Angola tem terras aráveis e bom clima para desenvolver o sector agrícola, declarou, em Adis Abeba, a comissária da União Africana (UA) para a economia e agricultura rural, a angolana Josefa Sacko. Finalmente (ao que parece!) e ao fim de 43 anos, alguém do MPLA descobre que temos terras aráveis e bom clima. Merece uma condecoração. A alta funcionária angolana ao serviço desta organização do continente africano falava à imprensa nacional na capital etíope, a propósito dos planos e programas de acção para o ano 2019, do órgão que dirige…
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Josefa Sacko não pára
Estar no fundo do corredor não é ser corredor de fundo
A consultora EXX Africa considera que Angola beneficia do programa com o FMI, levando a mais investimentos, com “oportunidades imediatas” no petróleo, mas apontou a banca e as dívidas da Sonangol como riscos de médio prazo. Nada que o reciclado João Lourenço (que nada tem a ver com um outro João Lourenço que foi conivente activo e beneficiário directo das políticas de Eduardo dos Santos) não resolva. De acordo com o “Africa Investment Risk Report 2019”, enviado aos investidores, Angola, que aparece novamente na lista, desta vez em segundo lugar…
Leia maisJustiça sem soberania de fundo pode afundar-se
O Tribunal Supremo de Angola negou provimento ao pedido de impugnação interposto por Jean-Claude Bastos de Morais sobre a sua prisão preventiva, mantendo a detenção ordenada pelo Ministério Público no âmbito do caso do Fundo Soberano. Jean-Claude Bastos de Morais, cidadão suíço-angolano e sócio de José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, encontra-se em prisão preventiva desde 24 de Setembro de 2018, num caso ligado à suposta má gestão do Fundo Soberano de Angola. No acórdão, datado de 14 de Dezembro de 2018, os…
Leia maisAo contrário de JLo I, JLo II fundou a… “Nova Angola”!
O Presidente angolano, João Lourenço (que nada tem a ver com um outro João Lourenço), solicitou hoje ao corpo diplomático acreditado em Luanda que ajude o país (ou será os donos do país?) a divulgar a imagem da “nova Angola” que, disse, é “mais aberta e receptiva ao investimento privado”. Acabado de chegar à política angolana, João Lourenço acredita que os diplomatas, entre outros, não têm memória. Aliás, o Presidente deveria ter aproveitado a oportunidade para, diante de uma plateia de autómatos programados para aplaudir quem estiver no Poder, explicar…
Leia maisEfeito pigmalião do MPLA
O efeito de pigmalião do MPLA consegue dar vida a caricaturas macabras e inconsistentes e empossá-las para desempenharem os cargos de ministros, governadores provinciais, deputados, entre outras actividades directa ou indirectamente obedientes às “ordens superiores” do Presidente. Por Domingos Kambunji Só faltava esta! O Ministro do inTerror do Zédu, reciclado pelo JLo, agora culpa a Comunicação Social das trapalhadas que tem implementado, acusando-a de agir de má fé. Ele diz que o seu Ministério tem de melhorar a comunicação nas actividades de Relações Públicas para tentar convencer a população com…
Leia mais“Progressos significativos”
em relação à lei da… força
A organização Human Rights Watch (HRW) considerou hoje que Angola está a registar “progressos significativos” em várias frentes dos direitos humanos, embora ainda se registem episódios de violação. Episódios? Seja! As operações “Resgate” e “Transparência” são um bom exemplo… No relatório anual sobre os direitos humanos no mundo, hoje divulgado, a organização internacional destaca como negativo a manutenção das práticas de detenção arbitrárias, as execuções extra judiciais, a falta do direito a uma habitação condigna, as limitações à liberdade de expressão e de imprensa, as violações à orientação sexual, corrupção…
Leia maisA China, tal como Angola, é propriedade dos… chineses
O Governo chinês vai conceder um apoio de 100 milhões de yuans (13 milhões de euros) a fundo perdido para o desenvolvimento de projectos agrícolas em Angola. De acordo com um decreto presidencial de 14 de Janeiro, e que torna efectivo o acordo de cooperação, de final de 2018, entre os dois países, este valor é parte de um montante global destinado à implementação de vários projectos, entre os quais o projecto de Assistência Técnica do Centro de Demonstração da Tecnologia Agrícola. O acordo de cooperação, que atende às “excelentes…
Leia mais“Operação Resgate II”, numa esquina (muito) perto de si!
A Polícia angolana anunciou hoje que quer focar, este ano, as suas actividades na revisão e actualização do modelo de policiamento nas zonas urbanas, periféricas, suburbanas e rurais, bem como na unidade e disciplina dos seus efectivos. Em vez de, coma prolixidade que se reconhece, dizer zonas urbanas, periféricas, suburbanas e rurais não seria suficiente dizer em todo o país? Talvez fosse. Mas assim tem mais encanto e até parece ser um trabalho muito mais amplo. Iremos ter uma “Operação Resgate II”. Os desafios para 2019 foram apresentados hoje pelo…
Leia maisQue tal apostar no fabrico
de pentes para… carecas?
O Presidente angolano apelou a empresários dos Emirados Árabes Unidos (EAU) para investirem “sem medo” em Angola, “país de grandes oportunidades” e que, em pouco tempo, “criou um ambiente de negócios favorável”. Terá criado, igualmente, todas as condições para que sejamos entendidos como um país rico que em vez de riqueza gera ricos, gera milhões de pobres, mas que tanto aceita comprar agora um sistema de dessalinização como, em tempos, aceitou comprar limpa-neves para Luanda. João Lourenço respondia a questões colocadas num painel sobre o Futuro e Desenvolvimento de África…
Leia maisNão é bem recessão. Então o que é? É apenas… recessão
O departamento de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) alerta para a possibilidade de os investimentos em infra-estruturas em Angola serem adiados se for necessária maior consolidação orçamental, mas elogiou o programa do FMI no país. “O programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) que foi acordado parece-nos, em geral, moderado e bem desenhado; não assume esforços orçamentais desmesurados (a grande parte da consolidação orçamental ocorreu já por iniciativa do Governo em 2018), e não prevê crescimentos nominais absurdos para justificar a descida da dívida em percentagem do PIB”, escreveram…
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