Camaradas. Comandante

Eu vos louvo! Nós vos louvamos! Camaradas…. Eu me vergo à vossa memória! Nós nos vergamos! E, nesta intercepção, de Maio de 2020, tenho a grata honra de dizer, ter a maioria, dos camaradas sobreviventes resistido, a contínua perseguição institucional dos mesmos algozes (nossos ex-camaradas), alcandorados no poder, aqueles que, para nossa tristeza colectiva, roubaram o melhor de cada um de vocês, naqueles fatídicos dias de Maio 1977: o sorriso, a lágrima, a potencialidade de pensar Angola, a vida! Por William Tonet Mas pese a transição e mudança dos métodos…

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Histórias há muitas,
verdades há só uma

O Governo angolano, que desde 1975 sempre foi do MPLA, admite agora “excessos”, com “execuções e detenções sumárias” em 1977, por ocasião dos massacres de milhares e milhares de angolanos no genocídio do 27 de Maio. Excessos. Não mais do que excessos. Certamente de pequena monta. O MPLA pode, e assim tem feito, contar várias versões da História. Quanto à verdade, que só tem uma versão, ainda não a consegue assumir. Lá chegaremos quando Angola for o que ainda não é, um Estado Democrático de Direito. O Governo do MPLA…

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Em tua memória, em vossa memória. Nunca me calarei

O dever moral, a ética e a honestidade intelectual não deve deixar ninguém impávido e sereno, quando a maior injustiça continua a palmilhar os carreiros mentais de milhões neste país. Cidadão honesto, cidadãos honestos são escravos da justiça e mantêm viva a memória. Por William Tonet A memória hercúlea que não trai, não abdica dos valores morais, por mil tostões, nem deixa os seus camaradas de armas para trás. Em tua memória, comandante Nito Alves. Em tua memória, canoa, José Van Dúnem. Em vossa memória, camaradas inocentes, patriotas e nacionalistas…

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Direito à vida, à memória e também a toda a verdade!

Quando ocorreu a tentativa de golpe de Estado de Nito Alves, a 27 de Maio de 1977, acabava de chegar à região militar 65, na província do Cunene. Esta província tinha a Norte, a província da Huila. A sul, a fronteira com a República da Namíbia, sob ocupação da África do Sul, com mandato das Nações Unidas. A Este, a do Cuando Cubango e a Oeste a do Namibe. Por Alcides Sakala (*) Dada a sua localização, a província do Cunene era estratégica, atravessada pelo rio Cunene e por vias…

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27 de Maio (1977). Estava na cadeia e nas mãos da DISA!

Não vivi directamente os acontecimentos de 27 de Maio (de 1977) nem a tragédia que a seguir se abateu sobre Angola. Por várias razões: primeiro, porque eu não estava inserido na sociedade e na ordem jurídica angolana; segundo, porque aquela fatídica data me surpreendeu na cadeia, à inteira disposição e à total mercê da DISA (Direcção de Informação e Segurança de Angola), que para muitos (de nós), foi pior que a PIDE/DGS; terceiro, porque pouco depois, pondo termo a uma breve estadia em território (des)governado pelo MPLA (de Junho de…

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Assassinaram os patriotas
e com eles também Angola

A direcção do MPLA (quantos com as mãos frescas de sangue) continua a assassinar em Maio, através da omissão, extrema arrogância e mentira a memória de milhares e milhares de ex-militantes, órfãos, viúvas e sobreviventes, daquela que foi a maior purga, no interior de um partido político, depois da II Guerra Mundial. Por William Tonet Hitler e Neto, pela dimensão dos crimes cometidos, com as devidas distâncias, tinham muitas semelhanças, quanto à severidade no extermínio de cidadãos e adversários políticos, que discriminavam. Os dados da chacina de Maio 77 flutuam…

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Política e corrupção unidas destroem o país

Em Angola, o regime, o peculato, a ladroagem e a corrupção, são irmãos siameses. Irmãos nascidos há já muito tempo. No melhor, torna-se desnecessário acreditar numa cirurgia de “separação”, tão caboucada estão as raízes do mal do unanimismo. Por William Tonet Todos os dias emergem novas denúncias, sobre o desvio de fundos, obras subfacturadas, milhões e milhões de dólares transferidos ilegalmente para o estrangeiro. E, na esquina do cinismo governamental, emerge a justificativa do desconhecimento criminoso sobre os montantes desviados e das lavandarias de destino ou de passagem. E como…

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Já não há, por cá, líderes
como Nito Alves ou Savimbi

Justificar, responsabilizar ou mesmo fundamentar a “conveniência de serviço”, mesmo de quem tenha premeditada e dolosamente, delapidado o erário público, não é necessário, enfatizou João Lourenço, por, justificou, ser uma prática de há 42 anos. Neste regabofe, a culpa continuará a morrer solteira, para gáudio dos corruptos, que detém o controlo exclusivo das finanças do país. Por William Tonet Tanto assim é que ninguém ousou perguntar, 24 horas depois da exoneração de uma exonerada de uma empresa pública, a proveniência de 100 milhões de dólares, investidos numa fábrica de cerveja.…

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“Se eu te pegar tu morre desgraçado”

Caras feministas, cordiais saudações. Escrevo esta Nota de Repúdio sobre a maneira em que está a ser feita a censura pública contra o jovem activista cívico angolano, Manuel Chivonde Baptista Nito Alves. Por Pedrowski Teca Vejo com bastante preocupação, pessoas que se afirmam Defensoras de Direitos Humanos, sobre tudo as que supostamente lutam contra práticas que visam diminuir ou degradar a dignidade das Mulheres, optem imediatamente pelo extremismo na resolução de conflitos, ignorando as regras basilares do diálogo e repúdio em fóruns próprios, principalmente quando as partes envolvidas são amigas,…

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Como Neto superou Hitler

Alguém disse que quem está sempre a falar do passado deve perder um olho. Será esse o destino de quem, como eu, não se cansa de falar de um passado que, nesta circunstância, tem 40 anos? É possível que sim. Por William Tonet Conforta-me, contudo, o facto de que esse mesmo alguém terá acrescentado que quem se esquecer do passado deve perder os dois olhos. As vítimas dos massacres do 27 de Maio de 1977 merecem que, se necessário, eu perca os dois olhos e até mesmo a vida como,…

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