Na (med)ida do (im)possível

A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves, disse num encontro do FMI que as principais prioridades a curto prazo são impedir um colapso do sistema de saúde e garantir a sustentabilidade da dívida. E assim se vai, uns cantando e rindo, outros morrendo quando estavam quase a saber viver sem comer. “A primeira prioridade é sobreviver, preservar a vida tanto quanto possível e assegurar que o sistema de saúde não colapsa, e depois manter a sustentabilidade da dívida, que são os nossos principais pilares da estratégia a curto prazo”,…

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Pára-quedas chamado “fiado”

O gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) estima que a economia angolana registe uma recessão superior a 5%, salientando que sem o apoio dos bancos multilaterais o país entraria inevitavelmente em incumprimento (default). Os pobres dos países ricos continuam a sustentar os ricos dos países (mais ou menos) pobres. “A s nossas próprias estimativas são mais pessimistas do que as do FMI, apontando para uma quebra possivelmente superior a 5% dos sectores petrolífero e não petrolífero”, lê-se na Nota Informativa sobre a terceira revisão do Fundo Monetário…

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O fiado sempre alivia

A reestruturação da dívida alivia a pressão sobre as contas angolanas, mas “é preciso pagar este empréstimo” e não se sabe exactamente em que condições, disse o economista Carlos Rosado de Carvalho, mostrando-se preocupado com a (monstruosa) divida à China. Como está “escrito” no ADN no partido que nos (des)governa há 45anos (o MPLA), o importante é pedir fiado para encher do bom e do melhor as “Lojas dos Dirigentes”, deixando a dívida para ser paga pelos autóctones, habituados que estão a frequentar as vazias “Lojas do Povo”. A ministra…

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Com o adubo “MPLA” tudo
(o que não deve) cresce

A agência de notação financeira Moody’s estima que Angola enfrente uma recessão de 3,3% do Produto Interno Bruto e que a dívida pública suba para 120% este ano, com as métricas de crédito a deverem deteriorar-se significativamente. Nada de novo. O MPLA responde: siga a farra que alguém há-de dar-nos… fiado. De acordo com a análise económica ao país governado há 45 anos pelo MPLA, divulgada no seguimento da descida do ‘rating’, na semana passada, os analistas escrevem que “o perfil de crédito de Angola é prejudicado pela moldura institucional…

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China “compra” o MPLA

O economista Carlos Rosado de Carvalho considera que Angola não tem margem para pagar a dívida à China e que sem um acordo com o gigante asiático terá de haver “cortes muito violentos” na despesa. Pequim poderá assim alterar um paradigma com 45 anos. Desde 1975 que se dizia que o MPLA é Angola e que Angola é (d)o MPLA. Agora vai, talvez, acrescentar-se que o MPLA é da China. Em declarações à Lusa na sequência do anúncio de um acordo entre a China e vários países emergentes para uma…

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No não pagar é que está o ganho

Zahabia Gupta, analista da Standard & Poor’s, agência que manteve o rating de Angola em CCC+ (terceiro nível mais baixo da escala de avaliação), disse à Lusa que a previsão de crescimento de 3% da economia angolana para 2021 assenta em preços mais elevados do petróleo e mais investimento. Como há avaliações para todos os gostos… “A nossa previsão de crescimento de 3% para 2021 leva em conta os efeitos de uma contração de 5,5% que antevemos para este ano”, respondeu Zahabia Gupta, quando questionado sobre o facto de a…

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Quem (nos) perdoa nosso amigo é

Angola poderá deixar de pagar 2,6 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) em pagamentos de dívida só este ano, o que corresponde a 3,1% do Produto Interno Bruto do ano passado. A Fitch Ratings considera que Angola será o país mais beneficiado com uma possível extensão da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) do G20, podendo “poupar” 4,3% do PIB só este ano. “D e acordo com os dados dos pagamentos devidos, publicados pelo Banco Mundial, só cinco dos 22 países que a Fitch avalia…

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Queda livre e catastrófica

Nestes últimos seis meses, a degradação da economia atinge níveis sem precedentes. O executivo angolano dá preferência à China, mobiliza para rever o orçamento e prevê 45,5% de financiamento com receitas fiscais. É preciso coragem, sacrifício e criatividade para recuperar, instaurar uma era de investimentos sustentáveis, de crescimento para durar… Por José Marcos Mavungo (*) Está a causar uma certa agitação em Angola as consequências do surto da pandemia do coronavírus e da recente decisão da Arábia Saudita, no dia 11 de Março de 2020, sobre o aumento da produção…

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Ser caloteiro compensa?

O director de políticas públicas da organização não-governamental Comité para o Jubileu da Dívida (CJD), Tim Jones, defende que o Fundo Monetário Internacional devia ajudar Angola na reestruturação da dívida e criticou a utilização da ajuda das multilaterais para pagar aos privados. “A ngola tem um enorme peso da dívida, incluindo a credores privados internacionais, e precisa de reestruturar significativamente essa dívida, mas receio que só vai fazer o mínimo dos mínimos para conseguir continuar a fazer os pagamentos”, disse Tim Jones em declarações à Lusa, na véspera da reunião…

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Crescer para… baixo

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, defendeu um aumento da transparência sobre a dívida pública a nível mundial e deu como (mau) exemplo (só podia!) Angola, um país onde aferir a totalidade dos compromissos financeiros “é um grande desafio”. “P recisamos que os credores e os devedores evitem violações da cláusula de não compromisso nas nossas relações; por exemplo em Angola estamos a aliviar as hipotecas, libertar colateral e reparar a fissura aberta na cláusula de não compromisso relativa ao Banco Mundial [impossibilidade de contrair nova dívida que diminua…

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