27 de Maio/jovens activistas
ou a cobardia do Presidente

O Presidente da República, nunca nominalmente eleito e no poder desde 1979, José Eduardo dos Santos, assume o seu papel de autocrata e dá lições (aos angolanos) daquilo que desconhece: ética, democracia, verdade, moral e liberdade. Por Orlando Castro N a reunião de hoje do MPLA, Eduardo dos Santos puxou dos galões para, perante uma plateia subserviente e amorfa, dizer que os angolanos não devem ser expostos a situações dramáticas idênticas a de 27 de Maio de 1977, onde foi parte activa no assassinato de milhares e milhares de militantes…

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Luís Neto Kiambata afirma
que somos todos matumbos

A edificação da democracia na República de Angola deveu-se à estratégia e virtude do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em perdoar adversários políticos, inserindo-os nos vários domínios da vida do país, afirma o nacionalista Luís Neto Kiambata. Por Orlando Castro “N acionalista”? Sim, claro. Nacionalistas são todos aqueles que – de acordo com as leis do regime (que se sobrepõem à própria Constituição) – fazem a apologia do poder divino e da sabedoria eterna do “grande líder”, do “escolhido de Deus”. Luís Neto Kiambata não sabe o que…

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Merkel segue Hitler

Angela Dorothea Merkel sabe coisas sobre Portugal que os súbditos lusos desconhecem. É obra. E também julga saber tudo sobre a Grécia. Ou seja, sendo forte comos fracos, está a tentar fazer, agora pela via política e económica, o que Hitler tentou pela via militar. Ser dona da Europa. O próximo campo de concentração, tipo Auschwitz-Birkenau, será em Atenas. Por Orlando Castro D isse ela que apesar da sua dureza, o programa esclavagista do governo português goza de grande apoio político e social. Também disse o mesmo sobre os anteriores…

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Farsa (des)contínua

Editora Tinta da China oferece "Diamantes de Sangue" em formato digital - Folha 8

A Amnistia Internacional (AI) pediu uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal sobre a condenação do jornalista e activista Rafael Marques num processo que considera “farsa judicial”. A AI esquece-se que reunir com o sipaio para falar das decisões do chefe do posto é igualmente uma farsa. Mas… Por Orlando Castro “A organização de direitos humanos está preocupada com a condenação do jornalista de investigação e defensor de direitos humanos angolano, na sequência de acusações de denúncia caluniosa, que classifica como “farsa judicial””, refere o comunicado da…

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É fartar vilanagem!

É fartar vilanagem! - Folha 8

Perto de 28 milhões de pessoas da CPLP são desnutridas, sendo Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste os países mais problemáticos, com 44%, 37%, 31% e 23% da taxa de desnutrição, respectivamente. E, como se sabe, com excepção de Angola, todos os outros países referidos são ricos, muito ricos… Por Orlando Castro “N ão basta aprovar leis e estratégias. É preciso ir ao cerne do problema. É preciso produzirmos comida suficiente para alimentar os nossos povos”, dizia em 2012 a directora da organização moçambicana Mulher Género e Desenvolvimento (MuGeDe), Saquina Mucavele,…

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Até um dia destes, Presidente!

Até um dia destes, Presidente! - Folha 8

Nota prévia. O texto que se segue foi aqui publicado no passado dia 13 de Fevereiro. “Se volta a publicar algo de semelhante tiramos-lhe a tosse”, diz o mais explícito aviso anónimo recebido nas últimas duas semanas. Para que não restem dúvidas, não se publica “algo de semelhante” mas exactamente o mesmo texto. Por Orlando Castro O MPLA está no poder desde 1975 e por lá vai ficar. Com o poder absoluto que tem nas mãos (é também o presidente do MPLA e chefe do Governo), José Eduardo dos Santos…

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Podem matar os mensageiros, mas a mensagem, essa é eterna

Podem matar os mensageiros, mas a mensagem, essa é eterna - Folha 8

A autonomia para a “província” de Cabinda é uma das teses que a UNITA defende. Seria meio caminho andado… se os donos do poder da potência ocupante, Angola, a isso estivessem receptivos. Mas não estão. O MPLA não vai nisso. Por Orlando Castro A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da “complexidade dos problemas históricos” do que chama enclave. A UNITA refere que só essa “descentralização” permite “maior agilidade, participação democrática e eficiência” na administração territorial e “consolidação da paz…

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Cabinda, Timor, Kosovo

Cabinda, Timor, Kosovo - Folha 8

Timor-Leste fez um referendo que permitiu que o território, embora sob suposta administração portuguesa mas de facto ocupado militarmente pela Indonésia, e considerado província desta, se tornasse independente. Terá Cabinda similitudes com Timor-Leste? E com o Kosovo? Por Orlando Castro E mbora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana) assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por não se falar dele que ele deixa de existir. E não é por lá estarem milhares de militares e toneladas de material de guerra que o…

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Quem vier que feche a porta

Quem vier que feche a porta - Folha 8

O problema é que Portugal olha para o seu umbigo europeu e esquece o seu coração africano. Exactamente ao contrário dos seus antepassados. Um país que deu luz ao mundo sobrevive agora à luz de um candeeiro… apagado. Por Orlando Castro P ortugal está há muito tempo (há demasiado tempo) adormecido com o sonho europeu, esquecendo que a sua História está também e sobretudo em África. Ou seja, o presente (já com cheiro a mofo do passado) é em Bruxelas mas o futuro será – se ainda for a tempo…

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Portugal é uma vergonha

Portugal é uma vergonha - Folha 8

Só por manifesta falta de seriedade intelectual e cobardia, típica dos sucessivos governos portugueses e respectivos presidentes da República, é que Portugal pode dizer que Cabinda é parte integrante de Angola. Por Orlando Castro C abinda – repita-se – foi comprada pelo MPLA nos saldos lançados pelos então donos do poder em Portugal, de que são exemplos, entre outros, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Costa Gomes, Mário Soares, Almeida Santos. É claro que, tal como em Timor-Leste, até à vitória final, continuará a indiferença (comprada com o petróleo de Cabinda), seja…

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