Médicos querem os governantes tratados
nos nossos hospitais

Mais de cem médicos angolanos (segundo as contas do comité da especialidade do MPLA não eram mais do que dez) marcharam hoje em Luanda para exigir coisas impossíveis num país pobre como o nosso. Não é que tiveram a lata de exigir melhores condições de trabalho e de pedir aos governantes que “experimentem” fazer as consultas nos hospitais públicos de Angola. Os médicos exigiram também a colocação de 1.500 colegas que se encontram no desemprego, no meio de cartazes com frases como “governantes façam consultas nos hospitais públicos”, “exigimos boas…

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Crédito malparado e encerramento de bancos

A percentagem de crédito malparado em Angola diminuiu 0,5 pontos, para os 28,3% no final de Dezembro de 2018 face ao homólogo de 2017, de acordo com dados do Banco Nacional de Angola. FMI pode “ordenar” o encerramento, este ano, de mais bancos. Segundo os dados das Estatísticas Monetárias, o total de empréstimos durante o ano passado chegou a 4,16 biliões de kwanzas, o que equivale a 11,7 mil milhões de euros ao câmbio do final do ano passado, dos quais 3,33 mil milhões de euros eram relativos a crédito…

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CFL diz não ter dinheiro e o sindicato “decreta” greve

Os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado, para entre várias outras reclamações reivindicar um aumento em 80 por cento do salário. Administração critica a greve e diz que não tem dinheiro. Em declarações à agência Lusa, o primeiro secretário do Sindicato de Trabalhadores do CFL, José Carlos, disse que a adesão à greve ultrapassou as expectativas, salientando que a paralisação é geral nas províncias de Luanda, Cuanza Norte e Malange, o troço que compreende o caminho ferroviário. José Carlos referiu que apesar da…

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Para os militares o cofre
(do país) não tem… fundo

O Estado/MPLA vai investir 111 milhões de euros na construção de um novo complexo hospitalar, para as Forças Armadas Angolanas, obra aprovada por despacho do Presidente da República, João Lourenço. Como se vê, por enquanto o fiado chega para tudo… ou quase. De fora ficam, como acontece há 43 anos, os pobres que agora são apenas… 20 milhões. De acordo com o despacho presidencial, com data de 8 de Janeiro, em causa está a construção do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé” – cuja localização não é revelada no…

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Poesia da crise. Inflação rima com desvalorização

A moeda angolana depreciou-se hoje ligeiramente para um mínimo histórico face à europeia, ao ser transaccionada oficialmente a 355,737 kwanzas/euro, “batendo” os 355,047 kwanzas/euro registados a 20 de Novembro de 2018, indica hoje o Banco Nacional de Angola (BNA). Segundo os dados do banco central, a moeda angolana, que se tem mantido estável nos últimos dois meses, variando entre os 350 e os 354 kwanzas/euro, continua com essa tendência, depois de, já este mês, ter oscilado entre os 352 (dia 4 de Janeiro) e 354 kwanzas/euro (dia 2). Desde 9…

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Recessão, recuo e (manda
a tradição…) retrocesso

A economia de Angola, que há pelos menos 16 anos aguarda a chegada ao Governo de alguém que saiba o que está fazer, deve contrair-se 1,7% este ano, depois de uma recessão de 0,2% em 2017, e as reservas internacionais devem cobrir 3,5 meses de importações, considera o Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com um conjunto de documentos colocados no site do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) real deve contrair-se em 1,7%, acentuando os 0,2% negativos de 2017, reflectindo um declínio na produção de gás…

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Barriga (ainda mais) vazia reduz potência da euforia

O Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019 foi aprovado com 133 votos a favor do MPLA e 55 contra da UNITA e CASA-CE, ambos da oposição, tendo-se registado ainda três abstenções, do PRS e FNLA. Entretanto, continua (e de que maneira) a crise económica que, contudo, foi minimizada pelo populismo mediático do Governo. A barriga dos angolanos está cada vez mais vazia, mas a “liamba” da propaganda conseguiu pôr o Povo a ver jacarés a voar… O Parlamento do MPLA aprovou, como habitualmente, esta sexta-feira o OGE para 2019.…

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Petróleo firme e intocável não quer passar à história

A produção daquilo que sustenta o MPLA há 43 anos e sem o qual o partido nunca saberá viver, o petróleo, caiu do equivalente a 3.325 milhões de euros, em Outubro, para 2.683 milhões de euros em Novembro. Na linguagem zoológica do mais emblemático perito de Angola, João Lourenço, o crude está a comportar-se como um traidor, como um marimbondo. A consultora Capital Economics disse hoje que Angola perdeu 20% das receitas do petróleo em Novembro devido à descida dos preços desta matéria-prima, o que equivale a uma perda de…

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Vamos pagar rearmamento
das empresas de segurança

O Ministério do Interior angolano vai comprar 2,5 milhões de euros em armas letais e não letais para distribuir pelas empresas privadas de segurança, no âmbito do Projecto de Desarmamento da População Civil, segundo autorização presidencial. De acordo com um despacho assinado pelo Presidente da República, com data de 20 de Novembro, a autorização para o negócio resulta da “sensibilidade intrínseca” (seja lá o que isso quer dizer) a este projecto, em curso, de desarmamento, “no que concerne às especificidades e rigor dos equipamentos” necessários. “Considerando a necessidade de se…

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Governo só navega à vista
(do petróleo, obviamente!)

O Governo angolano projectou o preço do barril de petróleo em 68 dólares como base do OGE 2019 por estar abaixo do estimado (70 dólares) por várias organizações financeiras internacionais, explica o secretário de Estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo. Questionado pela Lusa sobre se o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, actualmente em discussão (aprovação) na especialidade no Parlamento, pode obrigar a uma correcção nos números, Paulino Jerónimo indicou que o Governo de Luanda está a tomar um conjunto de medidas para a diversificação económica, de forma a que…

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