forte sinal de estabilidade política” que isso implica. Falar de “forte sinal de estabilidade política” quando, pouco mais de um ano após a posse, João Lourenço não se cansa de exonerar ministros e governadores provinciais para um exagero. Mas… [dropcap] “O[/dropcap] acordo com o FMI vai aliviar as pressões de liquidez na economia angolana a curto prazo e vai enviar um forte sinal sobre a estabilidade…

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FMI é mesmo o santo a quem todos nós devemos orar?

A analista Lucie Villa, que na agência de notação financeiro Moody’s, segue a economia de Angola, considera que a implementação do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o ritmo das reformas estruturais serão dois dos principais aspectos a acompanhar em 2019. [dropcap] “T[/dropcap]odos os desenvolvimentos no petróleo são importantes, mas a nossa perspectiva é que a produção de petróleo vai recuperar, ajudando o Governo, e o que será também importante é o âmbito e a profundidade das reformas que o Governo vai ser capaz de implementar, além do programa…

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A uma só voz. Três, dois, um
– “Yes president” Lourenço

O Presidente angolano, João Lourenço, repetiu hoje o caderno de (boas) intenções apresentado na campanha eleitoral do MPLA, como seja que vão ser criados até 2022 os tais 500.000 novos postos de trabalho. Estamos portanto, e agora com a ajuda do FMI, às portas do paraíso. Se não for agora, será daqui a quatro anos, ou oito, ou… [dropcap]R[/dropcap]epescando esse mesmo caderno de caça ao voto, João Lourenço lembrou os esforços para a captação de investimento directo estrangeiro, fruto da diplomacia económica que encetou este ano (tal como José Eduardo…

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Se já não tem barriga não precisa de apertar o cinto

O Governo angolano assegura que as “medidas de austeridade” em curso no país não foram impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Tem razão. Quem impôs aos angolanos (20 milhões de pobres e 86% de crianças que só enganam a fome) a austeridade foi a monumental incompetência do único partido que governou o país desde a independência, o MPLA. [dropcap]P[/dropcap]ela voz do ministro Manuel Nunes Júnior, o Governo assegurou esta sexta-feira que as “medidas de austeridade” em curso no país, como a “redução de subsídios aos membros do Governo, deputados, aumento…

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O que o governo tirar o
FMI promete repor. Hum!

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou hoje, em Luanda, que o programa de assistência a Angola, para já, não vai aumentar os impostos, os despedimentos na função pública nem o preço dos combustíveis. [dropcap]C[/dropcap]hristine Lagarde falava aos jornalistas depois de ter sido recebida em audiência pelo Presidente João Lourenço, primeiro acto oficial de uma visita de dois dias a Luanda. “O FMI de hoje não é o FMI do passado, pois aprendemos com os erros e defendemos políticas amigas do crescimento”, sublinhou Christine Lagarde, ladeada por…

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Recessão, recuo e (manda
a tradição…) retrocesso

A economia de Angola, que há pelos menos 16 anos aguarda a chegada ao Governo de alguém que saiba o que está fazer, deve contrair-se 1,7% este ano, depois de uma recessão de 0,2% em 2017, e as reservas internacionais devem cobrir 3,5 meses de importações, considera o Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI). [dropcap]D[/dropcap]e acordo com um conjunto de documentos colocados no site do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) real deve contrair-se em 1,7%, acentuando os 0,2% negativos de 2017, reflectindo um declínio na produção de gás…

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Não vem o Pai Natal mas a Madrasta traz o cheque!

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, chega amanhã (quinta-feira) a Luanda para uma visita oficial de dia e meio a Angola, onde oficializará o empréstimo de 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros). [dropcap]F[/dropcap]onte oficial disse hoje que Christine Lagarde será recebida, pouco depois de aterrar em Luanda, pelo Presidente de Angola, João Lourenço, após o que haverá declarações à imprensa nos jardins do Palácio Presidencial. Depois, a directora-geral do FMI fará uma visita de cortesia ao ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, voltando…

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Aval do FMI enche barriga? Enche, claro. A dos outros

O Governo angolano considerou hoje que a aprovação de um financiamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,18 mil milhões de euros) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), aprovado na sexta-feira, permite “aumentar a credibilidade económica externa” de Angola. [dropcap]N[/dropcap]um comunicado hoje divulgado pelo Ministério das Finanças, em que se anuncia oficialmente o empréstimo do FMI, o ministro Archer Mangueira expressa satisfação pela aprovação do Programa de Financiamento Ampliado (EFF), confirmando “o apoio às reformas em curso” para criar um ambiente macroeconómico favorável à retoma do crescimento inclusivo”. “Não obstante a…

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Emprestar sem perguntar
para quê… a bem do MPLA!

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI, Christine Lagarde, visita Angola de 20 a 22 de Dezembro, deslocação que poderá culminar as negociações em torno de um empréstimo de 4,5 mil milhões de dólares. [dropcap]E[/dropcap] m comunicado, o Ministério das Finanças lembra que as negociações para o empréstimo (que corresponde a um valor de 3,8 mil milhões de euros), iniciadas formalmente a 1 de Agosto, são o pano de fundo da visita, uma vez que só poderão ficar concluídas depois de o Parlamento angolano cumprir a formalidade de aprovar o…

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