Há onze anos escrevi o texto que se segue: Perguntei hoje à minha sombra (velha companheira dos dias sem pão e dos pães sem dias) se concordava em que eu escrevesse algo a dizer que o Jornalista angolano William Tonet é um herói do verdadeiro Jornalismo em Angola. A resposta foi lapidar: “Sem dúvida” (mal fora se ela dissesse o contrário). E se estamos de acordo, é mesmo sobre isso que vou escrever. Por Orlando Castro [dropcap]U[/dropcap]ma rápida consulta ao dicionário permite-me dizer que herói é “um homem extraordinário pelas…
Leia maisCategoria: Mukandas
Opinião de Orlando Castro
Governo não abre mão. Os (seus) jacarés comem tudo
O Governo Provincial do Huambo quer, exige, impõe que os órgãos públicos de comunicação social o informem da “pauta diária, para acompanhamento das matérias a serem divulgadas”. Paul Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, não faria melhor. Por Orlando Castro [dropcap]P[/dropcap]elos vistos o ministro da Comunicação Social, Aníbal João da Silva Melo, está de acordo e o seu secretário Celso Domingos José Malavoloneke também. E se eles estão de acordo é porque receberam ordens superiores (de João Lourenço) para isso. Os jornalistas em actividade em Angola vão ter de…
Leia mais“Quanto mais nos bates…
mais nós gostamos de ti”
A cimeira Portugal/Angola estava marcada para o dia 27 deste mês. Luanda disse aos portugueses para irem dar uma volta ao bilhar grande, justificando que nesse dia João Lourenço vai estar ocupado com o que de facto é importante: um encontro com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Manuel Vicente continua a rir-se a bandeiras despregadas. Por Orlando Castro [dropcap]M[/dropcap]as, como sempre, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, explica que foi tudo uma questão de agenda. Ou seja, a cimeira acontecerá quando o MPLA quiser e se quiser. Para desbloquear…
Leia maisPara contar até 12 tem de
se descalçar? Descalce-se!
O ministro da Comunicação Social, João Melo, reiterou a necessidade de os jornalistas angolanos primarem por uma informação verdadeira, plural, equilibrada e isenta. Descobriu a pólvora ou está a tapar o Sol com uma peneira? Por Orlando Castro [dropcap]J[/dropcap]oão Melo referiu que os profissionais de comunicação social não devem confundir o exercício de jornalismo com propaganda (esta é mesmo para rir) ou activismo político, ao mesmo tempo que pretende excluir a dicotomia de “imprensa pública” e “imprensa privada”. Excluir a dicotomia entre “imprensa privada” e “imprensa pública”? Essa é boa.…
Leia maisMarcelo tudo faz para que um novo PREC agrade a JLo!
O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que uma visita sua a Angola deve ser “a última etapa de um processo que está em curso”, actualmente ao nível ministerial. Ou seja, quando esta edição, revista e melhorada, do PREC (Processo Revolucionário em Curso) tiver o acordo do governo do MPLA, o que só será possível com a rendição (leia-se arquivamento de todos os processos contra as altas figuras do regime angolano) de Portugal. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] chefe de Estado português falava numa cerimónia sobre os…
Leia maisEntregues à bicharada
O Presidente da República, João Lourenço, apelou hoje, em Luanda, ao presidente do Tribunal Supremo (do MPLA), Rui Ferreira, que se empenhe na estratégia de combate à corrupção no país. Estamos entregues à bicharada. Por Orlando Castro [dropcap]P[/dropcap]ara João Lourenço, que tem na propaganda e no marketing do combate à corrupção uma das “bandeiras” da sua política de governação, Rui Ferreira “está à altura de prestar um contributo valioso” nessa tarefa. Claro que sim. Que se cuidem os pilha-galinhas. Os outros podem estar descansados. Ao intervir no acto de posse…
Leia maisO que o MPLA quer é “jornalismo” servil
Um jornalismo mais sério, baseado no patriotismo, na ética e na deontológica profissional, é o que o ministério da Comunicação Social pretende para Angola. A tese (adaptada do tempo de partido único) é do secretário de Estado do sector, Celso Malavoloneke. Por Orlando Castro [dropcap]C[/dropcap]onvenhamos, desde logo, que só a própria existência de um ministério da Comunicação Social é reveladora da enormíssima distância a que estamos das democracias e dos Estados de Direito. Segundo o Artigo 89 alínea c) da Constituição, Angola tem uma “economia de mercado, na base dos…
Leia maisLições do galináceo júnior
O vice-presidente do grupo parlamentar do MPLA, João Pinto, lamenta (entre muitas outras coisas que nem às paredes confessa) o aproveitamento político em torno do desafio lançado para o repatriamento de recursos financeiros domiciliados no exterior do país. Valha-nos ao menos que, por enquanto, só fala do aproveitamento… político. Por Orlando Castro [dropcap]S[/dropcap]egundo o político, que apresentava a sua declaração política na Assembleia Nacional, sobre a Proposta de Lei de Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, de iniciativa do Executivo, referiu que, no quadro deste processo, têm…
Leia maisTVI, um (bom) exemplo de branqueamento do MPLA
Em Portugal tudo serviu (e ainda serve) para lavar a imagem do regime de José Eduardo dos Santos. Mas há alguns que têm lixívia perfumada, o que sempre dá um ar mais agradável à porcaria. E, claramente, a TVI é foi a que mais se destaca. Hoje, no seu 25º aniversário, recordemos esta televisão e o seu contributo para a causa dos angolanos de primeira, os do MPLA. Por Orlando Castro [dropcap]N[/dropcap]o dia 7 de Setembro de 2015 foi a vez de José Alberto Carvalho (“A TVI é a voz…
Leia maisLivre de barriga vazia? Não.
Escravo com ela cheia? Sim.
“Não fui comprado”. É assim que Jorge Casimiro Congo reagiu em declarações à DW e às críticas à sua entrada no Governo de Cabinda. A decisão deixou de boca aberta muitos dos seus companheiros da luta pela independência do enclave angolano. Por Orlando Castro [dropcap]J[/dropcap]orge Congo esquece-se que não basta ser sério. Passou-se para o lado do inimigo de sempre, o MPLA. Se não foi comprado isso significa que se ofereceu, que desertou, que se rendeu, que foi subornado. Independente do qualificativo, certo é que traiu a causa dos Cabindas…
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