Faltam poucos dias para conhecermos um novo ano. Se eu tiver que fazer uma análise política daquilo que foi o ano de 2018 para a República de Angola, começarei por dizer que, este país, para além de vários problemas sociais internos, perdeu a capacidade de consolidar as suas amizades com os países irmãos e amigos acolhedores de longa data, com destaque a República Democrática do Congo (RDC). Por João Kanda Bernardo Em Outubro do ano em curso, quando Angola celebrava 40 anos dos acordos de boa vizinhança com a RDC,…
Leia maisCategoria: Opinião
Do Natal e demais considerações
O Natal é uma festividade do Hemisfério Norte Ocidental por razões meteorológicas e de calendarização agrícola. É uma festa onde, um bocejo imenso sopra o bafo forte da harmonia, da irmandade entre povos e nações, d’uma certa espiritualidade universal; e na qual o mau hálito dos pensamentos preconceituosos, racistas, xenófobos e chauvinistas é derrogado. Por Brandão de Pinho É uma festa de todos os cristãos sem excepção mas também dos adeptos de todas as outras confissões. Mas de certa forma é uma festa europeia pelo que América, Médio Oriente e…
Leia maisOs abutres da re(i)púbica
Dizem que Tchauzé (nome com que ficou conhecida depois de ser exonerada por JLo) diz que anda a ser perseguida por um homem. Que calamidade, um homem a perseguir quem demonstra tanta futilidade nas suas aberrações intelectuais nas redes sociais?! Por Domingos Kambunji O pai da Tchauzé pagou a homens para perseguirem, espancarem, prenderem e matarem homens e mulheres de Angola, apenas porque defendiam a liberdade de pensamento e expressão, maior justiça social e democracia. Essas acções tinham por objectivo proteger o ninho de marimbondos-abutres onde enriqueciam a Tchauzé, o…
Leia maisAmnistias no discurso da estabilidade nacional
Como adiantei em Janeiro de 2017 no artigo «A degradação colectiva em Angola», publicado no site e-Global, existe um ciclo de amnistias que varia de cinco em cinco anos, a contar desde 1991, em que se enquadra a última lei criada em 2016. Por Sedrick de Carvalho Passados dois anos desde a última, amplamente compreendida como uma solução de regime para colocar fim ao perverso «Processo 15+2», mais se percebe que, afinal, como poucos perceberam e advertiram desde o início, a lei era mais um expediente para extinguir os crimes…
Leia maisO Mendes, o David, contra o português, o Golias
Tenho verificado nos últimos meses que em Angola cada vez mais se pronuncia o “a” sobretudo na condição de artigo definido feminino, como “Á” e que não raras vezes é grafado como: “à”, “á” ou “há” e até “ah” no lamaçal das redes sociais, que parecendo que não, podem ser uma plataforma bem mais interessante do que o que possa parecer. No fundo algo como um tubo de ensaio e barómetro sócio-cultural. Por Brandão de Pinho Todavia se a oralidade é uma coisa, a escrita é algo de muito diferente…
Leia maisKapangas da educação
Nós temos a certeza de que se o Pacheco Francisco, num país civilizado, fosse entrevistado para exercer o cargo de Secretário de Estado do Ensino Pré-Escolar e Geral sairia REPROVADO! Mas como estamos em Angola, como estamos num país formatado há 43 anos pelo MPLA… Por Domingos Kambunji O Presidente, que anda muito ocupado com as visitas e as férias no estrangeiro, não tem tempo para prestar atenção aos disparates que diz esta aberração intelectual? Como é que este patrulheiro pode estar ao serviço da Educação da nossa juventude? O…
Leia maisNgundo ufua, ngundo ke monho
Os activistas dos direitos humanos detidos em Cabinda desde 7 de Dezembro foram libertados esta segunda-feira, 10 de Dezembro, por não se ter encontrado elementos suficientes do crime de sedição de que eram supostamente acusados pelas autoridades de Cabinda. O Procurador considerou que a manifestação era lícita, já que os arguidos tinham seguido todos os trâmites legais. Por José Marcos Mavungo (*) Do ponto de vista da legalidade, os activistas, que tanto quiseram que a manifestação contra o índice elevado de desemprego em Cabinda tivesse lugar, cumpriram o seu dever…
Leia maisMais um passo rumo ao contestado gradualismo
O Conselho de Ministros aprovou o pacote de proposta sobre legislação autárquica e vai, em seguida, submeter à discussão e aprovação no Parlamento. O pacote é composto por seis propostas de leis, estas que vão reger a vida autárquica. Dentre as propostas, todas elas importantes, duas sobressaem, nomeadamente a proposta de lei sobre institucionalização das autarquias locais e a proposta de lei orgânica sobre a organização e funcionamento das autarquias locais. Por Sedrick de Carvalho A primeira – sobre a institucionalização das autarquias locais – “estabelece os princípios e regras…
Leia maisAfinal quanto tempo tem, Presidente João Lourenço?
O Tempo voa de facto. E as opiniões acompanham esta rapidez voraz dos nossos tempos. Não há tempo para nada. Cada vez há mais frustração por não conseguirmos fazer as nossas tarefas de que natureza forem atempadamente. Todavia, todo um rol imenso de coisas que dantes demoravam um ror de tempo, agora fazem-se num ápice. Mas mesmo assim não há tempo. Por Brandão de Pinho Mas por que carga de água me haveria de estar a queixar? Sei muito bem o que a implacável sociedade pensa dos pieguinhas. Só quem…
Leia maisGafanhotos sem patas são surdos (eis a tese do MPLA)
As notícias chegam tarde, sempre muito tarde, ao jornal da Angola do MPLA. As análises éticas e cientificas desaguam sempre para os leitores depois de já terem barbas as análises efectuadas por outros jornalistas a sério, aqueles que têm independência económica e intelectual para opinar sem dependerem dos que pensam ser os donos das mentalidades e das vontades dos cidadãos do país. Estes mudam de ideologia de acordo com as suas conveniências e as contas bancárias pessoais. Por Domingos Kambunji Já é demasiado velha a anedota acerca do “cientista” que…
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