O trabalho manual das terras agrícolas, com recurso a enxadas, ainda é utilizado em 98% dos terrenos em Angola, em contraponto com o reduzido recurso à mecanização nos cerca de cinco milhões de hectares de cultivo. A informação foi avançada hoje pelo ministro da Agricultura de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, durante uma reunião com agentes económicos ligados à banca comercial, empresas do sector do agrícola, seguradoras e outros, tendo afirmado que apenas 2% dos hectares de cultivo do país são preparados com “recurso a mecanização e tracção animal”. “A actividade…
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Sete meses sem salário
Mais de 100 funcionários da administração municipal do Cacuaco, em Luanda, estão há sete meses sem salários e a administração admite “falta de dinheiro para cobrir com despesas salariais” de nove milhões de kwanzas mensais (49.500 euros). E assim vai o reino de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos. A situação foi hoje confirmada pelo administrador do Cacuaco, município a cerca de 30 quilómetros de Luanda. Segundo Carlos Alberto Cavukila, trata-se de funcionários administrativos, da área de jardinagem e limpeza, que trabalham em regime de contrato,…
Leia maisAo que isto chegou!
O Governo da Zâmbia está a equacionar a venda a Angola de 20.000 toneladas de milho das suas reservas, conforme pedido feito nos últimos dias pelo executivo de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos. Um país rico gerido por criminosos só pode dar nisto. Por Norberto Hossi (*) O assunto foi abordado na última quinta-feira entre a embaixadora angolana na Zâmbia, Balbina Dias da Silva, e a ministra da Agricultura daquele país, Dora Siliya, com Angola a transmitir o pedido para disponibilização desta quantidade de milho “no menor…
Leia maisOs angolanos ainda não
sabem viver sem… comer
A venda, montagem e manutenção de antenas parabólicas representa um ganha-pão para dezenas de jovens de Luanda, mas os tempos já foram melhores, por causa da crise que afecta o país desde finais de 2014 e que, recorde-se, resulta da incompetência de um regime que nunca quis diversificar a economia. Uma reportagem da Lusa encontrou alguns destes jovens, com formação básica e que trabalham por norma de segunda a sábado, na zona da Vila Alice, centro da cidade de Luanda, nas imediações de uma empresa de comercializa receptores de televisão…
Leia maisSem tiros mas longe da paz
O Memorando do Luena, de 4 Abril de 2002, trouxe o fim formal da longa guerra civil angolana, entre o governo dominado desde 1975 pelo MPLA e a UNITA. Passados 15 anos, os poucos que tinham milhões têm mais milhões, e os muitos milhões que tinham pouco ou nada continuam a ter pouco, nada ou ainda menos. Por Orlando Castro A solução militar do conflito consubstanciada no assassinato do líder da UNITA, Jonas Savimbi, reforçou o poder do vencedor, o MPLA, e apenas permitiu até agora mascarar as raízes do…
Leia maisSem força mas com razão
(Luena, 4 de Abril de 2002)
Até agora, apesar das muitas tentativas, nos últimos 15 anos o galo não voou. O visgo do MPLA manteve-o colado às bissapas. Os angolanos de segunda (também conhecidos por kwachas) foram apanhar café, ou coisa que o valha, às ordens dos novos senhores coloniais. É isto que o MPLA pretende que volte acontecer este ano. Por Orlando Castro O problema do visgo, garantem os mais acérrimos defensores da UNITA, foi resolvido. Mas será que este ano (se até lá o dono do reino não mudar de ideias) o galo vai voar…
Leia maisBolseiros das FAA rogam ajuda do presidente
Os bolseiros das Forças Armadas de Angola na diáspora continuam na miséria e a passar por situações críticas que, por esse mundo, em nada prestigiam o nosso país. O Folha 8 tem dado conta desta situação, uma entre muitas outras, e continuará a fazê-lo. Hoje publicamos uma mensagem dos bolseiros ao Comandante-em-Chefe das FAA, José Eduardo dos Santos. “N ós bolseiros das Forças Armadas Angolanas na diáspora, tomamos a liberdade de escrever esta carta, visto que anterior (publicada pelo F8 no dia 22 de Março sob o título “Monumental escândalo…
Leia maisMonumental escândalo
com os bolseiros das FAA
Com a formação das Forças Armadas Angolanas (FAA) em 1991 fruto dos Acordos de Paz de Bicesse, as FAA começaram a enviar os seus militares para vários países para formação nas academias e escolas, tendo em vista a sua superação técnica. Era necessário modernizar e acompanhar a dinâmica cada vez maior das técnicas militares. Por Norberto Hossi Contudo, os oportunistas vocacionados para o enriquecimento fácil aproveitaram esta oportunidade para enviarem os seus filhos, amigos e outras pessoas sem vínculos às FAA para formação em cursos que não tinham qualquer proveito…
Leia maisA fome e a sede dos escravos
Mais de 10% da população mundial não tem acesso a água potável. É um drama? É sim senhor. Então imaginemos o que acontece em Angola onde esse valor sobe para mais de 50%. Moçambique e Guiné Equatorial não estão melhor. No nosso caso é que dá viver num país com 20 milhões de pobres. O regime do MPLA, no poder desde a independência, em 1975, está de parabéns. Aorganização WWC, na sigla em inglês, que junta mais de 300 entidades de 50 países, refere que mais de 923 milhões de…
Leia maisEstamos (quase) todos à porta do abismo
Os experts consideram o abismo como uma depressão natural, o relevo de uma paisagem ou uma profundidade vertical, onde escapando uma pedra, ela se perde na longitude infinita da cavidade. Por William Tonet Angola já não está à beira do abismo, vive nele, face à desgarrada condução dos seus destinos, por um regime talhado na arte de fazer mal à maioria dos cidadãos, para se perpetuar no poder. Nesta tresloucada geografia estamos perante uma crise sem precedentes, onde até as albufeiras das barragens são justificativa da monumental incompetência de quem…
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