O KWANZA E O DESAFIO DE TRANSFORMAR A ECONOMIA ANGOLANA

A discussão sobre a posição cambial de Angola e a evolução do kwanza deixou de ser exclusiva dos economistas e passou ao quotidiano das famílias, empresas e Estado. Quando o kwanza perde valor perante o dólar norte-americano, aumentam os custos dos produtos importados, pressionam os preços dos bens essenciais, reduzem o poder de compra das famílias e tornam mais oneroso o serviço da dívida externa. Por Adanilson Augusto Ferreira Tomás (*) alar da desvalorização do kwanza é falar do custo de vida, da capacidade de investimento das empresas, da sustentabilidade…

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DIVISAS “INUNDAM” MERCADO CAMBIAL

Analistas do Banco Millennium Atlântico destacaram o aumento da oferta de divisas no mercado angolano, de mais de 23% até Maio face ao período homólogo, contribuindo para estabilizar o mercado cambial. oferta de divisas totalizou 5,7 mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros) até Maio de 2026, representando um incremento de 23,43% face ao período homólogo, indica uma nota de análise do Banco Millennium Atlântico (BMA). Segundo os analistas, o mercado cambial angolano tem vivenciado, ao longo de 2026, “um período de crescimento relevante na oferta de divisas”,…

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AUMENTO DA OFERTA DE DIVISAS EM 2025. SERÁ?

O economista Wilson Chimoco estimou hoje um aumento da oferta de divisas em 2025 e uma ligeira depreciação do kwanza em Angola, apesar dos riscos de descida do preço do petróleo. m 2024, o kwanza depreciou-se em 9,1% face ao dólar e em 3,5% face ao euro, num ano em que o mercado cambial angolano se mostrou relativamente estável, segundo o Relatório de Evolução do Mercado Cambial 2024, elaborado pelo Banco Nacional de Angola (BNA). Segundo o BNA, os bancos comerciais adquiriram em 2024 um total de 10,8 mil milhões…

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TEMPOS COMPLICADOS PARA O “FARDO”

O negócio da venda de roupa usada em Angola, conhecido como “fardo”, tem vindo a declinar por vários factores, como o aumento das taxa de importação e a falta de divisas, segundo alguns operadores. Por Nisa Mendes (texto) e Ampe Rogério (foto) / Lusa ara quem queira comprar roupa usada, pelo menos na província de Luanda, capital do país, não é difícil encontrar nas ruas mulheres sentadas em passeios com as roupas expostas no chão ou nas paredes, havendo também quem opte por “zungar” [venda ambulante] com as vestimentas penduradas…

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A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, justificou a estagnação do kwanza dos últimos meses com a forte depreciação que a moeda angolana registou no ano passado, principalmente em Maio e Junho. Quem diria? Depreciação levou à estagnação. É obra! resposta tem a ver com “a depreciação que o kwanza registou no ano passado, principalmente nos meses de Maio e Junho. No cômputo geral de 2023, o kwanza registou uma depreciação de 39%, o que acaba por ser bastante significativo”, disse à Lusa o governador, à…

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TRABALHADORES LUSOS (TAMBÉM) COM A CORDA NO PESCOÇO

Atrasos nas transferências de salários e dificuldades de pagamentos devido à falta de divisas prejudicam empresários e trabalhadores portugueses em Angola, que se queixam dos constrangimentos e impacto sobre os negócios, admitindo até o regresso a Portugal. arta S., funcionária de uma seguradora, disse à Lusa que aguarda há três meses pela transferência dos seus salários de Novembro, Dezembro e Janeiro, com poucas ou nenhumas explicações por parte do banco. “Vou insistindo, mas dizem sempre o mesmo, que não têm divisas, ou nem dão satisfações aos clientes, sou eu que…

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AS POLÍTICAS CAMBIAL E COMERCIAL

Em 2022, o Executivo aproveitou o enorme excedente de fluxos de divisas para fazer baixar a taxa de câmbio e, com ela, a inflação. Esta política, aparentemente boa, foi extremamente nociva por duas razões: 1) para os consumidores, por não ser sustentável; 2) para as empresas, porque reduziu a sua competitividade. Por Heitor Carvalho (*) uando uma política que afecta os preços é insustentável, o resultado é sempre mais inflação devido aos aspectos psicológicos! Quando a pressão é no sentido da redução dos preços, a prudência actua sempre no sentido…

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KWANZA NO “OLHO” DA TEMPESTADE PERFEITA

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) está preparado para amortecer os choques cambiais e enfrentar uma “tempestade perfeita” como o momento que se vive c em Angola, disse o presidente executivo da instituição financeira, Luís Lélis. uís Lélis, que falava aos jornalistas à margem do XIII Fórum Banca, organizado pelo semanário Expansão, sublinhou que a vida passa por “tempestades mais ou menos intensas” e que “não é por um momento menos bom” que se tem de mudar a estratégia. “O país tem capacidades e competências, o que é preciso é…

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ATÉ OS PRODUTOS DA CESTA BÁSICA SÃO IMPORTADOS

As associações de empresas dos sectores da agricultura, indústria e pescas manifestaram-se hoje preocupadas com a desvalorização da moeda nacional, o kwanza, antevendo o agravamento da inflação. Pelos vistos não perceberam que o MPLA ainda não teve tempo para governar. Senhores! Eles só estão no Poder há 48 anos. Tenham paciência. m declarações à Lusa, o presidente da Associação Agro-pecuária de Angola (AAPA), Wanderley Ribeiro, disse que o tema é uma preocupação para a classe empresarial, agravada pelo facto de os insumos serem quase todos importados, “desde o conhecimento à…

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FALTA DE DIVISAS ACELERA QUEDA DO KWANZA

O economista Wilson Chimuco considerou, hoje, que o Tesouro angolano reduziu a sua quota de oferta de divisas no mercado para atender ao serviço da dívida nos primeiros cinco meses de 2023 e a situação concorre para a desvalorização do kwanza. e acordo com Wilson Chimuco, a desvalorização do kwanza “está a ser justificada, por um lado, pela redução da oferta de divisas no mercado cambial por parte do Tesouro Nacional que em 2022 detinha uma quota de mais de 30% da oferta de divisas”. “Mas, nos primeiros cinco meses…

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