Pedir fiado para pagar fiado, pedir fiado para…

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) alertou para a necessidade de Angola “endividar-se de forma sensata” sob perigo de entrar em situação de incumprimento financeiro. Sob o título “Economia cresce, não cresce, talvez cresça!”, e a propósito das previsões da consultora Fitch Solutions, o Folha 8 escreveu, no passado dia 20, que existem cálculos para todos os gostos. [dropcap]A[/dropcap]gora a EIU não se limitou a rever as previsões de crescimento, e “atreveu-se” a aconselhar os peritos dos peritos que integram o Governo de João Lourenço para a necessidade de Angola…

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Economia cresce, não
cresce, talvez cresça!

A previsão de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola foi revista para 1,5% em 2018, em baixa face aos 2,8% anteriormente previstos. Para 2019 o crescimento será de 2,3%, face a 2,6%, e de 2,6% para 2020. Previsões para todos os gostos e interesses. [dropcap]A[/dropcap] consultora Fitch Solutions reviu hoje em baixa a previsão de crescimento para Angola este ano, antecipando agora uma expansão económica de 1,5%, quase metade dos 2,8% previstos anteriormente devido à tendência decrescente da produção petrolífera. “Revimos a nossa previsão de crescimento real…

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Até prova em contrário
quem é, afinal, culpado?

No Twitter, a empresária angolana Isabel dos Santos defende o legado do pai, ex-presidente de Angola, e deixou uma exigência a João Lourenço: Angola tem de crescer a “dois dígitos”. Não sendo ele general, é um destemido conselho ao Presidente do MPLA, ao Titular do Poder Executivo e ao Presidente da República… [dropcap]I[/dropcap]sabel dos Santos quer (e como empresária com obra feita tem legitimidade para isso) a economia angolana a crescer acima de 10% ao ano depois da contracção de 0,8% registada em 2016. A empresária escreveu no Twitter que…

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Remessas de emigrantes também são… irritantes

As remessas dos emigrantes portugueses em Angola caíram 17,3%, para 26,5 milhões de euros em Julho, enquanto que as remessas dos angolanos a trabalhar em Portugal desceram 3,4%, para 830 mil euros. Culpado? Tudo indica que é o famoso “irritante”. Existe, aliás, uma galopante praga de “irritantes”… [dropcap]D[/dropcap]e acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal, o dinheiro enviado pelos portugueses a trabalhar em Angola passou de 32,08 milhões de euros, em Julho de 2017, para 26,51 milhões de euros, o que influencia decisivamente o saldo entre Portugal…

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Estatística servem o Poder
e dizem o que o Poder quer

Angola atravessa uma conjuntura económica “desafiante”, decorrente da queda do preço do petróleo no mercado internacional, mas a economia está a passar por uma “fase de estabilização”, afirmou hoje o vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA). [dropcap]M[/dropcap]anuel António Tiago Dias, que falava na cerimónia de abertura do 10.º Encontro de Estatística dos Bancos Centrais dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), admitiu que, devido a essa queda, desde meados de 2014, Angola atravessa uma situação “difícil”. O vice-governador do BNA, porém, salientou que, na sequência de um conjunto de…

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Ora então… kwanza
(já) perdeu quase 44%

A moeda angolana voltou a depreciar-se face à europeia pela segunda vez este mês, situando-se a taxa média de referência nos 329,537 kwanzas/euro, uma perda de 43,74% face a Janeiro deste ano, indica hoje um comunicado oficial. [dropcap]S[/dropcap]egundo uma nota do Banco Nacional de Angola (BNA), o câmbio ficou definido no leilão de venda de divisas aos bancos comerciais realizado na quarta-feira, que permitiu colocar no mercado primário 30 milhões de euros para a cobertura de operações de natureza comercial e privada em posse da banca comercial e em conformidade…

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非洲是我們的 (África é nossa)

O Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou hoje, no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), em Pequim, 60 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros) em assistência e empréstimos para países africanos, no formato de assistência governamental e através do investimento e financiamento por instituições financeiras e empresas. [dropcap]Q[/dropcap]uinze mil milhões de dólares serão disponibilizados em empréstimos isentos de juros ou com condições preferenciais, vinte mil milhões em linhas de crédito, dez mil milhões num fundo especial para o desenvolvimento de mecanismos financeiros e cinco mil milhões para financiar importações…

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Xi amigo, JLo está contigo (tudo depende do… fiado)

O Presidente angolano, João Lourenço, agradeceu, em Pequim, ao homólogo chinês, Xi Jinping, a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola, país que foi devastado por uma guerra civil e por um tsunami de incompetência governativa, ladroagem e corrupção (entre muitos outros crimes). [dropcap]S[/dropcap]egundo o órgão oficial do regime do MPLA, o Jornal de Angola, João Lourenço falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida por Xi Jinping e afirmou que Angola encontrou na China um parceiro que está a ajudar a construir o país e que foi…

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África é (toda) nossa!

A China está a cimentar a presença em África com investimentos directos anuais de 2.500 milhões de euros, apenas com o reino do Eswatini (antiga Suazilândia) fora desta “parceria”, ausente do terceiro Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que arranca na segunda-feira. [dropcap]O[/dropcap] evento, que decorre entre 3 e 4 de Setembro e que também simboliza a importância da presença e investimento directo da China no continente africano, realiza-se em Pequim e contará com chefes de Estado e do Governo de vários países africanos, incluindo os Presidentes de Angola e Moçambique,…

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Governo procura fiado
em melhores condições

A modalidade de financiamento multilateral, via Banco Mundial (BM) e Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), poderá constituir-se na principal via a que Angola recorrerá no futuro para obter recursos financeiros em melhores condições, disse hoje fonte oficial do Ministério das Finanças. [dropcap]S[/dropcap]egundo o chefe do Departamento da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD) do Ministério das Finanças angolano, Giovanni Peliganga, a modalidade de financiamento directo é “mais cara” e obriga “a uma gestão de risco com taxas de juros mais afinadas”. Giovanni Peliganga falava durante os trabalhos do seminário…

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