1 de Fevereiro de 1885

Num contexto colonial em que Portugal aparecia como mal menor entre todos os que queriam ser donos da Cabinda, os cabindas optaram por negociar com os portugueses, acreditando que a sua segurança e autonomia sairiam resguardadas. Mal sabiam que iriam ser apunhalados cobardemente pelas costas, em 1975, por outros portugueses. Mas foram. A 29 de Setembro de 1883, foi assinado o Tratado de Chinfuma no morro do mesmo nome, a norte do rio Chiloango. O local foi escolhido porque só por si corroborava o alcance do acordo. Assim, ficou estabelecido…

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Eduardo, João e o psicoterapeuta de ambos

Se alguma coisa há capaz de indignar e agastar – nos limites da dignidade do ser-humano – não será outra maior ou até outra coisa qualquer senão que a traição vil e a torpe deslealdade. Muito naturalmente a grandeza dessa indignação não deixará de ser proporcional à proximidade e intimidade entre os perpetradores e os traídos; bem como o próprio grau de intensidade da mesma; e por fim a quantidade – ainda que em doses homeopáticas – de eventos nesse exercício muito humano de trair e ser atraiçoado (num paralelismo…

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Chivukuvuku anuncia para breve um novo partido

O político angolano Abel Chivukuvuku disse hoje, em Luanda, que vai criar um novo partido, cujo nome será divulgado até 15 de Agosto, e que já vai concorrer às eleições autárquicas angolanas previstas para 2020. Abel Chivukuvuku, que foi presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), segunda força da oposição que o MPLA (ainda) permite que exista (sobretudo porque tem total controlo sobre a sua actual direcção), até Fevereiro deste ano, disse ter-se reunido com cidadãos das províncias de Luanda e Bengo para recolher sugestões…

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De derrota em derrota
até à derrota final

1. É uma vergonha o regabofe partidocrata. Vergonha se, convenhamos, os artistas (quase todos fraca qualidade) da nossa praça souberem o que isso significa. Por alguma razão existe um provérbio que nos recorda de que “quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”. Mas é pena. Os protagonistas principais deveriam ser os primeiros, à luz da dignidade e da honra de ser servidor público, a dar o exemplo certo. Não o fizeram, não o fazem, não o farão. Por William Tonet 2. Sou impotente, mas consciente, ao ponto de…

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Bichanos miam, miam,
mas a caravana… passa

O líder (ou ex-líder segundos os miaus da oposição interna) da coligação angolana CASA-CE, Abel Chivukuvuku, exonerado da presidência por cinco dos seis partidos da coligação, disse hoje que tomou conhecimento do seu afastamento pela comunicação social e que o mesmo “não tem qualquer respaldo legal”. Não ter tido conhecimento pelo MPLA foi uma sorte… “S em preocupação, porque entendi que é meramente uma comunicação que não tem força legal e só o Tribunal Constitucional pode confirmar quem é o líder da CASA-CE, e por isso, vou aguardar que o…

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Quem não “mia” não mama. “Funeral” será brevemente

Dos seis partidos que integram a Coligação Ampla de Salvação Nacional – Coligação Eleitoral (CASA-CE), cinco não estão com meias medidas e deliberaram hoje a exoneração (apunhalar quem lhes deu a mão, cuspir no prato em que se refastelaram) do líder Abel Chivukuvuku, tendo nomeado em substituição André Mendes de Carvalho “Miau”. A decisão foi anunciada numa conferência de imprensa conjunta de cinco dos seis partidos e movimentos da CASA-CE depois de ter sido dado um prazo de 72 horas para que Abel Chivukuvuku apresentasse a demissão. Na conferência de…

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Portugal esfaqueou (pelas costas) o povo de Cabinda!

“A 1 de Fevereiro o povo de Cabinda comemora duas traições. A primeira foi quando os portugueses decidiram ignorar as aspirações do nosso povo oferecendo Cabinda a Angola em 1975. A segunda é a de os portugueses persistirem ainda hoje no silêncio ignorando os compromissos que assumiram com o povo de Cabinda quando assinaram o Tratado de Simulambuco”, diz a FLEC/FAC em comunicado enviado ao Folha 8. Por Orlando Castro “O Tratado de Simulambuco é e será o manifesto secular da identidade do povo de Cabinda e a afirmação da…

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O elogio assassino

“Na sua intervenção, bastante pedagógica, a depoente realçou o empenho do Executivo angolano, liderado pelo MPLA e pelo Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, em todos os sectores da vida nacional de Angola, que tem conhecido progressos assinaláveis e que estão a alargar a inclusão social, económica, cultural e religiosa dos cidadãos angolanos”, lê-se no Portal do MPLA (5 de Agosto de 2017). E quem era a depoente? Era Ana Dias Lourenço. Falando na cidade do Uíge, Ana Dias Lourenço disse também que os desafios do então candidato do MPLA…

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Livre de barriga vazia? Não.
Escravo com ela cheia? Sim.

“Não fui comprado”. É assim que Jorge Casimiro Congo reagiu em declarações à DW e às críticas à sua entrada no Governo de Cabinda. A decisão deixou de boca aberta muitos dos seus companheiros da luta pela independência do enclave angolano. Por Orlando Castro Jorge Congo esquece-se que não basta ser sério. Passou-se para o lado do inimigo de sempre, o MPLA. Se não foi comprado isso significa que se ofereceu, que desertou, que se rendeu, que foi subornado. Independente do qualificativo, certo é que traiu a causa dos Cabindas…

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Um mortífero murro no estômago do nosso Povo

VEJA O VÍDEO. Em 2011 Marcolino Moco revelou que o seu partido, o MPLA, o ameaçou de morte. Ou, melhor, que lhe poderia acontecer o mesmo que aconteceu a Jonas Savimbi. Porque as palavras (algumas) voam mas os escritos são eternos, recordemos a carta que Marcolino Moco escreveu no dia 29 de Novembro de 2009 ao seu camarada Dino Matross. https://www.youtube.com/watch?v=ttF0KPX-Ic8 Por Orlando Castro “A pós consulta à minha família nuclear e alargada, que me deu todo o apoio, e até me surpreendeu, ao declarar que eu nem devia ter…

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