As mulheres angolanas são discriminadas no acesso ao registo civil, à justiça e à educação, estão afastadas dos espaços de decisão e são educadas para se submeter e a normalizarem a sua exclusão, alertou hoje uma ONG Mosaiko. As conclusões constam da versão preliminar do relatório sobre “Política Públicas inclusivas numa perspectiva de género 2019-2021”, produzido pela associação Mosaiko, que promoveu um debate internacional sobe o tema entre quarta-feira e hoje O estudo concluiu que são as mulheres que mais procuram registar os seus filhos, mas em simultâneo são as…
Leia maisEtiqueta: escravatura
Em África, ser criança é…
Hoje é o Dia Internacional da Criança Africana. Foi neste dia, em 1976, que se registou o massacre do Soweto, em Joanesburgo, na África do Sul. Todos os anos este dia merece a atenção da UNICEF e de outras organizações mundiais que organizam eventos variados, tendo em vista a defesa dos direitos da criança em África e no mundo. Na prática, em Angola por exemplo, as crianças continuam a ser geradas com fome, a nascer com fome e a morrer com… fome. Junho de 2018. O então governador da província…
Leia maisEscravos de 1619 a 2021
O ministro das Relações Exteriores de Angola , Téte António, diz que tudo indica que as relações diplomáticas entre Angola e EUA iniciadas em 1993 “ainda não exploraram aspectos histórico-culturais que unem estes povos”. Sabe-se, em síntese, que foram militantes do MPLA que em 1619 chegaram (como escravos) a Jamestown, na Virgínia. Por isso, o Tio Sam que se prepare para abrir a arca do fiado… O governo de Angola e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola sublinharam que existe uma necessidade de “reconectar”…
Leia mais(A)corda nas mãos dos (in)tolerantes
O Departamento de Estado norte-americano continua a publicar relatórios sobre Angola sem que estes, como mandam as regras da cooperação bilateral, sejam previamente visados pela Comissão de Censura do MPLA. Não admira, por isso, que o Presidente do MPLA, João Lourenço, comece a ficar irritado… Segundo o mais recente relatório, no reino do MPLA (Angola) ainda há “homicídios arbitrários ou ilegais, incluindo mortes extrajudiciais, pelas forças de segurança governamentais”, para além de “sérias restrições à imprensa e à livre expressão”, entre outros abusos. Onde será que os EUA descobriram estas…
Leia maisA ufolo(gia) do diálogo armado
O governador provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala, apelou (como se o MPLA soubesse o que isso é) ao diálogo e reconciliação na vila mineira de Cafunfo, onde há um mês incidentes com a polícia provocaram um número indeterminado de mortes, afirmando que “é hora de sarar as feridas”. Ernesto Muangala falava hoje em Cafunfo, perante mais de 500 pessoas, entre membros do executivo e autoridades eclesiásticas, oficiais da polícia, sobas e habitantes locais, que se juntaram hoje no salão 4 de Abril para reflectir sobre os acontecimentos (massacre é…
Leia maisAponta onde fica a ponta
No dia 24 de Junho de 2020, o MPLA repudiou, com veemência, o jornal “Folha 8”, pela publicação de um texto (apenas na sua página do Facebook) em que – segundo o partido dirigido por João Lourenço – associou o então Presidente de Angola, António Agostinho Neto, às figuras consideradas defensoras da escravatura. O pequeno texto que o Folha 8 publicou diz: “Vários países estão a retirar dos espaços públicos as estátuas de assassinos, ditadores e defensores da escravatura. Em Angola está a demorar muito para que isso aconteça”. Das…
Leia maisEscravos há 45 anos
O Governo do MPLA assinalou os 400 anos da chegada dos primeiros 20 escravos angolanos ao território norte-americano com um conjunto de actividades nacionais e internacionais comemorativas da efeméride, tendo até criado para o efeito uma comissão interministerial. Tudo na mesma altura em que Angola “comemora” a chegada da escravatura angolana ao reino do MPLA, em 1975. Segundo um despacho presidencial, datado de 9 de Agosto de 2019, a celebração “encerra uma oportunidade singular para Angola projectar a sua imagem e divulgar a sua importância histórica no desenvolvimento dos Estados…
Leia maisFome + fome = fome
A má nutrição crónica (fome, em português) atinge 43% das crianças com menos cinco anos em Moçambique e 30% das crianças com a mesma idade em Angola, de acordo com o Relatório Global 2020 sobre Crises Alimentares. Parafraseando João Lourenço, se “haver” necessidade o Governo do MPLA assinará mais um “compromíssio” (agora usamos o vernáculo português da ex-ministra da Educação, Ana Paula Elias) para pedir… fiado. O documento, hoje divulgado pelas Nações Unidas, apresenta os países da África Austral onde vivem mais crianças com menos de cinco anos que são…
Leia maisAcusar, acusar até à acusação final
O país entrou em colisão, numa quase histeria geral, com a caracterização do pensamento diferente, pelos novos arautos do poder, ao considerarem crime (mesmo entre conhecidos, amigos e, até irmãos) o não alinhamento no unanimismo institucional. É (só poderia ser) a doideira total. Por William Tonet Nas esquinas dessa tribo, dedos indicadores, bajuladoramente, erectos, acusam-nos de forma infame, sem provas (nem precisam, no império da presunção da culpa) de, não alinhando na tese, “yes man”, advogarmos a favor do clã Dos Santos, mais concretamente, o pai, José Eduardo dos Santos…
Leia maisSorriam. A corrupção “não é um problema africano”
O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, defendeu em declarações à Lusa que a corrupção “não é um problema africano” e salientou que a apropriação de recursos do Estado por um indivíduo não é admissível. “A corrupção não é um problema africano, está em todo o lado onde há ganância, quando os indivíduos são gananciosos, fazem coisas más, e a questão é garantir que não o fazem com dinheiros do Estado”, respondeu Akinwumi Adesina, quando questionado sobre o impacto da divulgação do escândalo financeiro conhecido como Luanda…
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