O ex-primeiro-ministro angolano Marcolino Moco propõe aos angolanos a alternativa “da cidadania, da intervenção social”. Entre a continuação do regime, que considera marcado pela “arrogância” e o nepotismo, e uma revolução violenta, como as do norte de África. Marcolino Moco, que foi também o primeiro secretário-executivo da CPLP, considera que a sua alternativa, que frisou não ser um manifesto político-partidário, pode devolver a Angola a utilidade da política enquanto instrumento de desenvolvimento e não de projecto personalizado, como considera estar a ser actualmente desenvolvida. “A primeira alternativa é esta presente,…
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Ter razão antes do tempo
Desejos para o novo ano
A chegada de um novo ano, para alguns, é o momento aproveitado para um balanço, quase sempre melancólico e introspectivo sobre aquele que acaba de terminar. Um balanço onde muitos tentam perceber os erros que cometeram, ou que ajudaram a cometer, para os não voltar a repetir naquele que acaba de se iniciar. Não é o caso, obviamente, do regime de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos que, como se sabe, não comete erros e não ajuda a cometer erros. Daí a justa designação de ele ser o…
Leia maisTribunal Supremo come
e cala-se… se quer comer
O Tribunal Supremo de Angola, como esperado e de acordo com as instruções superiores, indeferiu a acção de 12 advogados angolanos contra o Presidente da República (há 37 anos no poder sem nunca ter sido eleito), que nomeou em Junho a sua filha Isabel dos Santos para presidente da petrolífera do regime Sonangol. Por Orlando Castro O porta-voz do grupo de advogados, David Mendes, disse que vão interpor recurso, realçando que não concordam com a fundamentação do acórdão, com cerca de 37 páginas. Mais uma vez, embora seja normal que…
Leia maisAvante Angola… para trás
Um dia destes estivemos a reler, com bastante atenção, separando a emoção, o hino Angola Avante. A letra pela qual o Manuel Rui sente tanto orgulho, para além de estar completamente ultrapassada, em termos da realidade angolana, é, poeticamente, muito pouco rica, para não dizer pobre. Por Domingos Kambunji Não é de admirar o fraco valor poético. A ideologia sobrepõe-se à poesia e, quando assim é, a poda passa de moda. A maioria dos hinos nacionais em todo o mundo apelam à guerra e ao sangue, quando os dirigente políticos…
Leia maisA guerra e o atraso de Angola
O discurso oficial da ditadura angolana atribui o atraso do país à guerra. A guerra foi responsável por uma total devastação, e por isso o país tem demorado muito tempo a erguer-se e a recuperar. Por Rui Verde (*) Ainda agora o governador do Malange fez eco desse pensamento quando num discurso afirmou: “Agostinho Neto, independência nacional, José Eduardo dos Santos, paz, reconciliação nacional e reconstrução nacional até às bases do desenvolvimento, e João Lourenço, desenvolvimento e prosperidade.” Esta tripla estratificação explicaria por que razão o mandato de José Eduardo…
Leia maisEstatísticas eufemísticas do re(i)gime ditatorial
Foram publicadas, recentemente, estatísticas sobre a mortalidade infantil, efectuadas pelo governo do re(i)gime angolano. Os dados são tão brilhantes e cintilantes que quase nos querem convencer de que o governo de José Eduardo dos Santos foi capaz de ressuscitar os muitos milhões de mães e crianças pobres abandonadas que morreram durante os seus 37 anos como ditador. Por Veríssimo Kambiote Esta divulgação de resultados trouxe-nos à memória um acontecimento cómico, a propaganda de um sindicato comunista acerca da adesão a uma greve que convocou e teve fraca adesão por parte…
Leia mais“Mesmo com guerra, Kabila será obrigado a sair”
A República Democrática do Congo (RDC) está mergulhada num conflito político que se tem agravado desde o término oficial do mandato presidencial de Joseph Kabila, ocorrido na segunda-feira última, dia 19. Por Sedrick de Carvalho No dia seguinte, 20, pelo menos 19 pessoas morreram durante distúrbios onde forças policiais dispararam contra manifestantes que exigiam a saída imediata do presidente no poder. Dados da ONU local apontam que, para além das mortes, mais de 45 pessoas ficaram gravemente feridas. No dia 23 de Outubro mais de 20 indivíduos congoleses democráticos em…
Leia maisEles gozam com os pobres
José Eduardo dos Santos, o presidente nunca nominalmente eleito e no poder há 37 anos, desejou hoje que os actores políticos, que exercem funções delegadas num país que não é uma democracia nem um Estado de Direito, “façam prova de grande maturidade e responsabilidade” nas eleições gerais previstas para Agosto de 2017. Por Orlando Castro Na sua qualidade de majestade plenipotenciária do reino, José Eduardo dos Santos, recebeu cumprimentos de fim de ano de um vasto exército de bajuladores, começando nos membros do seu Governo, da justiça, deputados, entidades da…
Leia maisDiscurso vazio, guerreiro e
(é claro!) discriminatório
A maioria dos angolanos esperava um discurso ousado, inovador, diferente, mas foi surpreendido quando João Lourenço, o candidato a candidato de alguma liderança, abriu a boca. Debitou palavras, frases descontínuas, atrasadas no tempo, embrulhadas no vermelho e preto da mentira “sessentista”. Por William Tonet e Orlando Castro 60 anos de um ente, sem pai, mãe, nem documento de nascimento. Tudo batota! Vergonhosa batota histórica. Por esta razão, ouvir João Lourenço foi como escutar o “mama dji” de Nagrelha: NADA! Não conseguiu mostrar desenvoltura intelectual, capaz de galvanizar as bases, tão…
Leia maisToca a levantar a mão que o grande chefe está a ver
O MPLA, que fez hoje passar na Assembleia Nacional de Angola o Orçamento Geral do Estado para 2017, considera que o documento reflecte os “superiores anseios” dos cidadãos, apesar do contexto económico e financeiro internacional ainda sombrio. Concordamos. Superiores anseios dos poucos que têm milhões e não dos milhões que têm pouco… ou nada. Numa declaração de voto, o líder da bancada parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, disse que as contas públicas angolanas se mantêm equilibradas e o país vai continuar a crescer. Só não vê isso quem…
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