FMI (im)põe ordem na casa

O Ministério das Finanças angolano indicou hoje que, até finais de Novembro, estará em funcionamento o Sistema Geral de Divulgação de Dados Reforçado (e-GDDS) em Angola, destinado a melhorar a publicação de dados macroeconómicos oficiais. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado, hoje divulgado, o Ministério das Finanças refere que, nesse sentido, esteve na capital angolana, entre 19 e 25 de Setembro, uma missão técnica conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que apoiou as autoridades locais na adopção do e-GDDS. “O sistema visa melhorar a publicação de dados…

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As (in)formais lições
do senhor Costinha

O primeiro-ministro português, António Costa, quer pôr tudo e todos no museu. Antes que o ponham a ele. Hoje, em Luanda, deitou uns bitaites sobre o Fundo Monetário Internacional que – por obra e graça do seu então mentor político, José Sócrates – assinou um programa de resgate com Portugal, dizendo que o FMI “já não é o de hoje”, pois “aprendeu” com o exemplo português “que há coisas que não devem ser feitas”. [dropcap] “A[/dropcap]ngola não é Portugal e é natural que os programas sejam distintos, assim como também…

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Urgência de um FMI mais
sábio e mais experiente

Angola não é a Venezuela. Angola não é a Coreia do Norte. Angola não é a Grécia. Mas Angola pode aprender com o seu irmão europeu. Estamos falidos. Na bancarrota. É preciso dinheiro e mudar tudo, e que este venha do FMI e não da China, Israel, Rússia ou até dos cínicos alemães. Por Brandão de Pinho [dropcap]Q[/dropcap]uando um cidadão não tem dinheiro nem disciplina ou sabedoria para o vir a ganhar ou, sequer, para ter as condições mínimas de dignidade para se propor a um trabalho para receber o…

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Governo procura fiado
em melhores condições

A modalidade de financiamento multilateral, via Banco Mundial (BM) e Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), poderá constituir-se na principal via a que Angola recorrerá no futuro para obter recursos financeiros em melhores condições, disse hoje fonte oficial do Ministério das Finanças. [dropcap]S[/dropcap]egundo o chefe do Departamento da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD) do Ministério das Finanças angolano, Giovanni Peliganga, a modalidade de financiamento directo é “mais cara” e obriga “a uma gestão de risco com taxas de juros mais afinadas”. Giovanni Peliganga falava durante os trabalhos do seminário…

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Ajuda do FMI não é barata
mas dá milhões aos ricos!

Em Junho de 2016 o porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sede da instituição, em Washington, que José Eduardo dos Santos, desistira das negociações sobre um eventual “programa de financiamento ampliado”. [dropcap]A[/dropcap]ngola desistiu das negociações sobre um eventual “programa de financiamento ampliado” do FMI, mas manteve a porta aberta a conversações ao nível de consultas técnicas com os funcionários daquela organização. “O Presidente da República de Angola informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o Fundo apenas no contexto do artigo IV ‘consultas’ e não…

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Vale a pena continuar de barriga vazia, diz o MPLA

O Governo angolano defendeu, em Luanda, que a intenção de recorrer ao programa de assistência financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), se aprovado, permitirá reduzir significativamente o rácio da dívida/receitas fiscais no país, actualmente nos 114%. “Vale a pena continuar de barriga vazia”, é a grande mensagem do MPLA, partido que desde 1975 desgoverna Angola. [dropcap]A[/dropcap] explicação foi dada agora pelo ministro de Economia e Planeamento de Angola, Pedro da Fonseca, na apresentação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) aos membros, militantes e simpatizantes do MPLA, que projectou que o…

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De besta a bestial

O Ministro angolano das Finanças, Archer Mangueira, diz que Angola vai discutir com o FMI um programa de financiamento ampliado no valor de 4,5 mil milhões de dólares, no quadro da assistência financeira solicitada pelo Executivo. E João Lourenço explica (para acalmar as “tropas”) aquilo que até agora ninguém sabia: que os programas do FMI “não são todos iguais”. E acrescenta que o pedido de financiamento angolano não tem a gravidade do português. [dropcap]S[/dropcap]egundo Archer Mangueira, caso Angola chegue a um acordo com o FMI, este montante será disponibilizado em…

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China “desvaloriza” perigo
da nossa (enorme) dívida!

O que terá levado, nesta altura do “campeonato”, o embaixador da China em Luanda, Cui Aimin, a dizer (hoje) que a dívida de Angola para com o seu país “é controlável, sustentável e não é muito má”, considerando ser um assunto bilateral, sem, no entanto, avançar o montante? [dropcap]O[/dropcap]s argumentos do diplomata chinês foram apresentados hoje, em Luanda, durante uma conferência de imprensa sobre a Cimeira de Pequim, no âmbito do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que decorrerá nos dias 3 e 4 de Setembro. De acordo com Cui Aimin,…

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FMI passará a ser o Titular
do (nosso) Poder Executivo

O governo angolano solicitou o ajustamento do programa de apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), adicionando ao mesmo uma componente de financiamento. Este pedido vai, de facto, aumentar a credibilidade do Estado. Isto porque quem vai mandar em Angola não será o Executivo mas, apenas e só, o FMI. Por Orlando Castro [dropcap]E[/dropcap]m termos lusófonos, a história repete-se. João Lourenço prepara-se para ser o José Sócrates de Angola. E os angolanos que se preparem para o teste final – mostrar que sabem sobreviver sem comer. Os portugueses mostraram que é…

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FMI (com)prova que o MPLA
não sabe o que está a fazer

Em Abril, o director do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou que Angola não precisa de apoio financeiro. “As reservas são confortáveis, têm o Fundo Soberano, por isso em termos de balança de pagamentos chega para cobrir as necessidades, não há necessidade para medidas específicas como aquelas o FMI tipicamente fornece” e que estão acopladas à ajuda financeira, disse Abebe Aemro Selassie. [dropcap]S[/dropcap]e isso é verdade, o que o FMI está – não tenhamos medo das palavras – é a passar um atestado (mais um) de incompetência aos…

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