A conferência de imprensa, em Lisboa, do Presidente João Lourenço, foi hoje interrompida por uma órfã dos massacres, ou genocídio, do 27 de Maio de 1977, que tentava recitar um poema em memória dos pais, vítima da repressão ordenada por Agostinho Neto, presidente do MPLA. Por Orlando Castro (*) O Presidente angolano, João Lourenço, permitiu a intervenção, mas não autorizou que declamasse o poema, considerando, pouco depois, questionado pelos jornalistas, que o caso de 27 de maio de 1977 é “um dossiê delicado” que ainda apresenta “feridas profundas” na sociedade.…
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Infame cobardia de quem
Alertem a ERCA…
Queremos alertar a ERCA (Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana) – sucursal do MPLA – que um jornal oficial do regime publicou esta fotografia de uma estrada de Angola, que é a via para o desenvolvimento de Mbanza Congo, município do Cuimba, província do Zaire. Por Veríssimo Kambiote Esta metáfora é muito mais cáustica do que muitas metáforas humorísticas publicadas nas redes sociais, como críticas construtivas para a melhoria da qualidade de vida no nosso país. A ERCA deveria estar mais atenta a estas fotografias, piores que as caricaturas das…
Leia mais“Game” (no MPLA) está violento e arrasta o país
O Presidente João Manuel Lourenço assumiu a Presidência da República, em Setembro de 2017 e a liderança do MPLA em Setembro de 2018. Um ano de letargia funcional, a separar as duas datas, destaparam a lógica do paradigma partidocrata, instituído de não se poder desempenhar as altas funções no Estado, sem as do partido no poder. Por William Tonet O país ficou parado. Perdeu. Mas João Lourenço movimentando-se, na calada, do submundo ideológico, foi removendo entulhos, derrotando o maior: a bicefalia. Ganhou. A tese de partilha de poder, de independência…
Leia maisA melhoria das “ralações”
Nós nunca tivemos problemas de “ralações” bilaterais, com os portugueses, os angolanos ou com outros “eses” e “anos”, para termos necessidade de apaziguar e mudar comportamentos e atitudes. Também temos a certeza de que os angolanos e os portugueses de bom senso não tiveram problemas de “ralações” depois de reconhecida a dependência de Angola do MPLA, sem reconhecerem os cambalachos. Por Domingos Kambunji O que sabemos é que, muito recentemente, os que pensam ser donos das mentalidades, manipuladores de opiniões, em Angola e em Portugal, envolveram-se em grandes makas, especialmente…
Leia maisQuase todos os sipaios aplaudiram o… Patrão
O presidente da Assembleia da República de Portugal, o socialista Ferro Rodrigues, saudou hoje o Presidente angolano, João Lourenço, “pessoalmente, pela sua coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”, na recepção ao chefe de Estado que visita Portugal até domingo. Por Orlando Castro Com a excepção não unânime do Bloco de Esquerda, todos os partidos aplaudiram o discurso de João Lourenço, um Presidente que se tivesse a sorte de ter José Sócrates como primeiro-ministro de Portugal seria, com certeza, tratado da mesma forma como foi…
Leia maisLourenço acomodado
com os poderes imperiais
Em 2010 aprovou-se a actual Constituição que densamente contempla liberdades e garantias fundamentais, o que suscitou elogios de académicos, entre os quais o do actual presidente de Portugal, o professor Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente chegou mesmo a dizer que a Constituição era “muito ambiciosa” durante um evento em Luanda subordinado ao tema “Os grandes desafios da nova Constituição da República de Angola”. Por Sedrick Carvalho À altura, “ti Celito”, como é carinhosamente apelidado em Angola, já tinha a reputação de prestigiado constitucionalista e professor, por isso se fez…
Leia maisJoão Lourenço não paga.
Mas manda em Portugal!
João Lourenço visita Portugal com uma postura tão arrogante, tão seguro de si, que certamente nenhum político português terá a ousadia de lhe perguntar quando é que o Estado angolano paga os cinco mil milhões dólares que Angola deve a Portugal. Por Paulo de Morais (*) Esta dívida foi originada com os sucessivos desfalques no Banco Espírito Santo (Angola) – BESA, resultantes de créditos concedidos, sem quaisquer garantias, a dignitários do MPLA antes de 2014. Um dos grandes beneficiados foi justamente João Lourenço, que agora parece ter-se esquecido das dívidas…
Leia maisMerecida estrela Michelin para a culinária da… Lusa
(Quase) todos os jornalistas (sobretudo portugueses e angolanos) estão voluntariamente proibidos, ao abrigo de critérios editoriais (forma simpática para traduzir a censura dos donos dos jornalistas e dos donos dos donos) de falar sobre os crimes, erros, falhanços, mentiras etc. cometidos pelo regime do MPLA, desde Agostinho Neto a João Lourenço, passando de José Eduardo dos Santos. Por Orlando Castro A esmagadora maioria do que aparece na comunicação social (jornalismo é outra coisa) sobre este assunto resulta da reprodução pura e simples do que a Lusa põe em linha e…
Leia maisUrge que o Povo lute, lute sempre pelos seus direitos
O ponto de ordem, de hoje, deve-se à adaptação, intencional, de uma brilhante visão textual, vertida, por um, não menos, excelente “opinion maker” brasileiro, que dedilhou as desconexas políticas de políticos, umbilicalmente ligados à corrupção, institucionalizada, que grassa, nos corredores do poder, corroendo os caboucos de qualquer país. Angola não foge ao epicentro. Por William Tonet Dessa prática irracional, o povo (em vez de ser o que mais ordena) é o que mais sofre e paga, em cada novo ciclo, de controlo da máquina administrativa do poder de Estado, na…
Leia maisReconciliação nacional
Acabámos de ler um artigo onde é citado o investigador angolano Eugénio Costa Almeida, defendendo uma comissão de reconciliação nacional sobre os fuzilamentos do 27 de Maio. Apoiamos a sugestão mas consideramos que ela peca por defeito. Por Domingos Kambunji Algo de muito importante já se iniciou em Angola no sentido de reconhecer o mérito para a independência nacional de verdadeiros heróis da nossa terra, nas homenagens do dia 11 de Novembro deste ano. Todavia pensamos ser hipocrisia a ideia de colocar esses heróis num patamar igual ou inferior ao…
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