Angola não é a Venezuela. Angola não é a Coreia do Norte. Angola não é a Grécia. Mas Angola pode aprender com o seu irmão europeu. Estamos falidos. Na bancarrota. É preciso dinheiro e mudar tudo, e que este venha do FMI e não da China, Israel, Rússia ou até dos cínicos alemães.

Por Brandão de Pinho

Quando um cidadão não tem dinheiro nem disciplina ou sabedoria para o vir a ganhar ou, sequer, para ter as condições mínimas de dignidade para se propor a um trabalho para receber o vil metal, duvido que alguém lho empreste, a não ser que o obrigue a trabalhar duramente, poupar com avareza e cumprir prazos de uma eventual devolução em prestações. Mulheres, cerveja e comer fora de casa estão fora de questão. Caso contrário tornar-se-á num marginal independentemente do seu potencial.

Assim está Angola. É uma coisa séria e que deveria preocupar os angolanos, que já agora, livro por livro, mais valeria a Constituição do que a, como costumo dizer num belo trocadilho, a apófrica e apócrifa Bíblia – que pode ser um instrumento para anestesiar o povo quando nas mãos de seitas pseudocristãs e que já dominam, EUA, Brasil e muitos países de África.

Das poucas coisas que Marx disse com juízo – pois na primeira estão escarrapachados todos do direitos do povo e deveres do governo e na segunda histórias de embalar se bem que interessantes do ponto de vista histórico.

Se João Lourenço for um Homem sério e patriota e não um homenzito cobarde e pulha terá a desculpa perfeita e a sua única chance para varrer toda a escumalha, quer no Partido, quer no Governo e Instituições Públicas, quer nas Forças Armadas, quer no que mais for.

O petróleo está a subir e os ventos da economia mundial -enquanto o contumaz do Trump não cometer nenhuma alarvidade – sopram de feição.

Vai haver fome, mas também já havia; a saúde vai piorar, mas estava já tão má…; vão morrer pessoas e o crime, mais o pequeno do que o institucional, irá disparar a pique. Mas vai valer a pena porque a alma dos angolanos não é pequena.

A Economia não é uma ciência exacta, é pouco mais que cartomancia ou feitiçaria – sobre a qual, dando umas no cravo e outras na ferradura, até o Papa Bento XVI, e não me esqueço de duas coisas que opinou avisadamente justamente na terra das palancas negras: “… não se poder superar o problema da SIDA em Angola só com dinheiro, embora necessário, se não houver vontade dos angolanos…” pois disse, talvez bem, que “…através da isolada e simples distribuição de preservativos até se poderia aumentar esse problema…” e, também afirmou em Março de 2009, o emérito, sagaz ao ponto de reconhecer-se incapaz, e, pensador, dizem que genial, Sumo Pontífice Teutónico, quando esteve cá, onde celebrou o 500.º aniversário da evangelização do país, o dever de instar os católicos a converter os crentes na mais ou menos endémica Feitiçaria, tendo condenado estas práticas ainda presentes em alguns nichos angolanos.

Mas não sendo exacta, a Economia ou Ciências Económicas como certamente Adam Smith e John Locke pretenderiam e teorizaram, pelo menos vai aprendendo com os erros como admitiu, no caso de Portugal, o próprio FMI nas pessoas daquele triunvirato dos quais fazia parte um etíope, no sentido em que houve um exagero em Portugal que Passos Coelho ainda mais super-relativizou, que estrangulou a economia e faliu milhares de empresas, dando uma folga à esquerda lusitana para fazer uma geringonça nas eleições depois da sua saída, e disparar o crescimento devido à convergência de vários factores e certamente por mérito também.

Haja oposição unida em Angola. O adversário é forte pelo que é preciso uma só voz de comando. Falem com o António Costa e com a Catarina Martins.

Quem sobreviveu ficou mais forte. Quem perdeu emprego teve que inovar ou emigrar, mas Angola é tão rica e vasta que se tratará mais de migrar. Quem comia muito passou a comer menos, nalguns casos até mais saudavelmente. Quem saía muito à noite passou a ficar em casa, a reforçar laços familiares.

Estamos falidos. Na bancarrota. É preciso dinheiro e mudar tudo, e que este venha do FMI e não da China, Israel, Rússia ou até dos cínicos alemães.

Ex. Mos Srs. E Sr.ªs do FMI, exorto-vos: para Angola e em força, como disse uma vez aquele cujo nome não se pode pronunciar.

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