Pelo menos cinco mil crianças foram vítimas de violência em Angola, de Janeiro a Outubro de 2019, com Luanda a liderar os casos, disse hoje fonte oficial, manifestando preocupação com a existência de “menores envolvidas na prostituição”. As crianças são gente? Às vezes, vezes a mais, parece que não. “Os dados que existem não são só de crianças, são de mulheres envolvidas e que no meio dessas senhoras há crianças, há menores. As menores envolvidas na prostituição existem e a situação é preocupante”, afirmou hoje à Lusa o director geral…
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As nossas crianças alguma
Os porcos comem farelo e não morrem. A solução é…
Trinta e oito toneladas de bens alimentares foram hoje entregues, na cidade de Ondjiva, pelo Ministério da Construção e Obras Públicas ao Governo Provincial do Cunene para apoiar as vítimas da seca da região. Fartura de peixe, ausência de canas de pesca… A seca que assola a província do Cunene, desde Outubro de 2018, afectou 880.176 pessoas e já causou a morte de 30 mil cabeças de gado. A oferta é composta por arroz, fuba de milho, farinha de trigo, feijão, açúcar, óleo alimentar, massa alimentar e água de mesa.…
Leia maisEscravatura, ingerência e neocolonialismo
As relações entre Portugal e Angola mais do que analisadas pelas Ciências Económicas, Sociológicas, Antropológicas, Políticas ou Históricas, deveriam ser averiguadas e dissecadas num divã, por um terapeuta, não necessariamente judeu, hirsuto ou entendido na interpretação de sonhos, mas competente na análise dos processos fisiológicos escatológicos e nas relações incestuosas ainda que proibido de prescrever ópio ou folhas de coca. Por Brandão de Pinho Portugal e Angola comportam-se como aqueles casais desavindos em que a imaturidade transborda transversal, oblíqua, enfim, plena e totalmente. Países imaturos, povos imaturos e relações ainda…
Leia maisFernando Pessoa? Não!
Que tal Agostinho Neto?
Segundo a insuspeita Angop, a comunidade angolana radicada em Portugal reprovou, neste domingo, a escolha do nome do poeta português Fernando Pessoa para ser o patrono de um projecto de intercâmbio universitário no espaço lusófono. Recorde-se, entretanto, que para além de poeta, ele também foi filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, crítico literário etc.. Trata-se de um projecto que visa a educação, formação e mobilidade de jovens do espaço de língua portuguesa, oferecendo-lhes oportunidades de estudo, aquisição de experiência e voluntariado por um período curto num dos países…
Leia maisNeocolonialismo religioso
O presente texto não visa causar polémica, apenas rememorar a verdadeira história de um local (Santuário da Muxima), cada vez mais emblemático catolicamente. Não foi sempre assim. Custou o pão que o diabo amassou a muitos dos nossos antepassados, por vezes, sob o olhar cúmplice de muitos padres, imbuídos de um nacionalismo extremista. Por William Tonet Os anos passam e o tempo trata de sarar muitas feridas, daí ser mister dizer-se a verdade, ainda que seja dura, pois ela e só ela liberta. Hoje, pegando nos instrumentos da Igreja Católica,…
Leia maisCrianças são gente!
Será que são mesmo?
Apenas 25% das crianças angolanas com menos de cinco anos são registadas pelos pais, motivo que levou o Governo do MPLA (em boa verdade desde há 43 anos que Angola só tem governos do MPLA) a lançar uma campanha de incentivo ao registo de nascimento no país. Como se trata de um país pobre (embora tenha o maior número de ricos por metro quadrado), era bom que a comunidade internacional desse mais e mais ajudinhas… A campanha, denominada “Paternidade Responsável, Eu Apoio“, encabeçada pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos,…
Leia maisUm filho de jacaré pode ser pomba? O MPLA diz que sim!
A UNITA, maior partido da oposição em Angola, considera que o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, sai “enfraquecido”, forçado por um conjunto de circunstâncias políticas, sociais e económicas que o colocam no “outro lado da História”. Enquanto isso, sendo Presidente da República e do MPLA, João Lourenço (ou não fosse “filho” do sistema) entra para o mesmo lado (errado) da História. Em entrevista à agência Lusa, Alcides Sakala, porta-voz e secretário para as Relações Exteriores da UNITA, lembrou que José Eduardo dos Santos, que deixa a presidência do…
Leia maisCrianças escravas. MPLA
ganha medalha de ouro
Para erradicação do trabalho infantil em Angola os ministérios do Trabalho e da Acção Social fazem o que tem sido o diapasão da governação de João Lourenço e do MPLA: elaboram planos de acção. As acções propriamente ditas ficam em lista de espera. Tem sido assim, reconheça-se, ao longo das últimas décadas. Assim vamos ter um Plano de Acção Nacional (PANETI 2018-2022), que visa a tomada de medidas que facilitam a tarefa dos diferentes agentes na aplicação prática dos direitos da criança. O (PANETI foi apresentado em Luanda durante um…
Leia maisSem tempo para viver, sem tempo para serem crianças
Crianças angolanas desde sempre e ainda trabalham no garimpo de rocha e extracção de areia até aos “limites da força física”, por menos de 50 euros mensais, para conseguirem pagar a escola, conclui uma investigação realizada pelo professor universitário Domingos da Cruz. O ensaio “Eu vivo das pedras”, apresentado hoje, Dia Mundial da Criança, analisa a situação das “crianças garimpeiras” em várias províncias de Angola, à luz do Direito ao Desenvolvimento infantil, e foi elaborado nos últimos meses por aquele docente e activista, um dos 17 angolanos condenados a prisão…
Leia mais“Mesmo que tenha de apodrecer na prisão, não
vou aceitar ser escravo”
Este texto foi publicado no dia 26 de Janeiro de 2010: “O padre Casimiro Congo, defensor da autodeterminação daquilo a que o regime angolano do MPLA chama de província, Cabinda, disse hoje em Bruxelas que vai regressar a Angola, mesmo correndo o risco de ser preso (tal como todos aqueles que contestam as teses do MPLA, porque não aceita “exílios forçados” e quer prosseguir a luta “lá dentro”. Por Norberto Hossi O padre Jorge Casimiro Congo, que tem previsto regressar em breve a Luanda após uma passagem pela Europa, falava…
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