Críticas à Polícia (do MPLA)

O investigador responsável pela África Austral na Amnistia Internacional (AI), David Matsinhe, afirmou hoje que “ninguém pode justificar” os dez homicídios documentados em Angola atribuídos às forças de segurança no âmbito da imposição de restrições contra a Covid-19. “Não há justificativa para encurtar as suas vidas. Ninguém pode justificar a morte destes jovens, em particular nas circunstâncias em que perderam as suas vidas”, afirmou David Matsinhe no seminário virtual “Violência policial em Angola”, organizado pela AI. No seminário, David Matsinhe apontou que a AI, em colaboração com a organização não-governamental…

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A data que abalou o regime

O país vive momentos sinuosos, dolorosos, dramáticos, numa roda onde se consolida, cada vez mais, o desnorte do espectro ideológico. O MPLA, em 45 anos de poder absoluto, na direcção do país, nunca tão ostensivamente conviveu com uma cisão interna, transbordada para o exterior, pela própria liderança. Por William Tonet O resultado dessa estratégia é imprevisível, supera o desfecho final, mas, já exala, no ar, um cheiro nauseabundo, que atrai os gaviões (corvos) em busca de carne putrefacta. Em três anos, a formação partidária mais rica do mundo, pese controlar,…

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Não basta ter razão

O deputado da UNITA, Nelito Ekuikui, que foi brindado – parafraseando o ministro Eugénio Laborinho – com chocolates e rebuçados no sábado durante uma manifestação em Luanda, admitiu avançar com uma queixa contra a Polícia Nacional que acusa de ter usado violência excessiva contra os manifestantes. É claro que vai ficar quietinho. “V amos abrir um processo contra os excessos da Polícia Nacional. Temos pessoas presas desde sábado e achamos que a Polícia agiu com excesso de zelo e violência gratuita”, destacou. Tem razão. Sempre assim foi. No entanto a…

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Palavra de ditador não volta atrás

Multiplicam-se as manifestações de repúdio pelos actos de violência injustificada levados a cabo contra manifestantes pacíficos, bem como a exigência de que sejam libertados imediatamente. São disso exemplo a Friends of Angola (FoA) e o MIC – Movimento Independentista de Cabinda. Entretanto, Isaías Samakuva foi recebido em audiência concedida pelo chefe de Estado, João Lourenço, com quem analisou esta questão. O ex-líder da UNITA, maior partido da oposição (que o MPLA ainda permite que exista em Angola), Isaías Samakuva, pediu hoje ao Presidente João Lourenço que dialogue com a Direcção…

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AI critica “pedagogia” da Polícia

O director executivo da secção portuguesa da Amnistia Internacional (AI), Pedro Neto, condena os abusos policiais em Angola durante a pandemia de Covid-19, considerando que houve violência gratuita e uso excessivo da força contra cidadãos. Nada de novo, portanto. Haja ou não pandemia, a ordem é para reeducar os cidadãos com base na pedagogia do cassetete e/ou das… balas. “À boleia da pandemia houve abusos na atitude e na actuação da polícia, violência gratuita e uso excessivo de força, que não foi nem proporcional, nem justificada”, afirmou Pedro Neto, em…

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Se as crianças são o futuro,
a RD Congo só tem passado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai investigar alegações de exploração e abuso sexual no contexto da resposta à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo). “A s acções alegadamente perpetradas por indivíduos que se identificam como trabalhando para a OMS são inaceitáveis e serão investigadas com firmeza”, adiantou, em comunicado, a organização. A OMS indicou que o director-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, iniciou uma “revisão minuciosa” destas alegações específicas, bem como de outras questões de protecção “mais amplas em contextos de resposta a emergências sanitárias”.…

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“Parem de nos matar”

Cerca de três dezenas de jovens angolanos residentes em Portugal apresentaram hoje, frente ao Consulado de Angola em Lisboa, um cartão vermelho à brutalidade policial em Angola, que afirmam ter-se agravado com a pandemia de Covid-19. Munidos de cartazes e apitos, os jovens concentraram-se pouco depois das 10:00 frente ao consulado, em Alcântara, respondendo assim a um convite feito através das redes sociais, que nos últimos tempos tem sido o principal meio de comunicação e também de denúncia do que classificam de “crime sem castigo”. Desde o início da pandemia,…

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Não basta ter razão

Dezenas de jovens que ao contrários das ordens superiores, em vigor há 45 anos, não têm o cérebro nos intestinos e coluna vertebral amovível, juntaram-se esta manhã em Luanda para apelar ao fim da violência policial do MPLA na sequência das várias mortes associadas à actuação da polícia (supostamente angolana) desde o início da pandemia de Covid-19. Um grupo mobilizado pelo rapper Brigadeiro 10 Pacotes sob o lema “Todos pelos Direitos Humanos. Não Toca no Meu Irmão”, juntou-se cerca das 10:00 na Igreja da Sagrada Família pedindo a demissão do…

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Todos contra a violência

A violência da polícia angolana (que, como se sabe, é uma falsa acusação posta a circular pelos marimbondos) durante a pandemia de Covid-19 que já fez mais de uma dezena de vítimas, entre as quais o médico Sílvio Dala que, por não usar máscara dentro da sua viatura, foi levada para uma esquadra na qual se… “suicidou”, vai levar os angolanos a sair à rua amanhã, sábado, com duas manifestações marcadas para Luanda. “N ão à brutalidade policial” é o mote do protesto organizado por um grupo de jovens, entre…

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Covid + fome + tiros = morte

Uma nova investigação da organização Amnistia Internacional responsabiliza as forças de segurança angolanas pela morte de pelo menos sete homens, incluindo um jovem de 14 anos, entre Maio e Julho, no âmbito das restrições para conter a Covid-19. Um comunicado de imprensa divulgado pela Amnistia Internacional refere na investigação, realizada em colaboração com a organização de defesa dos direitos humanos angolana OMUNGA, que as vítimas são homens, tendo o mais jovem 14 anos. Para as duas organizações, o número real de mortes “será provavelmente muito mais elevado”. Segundo o documento,…

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