O velho, o menino e o burro

Decerto o amigo leitor estará familiarizado com a fábula ou o conto popular d’ “O velho, o menino e o burro” que tal como todas as histórias e narrativas, ou mitos e religiões não são de todo originais mas sim cópias, ligeiramente modificadas e quiçá melhoradas, de protótipos de outros tempos, de outros lugares, enfim, de outros mundos e realidades. Por Brandão de Pinho É muito normal quando se fala de uma ciência ou tecnologia ou o que for, fazer um enquadramento histórico, e poucas vezes não há como não…

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Reconciliação nacional

Acabámos de ler um artigo onde é citado o investigador angolano Eugénio Costa Almeida, defendendo uma comissão de reconciliação nacional sobre os fuzilamentos do 27 de Maio. Apoiamos a sugestão mas consideramos que ela peca por defeito. Por Domingos Kambunji Algo de muito importante já se iniciou em Angola no sentido de reconhecer o mérito para a independência nacional de verdadeiros heróis da nossa terra, nas homenagens do dia 11 de Novembro deste ano. Todavia pensamos ser hipocrisia a ideia de colocar esses heróis num patamar igual ou inferior ao…

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Um só partido, o MPLA. Um
só herói, Agostinho Neto

O ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, que esteve presente na homenagem a Agostinho Neto no âmbito das comemorações dos 43 anos de poder absoluto do MPLA em Angola, sublinhou que o país procura garantir melhores condições de vida da população, para honrar os esforços de todos aqueles que lutaram pela Independência Nacional e pela liberdade. Por Norberto Hossi A Angola do MPLA continua a ser (re)construída à imagem e semelhança do MPLA, como se fosse um regime de partido único. E, de facto – que não de jure…

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MPLA afinal reconhece
seis heróis… nacionais!

O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social angolano destacou hoje as reformas em curso em Angola, que estão a trazer “maior credibilidade” ao país, o que irá facilitar o desenvolvimento económico e social. Enquanto isso não acontece, continuamos com o rótulo, e o “proveito”, de país altamente corrupto, que tem 20 milhões de pobres e em que a malária é a principal causa de morte. Discursando em Ondjiva, capital da província do Cunene, onde decorreu o acto central da celebração da independência, obtida a 11 de Novembro…

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A eterna tese do MPLA:
Só os nossos são bons

O aeroporto doméstico do Luau, no Moxico, inaugurado em Fevereiro de 2015 pelo então Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, foi baptizado com o nome do general Rafael Sapilinha Sambalanga. Oficialmente a opção deveu-se ao facto deste antigo combatente (das FAPLA/MPLA) ter dado um forte contribuído, com o espírito patriótico e revolucionário, à luta de libertação nacional de Angola. Nos últimos anos o general Sapilinha Sambalanga exerceu as funções de Inspector-Geral das Forças Armadas Angolanas (FAA). Natural do município da Cameia (Moxico), o general Sapilinha Sambalanga, exerceu…

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À espera que Angola seja um Estado de Direito

Dois dos filhos de Jonas Savimbi, residentes em Paris, disseram à Lusa que a família vai voltar a pedir ao Governo angolano “um funeral digno”, 15 anos depois da morte do líder histórico da UNITA. “V amos sempre fazer o pedido até que um dia aceitem e nos dêem os restos mortais. Gostaríamos de fazer um funeral digno na terra dele, na terra natal”, explicou Helena Savimbi, sublinhando que o pai “sempre quis ser enterrado” numa aldeia do município de Andulo, na província do Bié. O outro filho, Aleluiah Savimbi,…

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Estranho “apelo” aos jovens

Estranhamente (ou talvez não), o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pediu aos jovens que façam tudo para o derrubar. De facto, ao pedir aos jovens para seguirem o “exemplo” dos heróis da luta de libertação (acabar com o colonialismo e com a ditadura portuguesa) está a dizer para lhe darem xeque-mate. Ou não fosse ele o líder do novo colonialismo e um ditador.

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Um só partido, dois heróis

Em Setembro de 2009, o então ministro da Educação de Angola, Burity da Silva, afirmou que “a construção da angolanidade deve ser edificada com a participação de todas as culturas existentes, sem critérios estereotipados de exclusão”. Por Orlando Castro P rova dessa tese, segundo o regime, continua a ser a comemoração do Dia do Herói Nacional em homenagem, pois claro, a António Agostinho Neto. Com 40 anos de independência, Angola continua a ser o MPLA e o MPLA continua a ser Angola. Foi assim, é assim e – pelos vistos…

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