O Governo angolano prevê no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018 despesas e receitas de 9,6 biliões de kwanzas (48,8 mil milhões de euros) e um crescimento económico de 4,9%, segundo a proposta que deu entrada hoje no Parlamento. A proposta de Orçamento para 2018, entregue na Assembleia Nacional pelo ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, prevê igualmente um défice de 2,9%, devendo a discussão parlamentar sobre o documento ter início a 5 de Janeiro, com votação até 15 de Fevereiro. Em declarações…
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Crescer 4,9% em 2018
Inflação? Apenas 25%…
A taxa de inflação em Angola acelerou 1,02% entre Outubro e Novembro, o valor mensal mais baixo do último ano, mas com o acumulado a 12 meses ainda a rondar os 25%, longe das previsões do Governo. De acordo com o relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano sobre o comportamento da inflação, divulgado hoje, este registo contrasta com o pico de 2017, entre Setembro e Outubro, período em que os preços em Angola aumentaram 2,39%. O pico da inflação mensal em Angola nos últimos anos registou-se em…
Leia maisViva o clã Dos Santos. Ámen!
O Fundo Soberano de Angola (FSDEA), dirigido por José Filomeno do Santos, filho de sua majestade emérita (José Eduardo dos Santos) alcançou, em 2016, um resultado líquido de 44 milhões de dólares (36,8 milhões de euros) e uma redução de despesas operacionais de 40% comparativamente a 2015. E m comunicado de imprensa, o FSDEA refere que foi realizada, pelo quarto ano consecutivo, uma auditoria pelas empresas Deloitte e Touche, que realça o alcance de lucros, pela primeira vez, em menos de quatro anos do início das operações, em Outubro de…
Leia maisSem o FMI mas com o… FMI
O recurso a financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) “não faz parte da agenda” de Angola, garante o ministro das Finanças, Archer Mangueira (foto). “Não faz parte da nossa agenda. O nosso plano de endividamento foi aprovado, divulgado e é público”, disse o ministro. Até Março, Angola já tinha angariado 1.000 milhões de euros em dívida pública emitida em 2017, com juros de 24% a um ano. Recorrer a financiamento do FMI permitiria ter acesso a taxas de juro mais baixas, mas implicaria um maior controlo do organismo internacional sobre…
Leia maisDesvalorizar o kwanza e facilitar acesso ao dólar
A consultora BMI Research considerou hoje que o Banco Nacional de Angola deverá desvalorizar a moeda nacional de forma faseada no final deste ano e alargar o acesso à taxa de câmbio oficial. “E m Angola, acreditamos que o banco central vai fazer uma série de pequenas desvalorizações do kwanza mais no final deste ano, mas a recuperação dos preços do petróleo vai fazer com que os ajustamentos sejam relativamente limitados no seu âmbito”, lê-se numa nota de análise à política monetária do maior produtor de petróleo da África subsaariana.…
Leia maisEstão a (discri)minar África
A presidente da Sonangol, Isabel dos Santos, considerou numa conferência na London School of Economics que o continente africano tem estado excluído dos mercados financeiros e que há muita discriminação no acesso ao financiamento. De quem será a culpa? Terá alguma coisa a ver com a idoneidade? “H á cada vez mais bancos em África, e principalmente há bancos que estão em vários países, criando uma verdadeira rede bancária africana, mas enquanto empreendedora, sinto que África foi excluída das instituições financeiras, do sector bancário, do acesso ao financiamento”, disse a…
Leia maisEm defesa do perdão económico e financeiro
Considerando que as grandes potências globais nunca estiveram conformadas com o direito a livre escolha de orientação politica do povo Angolano. E acima de tudo isto, estavam os seus interesses, portanto a guerra em Angola foi também uma colisão dos interesses externos. Por António Marcelo Domingos (*) Extremos representados pelo que eu chamo como teoria dos dois triângulos, por uma lado o triângulo constituído pela UNITA, a ex-racista África do Sul, e os Estados Unidos em defesa da democracia e a implementação da economia de mercado, por outro lado o…
Leia maisAngola é (claro!) Luanda
– O resto? Um dia se verá…
Este deverá ser, pelo menos é isso que está estabelecido, ano de eleições em Angola. Assim, mais uma vez, os ministros e restantes membros do governo mostram que é altura de ter ideias, de vender promessas, de explicar que são capazes de fazer, agora, o que não fizerem em 41 anos de independência e em 15 de paz total. Hoje o ministro das Finanças de Angola tirou da cartola mais um anúncio. Anunciou um novo modelo de arrecadação de receitas para a capital, Luanda, que vai permitir – diz ele…
Leia maisGoverno não cruza os braços
Finalmente o ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, descobriu a pólvora (ou terá sido a pedra filosofal?) para pôr o país no rumo certo e na velocidade ideal. Ou seja, defende o desenvolvimento sustentável do sector económico. E ainda ninguém se tinha lembrado disso… Por Óscar Cabinda Archer Mangueira defende a necessidade de se potenciar a receita fiscal e melhorar a qualidade da despesa pública para contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia e da sociedade. Como se vê o ministro não dorme em serviço. Essa de potenciar a…
Leia maisTudo à medida dos mesmos
O Estado angolano precisa de captar 3,5 biliões de kwanzas (19,6 mil milhões de euros) em endividamento no mercado interno este ano, através dos bancos e com a entrada de fundos, admitindo uma descida nas taxas de juro. O anúncio foi prestado hoje pelo director da Unidade de Gestão da Dívida (UGD), Osvaldo João, após a apresentação, em Luanda, do Plano Anual de Endividamento do Estado, que prevê para este ano necessidades brutas de financiamento no mercado na ordem dos 4,667 biliões de kwanzas (26,4 mil milhões de euros), nomeadamente…
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