Sindika Dokolo, empresário, coleccionador, multimilionário, genro de sua majestade o rei de Angola, medalha de honra da cidade do Porto (Portugal) – entre uma infinidade de outras coisas correlativas – anunciou a entrega de 200 toneladas de arroz, óleo e farinha aos refugiados da República Democrática do Congo que fugiram para o leste de Angola. Quanto aos 20 milhões de angolanos pobres… que esperem. [dropcap]A[/dropcap] doação foi feita através da Fundação Sindika Dokolo, que o empresário de nacionalidade congolesa criou em Luanda, destinada à recuperação e preservação da arte africana…
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Os nossos pobres poderão
Escravos morrem de fome. Filho do Presidente gasta
500 mil euros num relógio
A malnutrição esteve na origem da morte de 114 crianças no primeiro trimestre deste ano na província angolana de Benguela, mas as autoridades sanitárias receiam que o número venha a aumentar devido aos muitos internamentos. Enquanto isso, Eduane Danilo Lemos dos Santos, o filho mais velho do casal real do reino esclavagista de Angola, de 23 anos, comprou um relógio pela módica quantia de 500 mil euros… [dropcap]T[/dropcap]ambém enquanto isso, o Parlamento prevê gastar quase 70 milhões de euros para comprar viaturas novas para os 220 deputados da IV legislatura,…
Leia maisMitigar fome dos escravos
dá votos ao dono do reino
O Governo angolano, certamente atento ao calendário eleitoral mais do que ao facto de o país ter 20 milhões de pobres, vai lançar até final de Junho (as eleições são em Agosto) a Reserva Estratégica Alimentar do Estado, com o objectivo de ter abastecimento de alguns alimentos “durante um período mínimo” e garantir a segurança alimentar. [dropcap]P[/dropcap]arece uma anedota de muito mau gosto, típica de um regime feudal, mas é uma realidade protagonizada pela equipa de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos, coadjuvado pelo seu sipaio candidato a…
Leia maisEnxadas e fome, pois claro!
O trabalho manual das terras agrícolas, com recurso a enxadas, ainda é utilizado em 98% dos terrenos em Angola, em contraponto com o reduzido recurso à mecanização nos cerca de cinco milhões de hectares de cultivo. [dropcap]A[/dropcap] informação foi avançada hoje pelo ministro da Agricultura de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, durante uma reunião com agentes económicos ligados à banca comercial, empresas do sector do agrícola, seguradoras e outros, tendo afirmado que apenas 2% dos hectares de cultivo do país são preparados com “recurso a mecanização e tracção animal”. “A actividade…
Leia maisSete meses sem salário
Mais de 100 funcionários da administração municipal do Cacuaco, em Luanda, estão há sete meses sem salários e a administração admite “falta de dinheiro para cobrir com despesas salariais” de nove milhões de kwanzas mensais (49.500 euros). E assim vai o reino de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos. [dropcap]A[/dropcap] situação foi hoje confirmada pelo administrador do Cacuaco, município a cerca de 30 quilómetros de Luanda. Segundo Carlos Alberto Cavukila, trata-se de funcionários administrativos, da área de jardinagem e limpeza, que trabalham em regime de contrato,…
Leia maisAo que isto chegou!
O Governo da Zâmbia está a equacionar a venda a Angola de 20.000 toneladas de milho das suas reservas, conforme pedido feito nos últimos dias pelo executivo de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos. Um país rico gerido por criminosos só pode dar nisto. Por Norberto Hossi (*) [dropcap]O[/dropcap] assunto foi abordado na última quinta-feira entre a embaixadora angolana na Zâmbia, Balbina Dias da Silva, e a ministra da Agricultura daquele país, Dora Siliya, com Angola a transmitir o pedido para disponibilização desta quantidade de milho “no menor…
Leia maisOs angolanos ainda não
sabem viver sem… comer
A venda, montagem e manutenção de antenas parabólicas representa um ganha-pão para dezenas de jovens de Luanda, mas os tempos já foram melhores, por causa da crise que afecta o país desde finais de 2014 e que, recorde-se, resulta da incompetência de um regime que nunca quis diversificar a economia. [dropcap]U[/dropcap]ma reportagem da Lusa encontrou alguns destes jovens, com formação básica e que trabalham por norma de segunda a sábado, na zona da Vila Alice, centro da cidade de Luanda, nas imediações de uma empresa de comercializa receptores de televisão…
Leia maisSem tiros mas longe da paz
O Memorando do Luena, de 4 Abril de 2002, trouxe o fim formal da longa guerra civil angolana, entre o governo dominado desde 1975 pelo MPLA e a UNITA. Passados 15 anos, os poucos que tinham milhões têm mais milhões, e os muitos milhões que tinham pouco ou nada continuam a ter pouco, nada ou ainda menos. Por Orlando Castro [dropcap]A[/dropcap] solução militar do conflito consubstanciada no assassinato do líder da UNITA, Jonas Savimbi, reforçou o poder do vencedor, o MPLA, e apenas permitiu até agora mascarar as raízes do…
Leia maisSem força mas com razão
(Luena, 4 de Abril de 2002)
Até agora, apesar das muitas tentativas, nos últimos 15 anos o galo não voou. O visgo do MPLA manteve-o colado às bissapas. Os angolanos de segunda (também conhecidos por kwachas) foram apanhar café, ou coisa que o valha, às ordens dos novos senhores coloniais. É isto que o MPLA pretende que volte acontecer este ano. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] problema do visgo, garantem os mais acérrimos defensores da UNITA, foi resolvido. Mas será que este ano (se até lá o dono do reino não mudar de ideias) o galo vai voar…
Leia maisBolseiros das FAA rogam ajuda do presidente
Os bolseiros das Forças Armadas de Angola na diáspora continuam na miséria e a passar por situações críticas que, por esse mundo, em nada prestigiam o nosso país. O Folha 8 tem dado conta desta situação, uma entre muitas outras, e continuará a fazê-lo. Hoje publicamos uma mensagem dos bolseiros ao Comandante-em-Chefe das FAA, José Eduardo dos Santos. [dropcap] “N[/dropcap] ós bolseiros das Forças Armadas Angolanas na diáspora, tomamos a liberdade de escrever esta carta, visto que anterior (publicada pelo F8 no dia 22 de Março sob o título “Monumental…
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