A corrida à liderança do MPLA ganha contornos cada vez mais tensos e reveladores de um partido dividido entre o discurso de renovação e a prática de continuidade. Hoje, em comunicado divulgado nas suas redes sociais, Higino Carneiro reafirmou a sua intenção de se candidatar à Presidência dos camaradas, numa altura em que a subcomissão de recepção de candidatura da Comissão Preparatória do partido informou ainda não ter recebido formalmente qualquer processo sobre o assunto. Por Geraldo José Letras intenção do também general coloca, inevitavelmente, em confronto directo a sua…
Leia maisEtiqueta: alternativa
ENTÃO CAMARADAS, COMO VÃO? VAMOS (FICAR) MAL…
A Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma política angolana na oposição (se o MPLA deixar), considerou hoje o que o Folha 8 tem dito ao longo dos últimos meses. Ou seja, que 2021 foi o “ano do reforço do autoritarismo”, em que o regime angolano “capturou e colocou exclusivamente ao seu serviço todos os órgãos de justiça”. Para a FPU, 2021 é o ano em que no plano político se assistiu às ancestrais e atávicas manobras do regime com vista “ao assassínio da democracia multipartidária e à inviabilização de quaisquer garantias…
Leia maisANGOLA TEM ALTERNATIVAS AO PETRÓLEO
Manuel Nunes Júnior, Ministro de Estado para a Coordenação Económica, afirmou no dia 29 de Abril – quase parecendo ter descoberto a pólvora – que o Governo quer um maior envolvimento do sector florestal para acabar com a dependência do petróleo. Em 18 de Fevereiro de… 2015 o Folha 8 escrevia: Angola tem à mão de semear alternativas ao petróleo. É preciso ter uma monumental paciência para aturar estes génios de pacotilha. Hoje, reproduzimos o artigo então publicado, de que é autor Carlos Pinho, um angolano que (como outros) o…
Leia maisPRA-JA, lagosta em Luanda
ou mandioca no Bailundo?
Por acreditar no mensageiro e respeitar a mensagem, impõe-se que pergunte a Abel Chivukuvuku, hoje, aqui e agora, a propósito da formação do Partido do Renascimento Angolano – Juntos por Angola (PRA-JA), se aceita (a contrário dos tempos da – sua – CASA-CE) ser salvo pela crítica ou assassinado pelo elogio? Se é a ética que deve dirigir a política? Se as batalhas ganham-se ou perdem-se por causa dos generais ou por causa dos soldados? Se o importante são os que estão na primeira fila (para serem vistos) ou os…
Leia maisAs guerras resultam dos falhanços da democracia
O MPLA/Estado/regime está no poder desde 1975 e por lá vai ficar. A razão é simples. Com a ajuda subserviente da comunidade internacional, o regime continua a aumentar a razão da força e a arrasar a força da razão. Só militares são mais de 100 mil. Activistas sociais são… 15+2. Por Orlando Castro Todo o mundo sabe que com o poder absoluto que tem nas mãos (sejam as mãos de José Eduardo dos Santos ou da sua marioneta de nome João Lourenço), o MPLA/Estado/regime é uma das ditaduras mais antigas…
Leia maisMas, afinal, o que é que vai mal lá no Kimbo?
Nem tudo vai mal, dirão alguns. Direi eu, apenas, que (quase) tudo poderia ir bem melhor. Habituámo-nos (nós, o Povo) a viver “das migalhas do festim”, e a contentarmo-nos com um desempenho menos que sofrível por parte da nossa eterna “elite dirigente”, sectária e ultrapassada pelo passo da História. Por Tchockwe Tchockwe O “bode-expiatório” das crises económica, financeira, e cambial, tantas vezes invocado para “justificar o injustificável”, apenas serve para esconder uma crise muito mais grave e profunda: a crise dos valores éticos, morais e civilizacionais. Coitado do país que…
Leia maisTer razão antes do tempo
contra a vontade do… rei
O ex-primeiro-ministro angolano Marcolino Moco propõe aos angolanos a alternativa “da cidadania, da intervenção social”. Entre a continuação do regime, que considera marcado pela “arrogância” e o nepotismo, e uma revolução violenta, como as do norte de África. Marcolino Moco, que foi também o primeiro secretário-executivo da CPLP, considera que a sua alternativa, que frisou não ser um manifesto político-partidário, pode devolver a Angola a utilidade da política enquanto instrumento de desenvolvimento e não de projecto personalizado, como considera estar a ser actualmente desenvolvida. “A primeira alternativa é esta presente,…
Leia maisQuem nada faz… nunca erra
Em Maio de 2008, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, disse em Luanda que o seu Partido tem no homem o centro das atenções para o programa de governo da mudança. Se as palavras correspondessem aos actos, os angolanos agradecerão, certamente. Mas já lá vão oito anos e tudo não passou de vãs promessas. Por Orlando Castro Isaías Samakuva falava nesse ano para militantes e simpatizantes da UNITA que se concentraram na sede municipal do Partido no Kazenga, numa cerimónia que serviu para a tomada de posse da Direcção Central…
Leia maisMãos à obra. Vamos em frente
O nosso Director, William Tonet lançou um repto, claro e inequívoco, para que fosse criada a CDM – Coligação Democrática de Mudança, visando “resgatar a esperança popular dos angolanos”. Avançava, igualmente, coma ideia de que para consubstanciar “o amor pelo povo, amor pela liberdade, amor pela independência, amor pela terra, amor pela justiça, amor pela igualdade, amor pela democracia”, os recursos necessários deveriam ter origem em cada partido, em cada ONG, em cada democrata, em cada cidadão discriminado. As reacções, em catadupa, não se fizeram esperar. Aqui no site do…
Leia maisCom que então… o café!
O director do Instituto Nacional do Café defendeu hoje – qual navegador que descobriu a pedra filosofal – a aposta de Angola no modelo agro-exportador, nomeadamente do café, que considera o único neste momento com hipótese de competir rapidamente no mercado internacional, tal como aconteceu no passado. A inda hoje o embaixador da missão permanente de observação da União Africana junto da ONU, angolano Téte António, disse que “todos os dirigentes africanos estão cientes de que é preciso diversificar as economias”, explicando que o atraso se deve aos resquícios do…
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