Reconciliar não significa apagar a verdade

As certidões de óbito de Salupeto Pena, Jeremias Kalandula Chitunda, Adolosi Paulo Mango Alicerces e Eliseu Sapitango Chimbili, dirigentes da UNITA assassinados em 1992 quando o MPLA queria decapitar a UNITA, foram entregues ontem, em Luanda, pelo Executivo, aos respectivos familiares. O acto, que decorreu no Multiuso do Kilamba, enquadra-se no processo de implementação do que o MPLA chama Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) ocorridos entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002. O coordenador do Grupo Técnico Científico do…

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Chissole Mingas, leia! Leia o Folha 8

As filhas de Nito Alves, apontado pela propaganda do regime angolano, liderado há 45 anos pelo MPLA, como o cabecilha de uma tentativa de golpe de Estado em Maio de 1977, e de Saidy Mingas, ambos assassinados pelas forças de segurança do MPLA sob as ordens directas e inequívocas de Agostinho Neto (o único herói nacional segundo o MPLA), dizem que podem perdoar aos autores dos massacres de milhares e milhares de angolanos, mas lamentam não ter tido a possibilidade de crescerem com os respectivos pais. Eunice Alves Bernardo Baptista,…

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Assassino continuará intocável

O Governo angolano, há 45 anos no Poder e formado pelo MPLA, prevê entregar, esta semana, às primeiras famílias, os restos mortais de pessoas que morreram durante os conflitos políticos registado no país entre 1975 e 2002, informou hoje o coordenador do processo. A informação foi avançada pelo coordenador da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (Civicop), o ministro Francisco Queiroz, após uma visita à base central da Comissão de Averiguação e Certificação de Óbitos das Vítimas dos Conflitos Políticos (Cavicoip), localizada no Pavilhão Multiusos do…

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Um assassino que é herói… do MPLA

O Governo angolano (há 45 anos formado pelo MPLA) vai realizar pela primeira vez, em 44 anos, para assinalar o 27 de Maio de 1977, que segundo o regime foi uma tentativa de golpe de Estado, mas que de facto foi o massacre de milhares e milhares de angolanos (do MPLA) por ordem do assassino Agostinho Neto, que o MPLA considera o seu eterno e venerado herói. Por Orlando Castro (*) Segundo o programa de Homenagem às Vítimas dos Conflitos Políticos, estão previstos dois momentos no dia 27 de Maio,…

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Dois anos a irreconciliar a reconciliação

Angola é hoje um país onde os mandões do regime não se inibem de protagonizar atropelos às liberdades e aos direitos fundamentais quando sentem os seus interesses em perigo. É preocupante o incremento de actos de barbárie contra pacatos cidadãos. O regime continua a sonhar uma estátua com cabeça de ouro e pés de barro. Por José Marcos Mavungo (*) Este mês de Abril leva 2 anos desde que foi criada a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (CIVICOP) pelo Presidente…

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MPLA ignora genocídio de 27 de Maio

A “Plataforma 27 de Maio” suspendeu a sua participação nos trabalhos da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), por não terem obtido resposta aos pedidos apresentados pelos representantes das vítimas. A decisão, tomada por unanimidade, na reunião extraordinária do dia 7 deste mês pela Associação 27 de Maio, Associação M-27 e o Grupo de Sobreviventes do 27 de Maio, que constituem a “Plataforma 27 de Maio”, foi hoje divulgada. Numa nota, o grupo refere que o Governo e o Movimento…

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Só os criminosos idolatram os genocidas

A Plataforma 27 de Maio defende que o presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de mais alto representante da nação e do partido do poder há 45 anos, MPLA, deve pedir desculpas públicas às milhares de vítimas dos massacres ordenados por Agostinho Neto em “27 de Maio de 1977”. Por Orlando Castro (*) A proposta foi apresentada na reunião da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), altura em que foi feito um balanço de 2020, e contribui, segundo João Saraiva de Carvalho, ele próprio órfão…

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Não brinquem com as vítimas, Sr. Ministro

Em entrevista dada ao “Jornal de Angola”, a 28 de Maio, o Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, volta a abordar o tema do 27 de Maio, repetindo incessantemente os mesmos argumentos ofensivos, ainda assim, sempre coerentes com a história e linha de actuação do regime de partido único, que foi e continuará a ser a cleptocracia/autocracia do MPLA. Por Francisco Valles No início da sua entrevista encontra as raízes do terrorismo de Estado, que caracterizou esses tempos, no contexto do mundo bipolar, pelo passado colonial e…

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27 de Maio, nunca mais

Ascensão de Neto ao poder as causas longínquas do fraccionismo. (…) Segundo fontes seguras, em meados do ano de 1962, dois antigos militantes do Partido Comunista português (PCP)[1], o angolano Agostinho Neto e o guineense Vasco Cabral, saem clandestinamente de Portugal com o apoio do partido, a bordo dum iate que os leva até à costa do Marrocos (Dalila Cabrita & Álvaro Mateus, Purga em Angola, ASA, página 28). Segundo uma outra fonte, a bordo do barco de recreio que os transportou, conduzido por Nogueira, um oficial da marinha portuguesa…

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Governo não aprende

Já foi votada a nova lei que se inscreve no Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos. Mas o regime não se deixa ensinar pelos tumultos da história destes últimos 45 anos e criar as condições de reconciliação. Talvez o executivo devesse ouvir Nelson Mandela. Por José Marcos Mavungo (*) Esta quinta-feira, 21 de Maio, os deputados angolanos votaram a Lei do Regime Especial de Justificação de Óbitos ocorridos no país na sequência do longo conflito armado desde 1975, em especial dos crimes de Maio de 1977…

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