TRISTE SINA DE QUEM É ANGOLANO

Li há pouco a notícia de que o Sedrick de Carvalho escolheu a cidade de Santarém, em Portugal, para recomeçar a vida sem nunca esquecer as lutas contra a injustiça social. Aliás, o Facebook do Folha 8 refere tal situação. Por Carlos Pinho (*) E o meu espírito vagueou praticamente meio século, mais precisamente para Outubro de 1974, quando por mor de voz altamente avisada resolvi abandonar a minha terra. Naquela altura martelaram-me os ouvidos com dizeres do tipo “Isto não é mais a tua terra”, “Esquece Angola, se não…

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Em Luanda, fiscais roubam, violam e matam zungueiras

O cidadão quando ouve falar de fiscal, em Luanda (capital de Angola), associa (por longa e dolorosa experiência) sem pestanejar a actividade deste agente público, à de um reles bandido ou delinquente comum, com a diferença do primeiro portar um colete, com insígnias Fiscalização, cartão de identificação e andar numa carrinha oficial. Por Sílvio Van Dúnem e Victória Balundo Tirando estes elementos de identificação do Estado, a prática quotidiana é de autênticos bandoleiros que actual num não-Estado, como se fizessem parte de uma ampla organização mafiosa de malandros da ladroagem…

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Os angolanos ainda não
sabem viver sem… comer

A venda, montagem e manutenção de antenas parabólicas representa um ganha-pão para dezenas de jovens de Luanda, mas os tempos já foram melhores, por causa da crise que afecta o país desde finais de 2014 e que, recorde-se, resulta da incompetência de um regime que nunca quis diversificar a economia. Uma reportagem da Lusa encontrou alguns destes jovens, com formação básica e que trabalham por norma de segunda a sábado, na zona da Vila Alice, centro da cidade de Luanda, nas imediações de uma empresa de comercializa receptores de televisão…

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Os fantoches do MPLA

Ontem, reclamava uma certa fadiga mental à tia São, depois de uma semana de pouca saúde. Pelo meio, falámos do sistema actual de saúde, das batalhas diárias do cidadão comum para sustentar a família e de como a crise económica tende a piorar, asfixiando cada vez mais os angolanos que não têm os privilégios do poder. Por Rafael Marques de Morais (*) A tia São aproveitou então para reiterar a sua pregação de há muitos anos: “Meu filho, temos de entregar tudo nas mãos de Deus.” Respondi-lhe com o mesmo…

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Sobreviventes do amanhã

Em segundos, é possível mudar de vida. Uma palavra, uma imagem, uma frase descontextualizada altera tudo. De surpresa, a clarividência passa correndo por sua mente, como uma gota de chuva indo ao chão. Por Gabriel Bocorny Guidotti Jornalista e escritor Porto Alegre – Brasil Nossa compreensão engrandece e envelhecemos anos num piscar de olhos. Antigas memórias resguardam o nome de um indivíduo que não mais existe. O aprendizado na vida vem a passos largos, lentos. Difícil é conter a ansiedade para ver a parede de tijolos edificada. No caminho, uma…

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